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Os inocentes úteis

por Rui Crull Tabosa, em 07.04.10

Nunca aprecei excessivamente os americanos. Sempre me pareceram um pouco como crianças atacadas de gigantismo: um demasiado poder para uma excessiva ignorância e um passado ainda imberbe.

Mas ainda aprecio menos o radicalismo islâmico, seja pela utilização de crianças-bomba, pelos ataques bombistas contra mercados cheios de populares - para mais seus irmãos de credo e raça - ou, ainda, pelos ataques a inocentes nos países ocidentais (Twin Towers, Madrid, etc.), seja pela forma selvagem como violentam as sociedades que dominam e, em particular, as mulheres que aí vegetam, obrigadas a sujeitar-se à mais desprezível miséria humana. É certo que esse radicalismo se alimenta da justa indignação que, de um modo geral, os árabes sentem relativamente a Israel, que lhes entrou por casa dentro, reivindicando o ridículo direito histórico de ter de lá saído há perto de 2 mil anos (que se diria caso os Portugueses reclamassem a soberania sobre Cabo Verde, Estado localizado nessas ilhas atlânticas despovoadas quando as descobrimos no séc. XIV e que integraram Portugal durante cinco séculos?), e se dedica, com assinalável afinco, diga-se, a inviabilizar todas as hipóteses de Paz para o Médio Oriente, como ainda há pouco o reconheceu a própria Administração norte-americana. 

Vem isto a propósito de um vídeo que circula na net e que revela um ataque a partir de um helicóptero militar norte-americano contra um grupo de civis, cujas máquinas fotográficas são confundidas com armas de guerra. Por cá, no conforto dos seus lares ou das suas cadeiras de pivots, bloggers e jornalistas verberam os americanos e acusam os soldados de disparar como se estivessem entretidos em jogos de guerra. Alguns levam mesmo o seu ódio ao Ocidente ao ponto de considerar, ridiculamente, os americanos como terroristas e os terroristas como mártires... Não percebem, nem o seu pacifismo lho permite perceber, que a guerra estimula naturalmente os instintos de defesa, de sacrifício e, também, de sobrevivência. A vida pode perder-se numa fracção de segundo e o teatro de guerra não é o mesmo que uma operação de manutenção de paz ou uma operação stop. Na guerra mata-se ou morre-se, caros pacifistas. É assim hoje como sempre o foi no passado. Já diziam os romanos vita mea, mors tua.

Aqueles soldados podem ser abatidos a qualquer momento por rockets terra-ar. E dispararam apenas quando se convenceram que os civis estavam armados e que, por isso representavam uma ameaça. Os civis, esses, não desconhecendo naturalmente que se encontram num teatro de operações militares, deveriam ter o cuidado de se proteger um pouco mais para evitar este tipo de acidentes.

Não ver isto é enfileirar na 5.ª coluna. Daí, talvez, o propósito do nome '5 dias'...

Dito isto sobre o caso do dia, importa ainda deixar claro às virgens ofendidas que, mesmo concedendo terem sido erróneos os pressupostos directos da intervenção ocidental no Iraque, Saddam Hussein - o ditador que os americanos derrubaram em 2003 - cometeu durante décadas os mais abomináveis crimes contra o seu povo, perseguindo, matando, usando armas químicas, provocando, enfim, largas centenas de milhar, senão mesmo milhões de mortos entre os iraquianos e a população curda do Iraque, o que legitimou plenamente o fim do seu regime de terror.

Este pequeno filme dá, aliás, uma fugaz ideia sobre o clima de segurança e de respeito pelos Direitos Humanos que se vivia no Iraque antes da intervenção ocidental. O lado de lá dirá que é propaganda. E preferirá dialogar com a Al Qaeda, como defendia o vetusto Soares.


29 comentários

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De Maria da Fonte a 07.04.2010 às 04:07


O Drama de tudo isto, é que ninguém sabe quem é.
Ninguém, não, que os que detêm o Poder, sabem muitíssimo bem, quem são, e por isso manipulam a ignorância dos Povos, estimulando ódios estéreis, mas muito convenientes à manutenção do Status.

Tem sido sempre assim, ao longo dos tempos.
Talvez quando o Estudo Genográfico ficar completo, o ódio diminua.

Pode é ser tarde demais.

