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Pergunta nuclear...

por Pedro Quartin Graça, em 07.04.10

Será que o lobby do nuclear conseguirá alguma vez assumir um compromisso contratual e afirmar publicamente que constrói sem ajudas estatais uma central nuclear, que faz todas as obras na rede eléctrica para esta poder receber o input energético sem ajudas também e que gerirá o negócio sem garantias estatais, comprometendo-se, ademais, a pagar do seu bolso todos os prémios de seguro?



8 comentários

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De Grunho a 07.04.2010 às 15:38


E a fazer as provisões necessárias para desactivar a central com segurança quando a sua "vida útil" terminar.
Em geral tendem a atirar esse encargo para os contribuintes responsabilizando-os através do "desnecessário" estado.
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De Luís Naves a 07.04.2010 às 17:31

Exactamente, grunho, e têm de explicar como tencionam contornar o problema da directiva europeia que obriga a utilizar primeiro a energia renovável não nuclear. Ou seja, a central não seria usada nas horas de menor consumo, pois a eólica e hídrica chegam para as necessidades nacionais. Central parada nessas horas é igual a central com prejuízo. 
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De Tiago Mouta a 07.04.2010 às 17:37

Resposta simples, curta e óbvia: NÃO!!!
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De Joao Figueiredo a 07.04.2010 às 17:57

A mesma pergunta se deveria fazer sobre o aeroporto
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De Daniel João Santos a 07.04.2010 às 21:55

Sou contra o nuclear.
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De jj.amarante a 08.04.2010 às 01:10


Claro que não. Tive a oportunidade de perguntar ao Patrick Monteiro de Barros, que dizia que só queria a autorização para construir uma central nuclear em Portugal sem qualquer apoio estatal, se não tinha o plano B de instalar essa central em Espanha. Respondeu-me de forma evasiva que não.
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De Velho da floresta a 08.04.2010 às 10:22

Não conheço ninguém ligado ao lobby citado, de adeptos da energia nuclear, conheci algumas pessoas que estavam no grupo que estudava e preparava uma solução dessas no final do mandato de Marcelo Caetano, projecto esse que foi ao ar com o 25 do 4 e suas sequelas, incluindo a folclórica manifestação anti nuclear que decorreu em Ferrel , que serviu para aterrorizar os habitantes da pacata povoação e para uns quantos aparecerem nas noticias da altura. Para se realizar um projecto desses, é necessário entre outras coisas, que exista um conjunto alargado de pessoas com a formação e qualificação necessária para enquadrar todas as etapas do processo, na altura isso existia e também existia uma formação em funcionamento e preparada para fornecer os elementos humanos nacionais, para uma industria que se planeava, hoje isso não existe, o mais que há, são os técnicos especializados do centro de investigação de Sacavém, que obviamente não são solução, pelo que pelo menos na vertente de pessoal essa industria estaria nos primeiros dez anos dependente de quadros estrangeiros, juntando a esses todos os outros custos, isto faz da solução nuclear algo muito pouco provável, numa solução de investimento totalmente privado, pelo empate de capital necessário e demora no retorno do mesmo.
Quanto a Patrick Monteiro de Barros, os seus projectos de investimento de grande escala, são sempre dependentes de uma grande fatia de investimento publico, como exemplo o tão propalado projecto de refinaria para Sines, que iria custar uma fortuna ao erário publico.
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De Nuno Castelo-Branco a 08.04.2010 às 17:14

Exactamente, Velho da Floresta. O ponto fulcral é, como sempre, o dinheiro público. Quanto a isso, nada de mais cedências.

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