Maria da Fonte

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De Pedro a 07.04.2010 às 10:28

O habitual paternalismo para com os americanos: coitados, são apenas bebés grandes e desajeitados. Incapazes de praticar o mal, claro, como qualquer bebé. Eu acho isto sobretudo ofensivo para com os próprios americanos. Quanto ao video, parece que então foi uma simples manifestação de adrenalina, habitual nestas coisas. Nada a apontar, está certo. Os outros, são é mal intencionados e não respeitam o bebé. Não se publica nem censura publicamente as tropeliazitas do bébé.
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De Rui Crull Tabosa a 07.04.2010 às 11:02

O Pedro não percebeu mesmo nada do que escrevi. Comparei os americanos a crianças e não a bebés, dieferença que não é irrelevante, designadamente porque aquelas, ao contrário destes, sim, são capazes de fazer o mal. E os americanos já fizeram muito mal no Mundo, a começar pelas suas pretéritas políticas africanas ou compromissórias com o despontar da potência mundial soviética.
O Pedro obviamente não tem a menor noção do que é um cenário de guerra nem deve algumez ter lido literatura séria sobre o assunto. Reduz o instinto de sobrevivência e de defesa a mera adrenalina. Que fazer? Olhe, tome menos comprimidos...
E, já agora, nem uma palavrazita sobre as sevícias dos radicais islâmicos ou o finado Saddam. Pois é, o seu ódio ao Ocidente leva-o a pactuar com as miseráveis práticas do radicalismo islâmico. Sempre houve gente assim.
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De Pedro a 07.04.2010 às 11:58

Rui, os americanos não são crianças. Criança tenho eu em casa, e não o levo a tribunal de guerra, nem coloco videos das suas birras e maldades no youtube, nem falo delas na imprensa ou em blogues. Está a ver a diferença? Curiosamente, o Rui, parece achar que as tais “maldades” dos americanos se resumem à sua ingenuidade, às suas policas compromissórias. Ou seja, seriam de facto menos do que crianças. Bébés, portanto.
Nem eu nem o Rui sabemos o que são cenários de guerra, deixe-se disso. Quanto ao que aconteceu, diz então que foi o instinto de sobreviência. Ok. Isso serve para tudo e para nada. Suponho que defenda que àqueles soldados se devem dar chupa-chupas, em vez de os responsabilizar. Não é isso que se deve fazer por os soldados se limitarem a agir instintivamente para sua sobreviência?
Quanto ao “ódio ao Ocidente”, já ouvi tanto essa (com a variação do “Inimigo do Ocidente”, etc.), que já não me impressiona.
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De João das regras a 07.04.2010 às 15:04

Se tem ódio ao Ocidente, tem muito bom remédio vá viver para qualquer outra parte e deixe o Ocidente em paz ,mais os ocidentais que gostam de viver nele. Já agora pode levar todos os outros que pensam como voce para onde quiser e o aceitem.
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De Pedro a 07.04.2010 às 15:23

Ó meu caro amigo, sou eu que escolho (por enquanto...) o local onde vivo. Que tem você a ver com o local onde vivo, se a ocidente, a oriente, a norte ou a sul?
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De Rui Crull Tabosa a 07.04.2010 às 17:47

Pedro,
Perceba que quando os comparo a 'crianças' me refiro tão só à sua imaturidade geopolítica e geoestratégica. Eles têm um poder enorme mas não têm inteligência e experiência históricas suficientes para administrar bem esse poder.
Não os estou a desculpar, que não sou sociólogo nem o quer ser. Percebe?
O Pedro definitivamente não compreende nem quer compreender o que é o ser humano, tão longe dessa ideia idílica que perfilha. Mas enfim, fique-se por esses ideais rousseaunianos, que são bonitos, lá isso são...
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De Pedro a 07.04.2010 às 18:15

Rui, onde foi buscar que tenho uma ideia idilica do homem? E que ideais rousseaunianos? Eu acho que se percebe que eu digo perfeitamente o contrário. Não tenho quaisquer ilusões a esse respeito, muito menos ao nível da geopolitica e geoestratégia. E não pretenda conhecer melhor o ser humano (ou os cenários de Guerra ;)) melhor do que eu.
Os americanos erram tanto como os outros, falando só em “erros” ou “ingenuidades”. Todos os paises (na Europa, então, é endémico…) já fizeram em determinados momentos históricos, “movimentos” e escolhas politicas e estratégico-militarres e diplomáticas desastrosas, mesmo para os seus próprios interesses. Por outro lado, todos os paises (arriscaria que sem excepção) já agiram egoisticamente (maldosamente, vá, para arranjar uma linguagema mais infantil), nestas matérias. Lá está: a natureza humana.
Quanto ao que se passou, vai-me desculpar, mas “aquilo” dificilmente poderá ser justificado através de qualquer instinto de sobrevivência. Digo eu, que não sou psicólogo militar, nem tenho qualquer experiência de cenários de combate... Viu bem as imagens? Mas é possível que um óptimo advogado consiga, em tribunal militar, convencer disso mesmo, sei lá eu.
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De Rui Crull Tabosa a 07.04.2010 às 19:33

A visão idílica perpassa na alegação que faz de que os outros é que são mal intencionados, mas se diz que não a tem, concordamos: também acho que 'o homem é o lobo do homem', mas isso também se aplica aos áreabes e aos terroristas.
quanto às imagens, os soldados são claros a considerar - pelos vistos erradamente - que aqueles civis estariam armados e só depois disparam.
Mas a guerra, qualquer que ela seja, é mesmo feita de momentos de grande tensão em que é preferível errar matando do que errar morrendo.
Se eu ou o Pedro estivessemos lá, provavelmente faríamos o mesmo ou, então, arriscaríamos seriamente voltar num cvaixão.
Mas insisto: não defendo de modo algum a política dos EUA, só que não tenho dúvida que a prefiro mil vezes às dos radicais islâmicos. E a velha Europa gosta muito de zurzir a América, mas se não fosse esta estávamos de cócoras perante o Islão. Eu espero que perceba o que sucintamente quis dizer com isto.
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De Pedro a 07.04.2010 às 20:38

Rui, eu condeno as acções dos radicais islâmicos. Ponto. Não me parece necessário andar sempre a fazer esta espécie de manifesto prévio antes de condenar o que o governo americano, ou cidadãos americanos, fazem, com receio que me julguem inimigo do Ocidente ou anti-americano, ou anti-civilização ocidental. O que esse... gajo aí de cima, aquele que me manda ir viver não sei para onde, não sabe é que, ironicamente, sou mais "ocidental" do que ele. precisamente porque ser crítico do que fazem os nossos governantes e ser tolerante para com os outros e tentar "compreender" (palavra que esteve já no index, não se se ainda está), faz parte do "modo de ser "ocidental. Tem riscos? Pois tem. ´É o preço a pagar pelo que prezamos mais.
Quanto á guerra contra o terrorismo, não é fácil saber se devemos mais aos americanos, se aos europeus. Desconfio que a acção militar pura, e a guerra convencional, não são os meios mais eficazes. O grosso da luta contra o terrorismo faz-se com intervenções na sombra de forças especiais ou serviços secretos. Por acaso, os franceses são nesse aspecto muito influentes (talvez mais do que os outros) no médio oriente, fruto da sua secular influência no Libano, na Siria, etc, já ganharam aí um enorme capital de experiência.
Já agora, acho os americanos simpáticos, aqueles que conheci e que são muitos. Nunca fui aos Estados unidos, mas conheci muitos por essa Europa fora, em viagens de comboio, coisa que gosto de fazer. O problema é que são (a maior parte) de facto ignorantes, e mesmo desinteresados, sobre o que não é deles.
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De Tiago Mouta a 07.04.2010 às 12:13

Caro Rui

Compartilho muitos pontos de vista consigo, mas este certamente não será um deles...
Se é certo que sou um pacifista e condeno a filosofia norte americana do "quero posso e mando", na sua cruzada imperialista, também repudio qualquer forma de terrorismo...
Mas imagine que ia na rua no seu quotidiano e era atingido por rajadas de disparos de um helicóptero!!!
A cena não é muito diferente do jogo modern warfare, aliás os comentários são quase idênticos... O problema é que não é um jogo...
Ninguém sabe quem foi o responsável do 11 de Setembro, nem sequer do 11 de Março, se fosse Bin Laden já o teriam apanhado, mas não é esse o objectivo da "guerra ao terrorismo"...
O Sadam era um "ditador" porque queria acabar com os petrodolares e abrir o mercado à Europa e à China...
Ninguém diria que os Israelitas foram vitimas do holocausto, pelos atropelos aos direitos humanos que cometem...
Da mesma forma que os EUA não tem que interferir em tudo em todo o lado como salvadores do planeta, são apenas movimentações terroristas com finalidades geopolíticas e económicas!!!
Imagine o Rui que lhe invadiam a casa, lhe matavam a família e os amigos...O que faria???
Seria terrorismo? Vingança? Defesa de direitos?
No caso em questão vi várias pessoas, onde apenas duas delas traziam algo a tira colo, nenhuma movimentação suspeita e dedo rápido no gatilho, que dá a sensação de estarem a "curtir o massacre"...
E ainda entrevistam um General para tentar defender o indefensável...É simplesmente monstruoso!
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De Rui Crull Tabosa a 07.04.2010 às 17:55

Caro Tiago,
O pacifismo é muito bonito, sim, senhor, mas é espúrio perante um inimigo belicista. A guerra não se divide entre boa e má, mas sim entre justa e injusta, sendo apenas de rejeitar esta última.
A paz a todo o custo não para mim digna de ser vivida. Se outros não pensam assim, tanto pior para eles.
O meu quotidiano , como seu, não é o das ruas de Bagdade, se o fosse, certamente que não andaríamos despreocupados pelas ruas da cidade...
Essa de por em causa os autores do 11 de setembro, tenha paciência. E quanto aos judeus, tive até o cuidado de me distanciar por completo no post da sua política de agresão na Palestina (até disse que lhes entraram em casa...) que, diz muito bem, põe em causa a sua própria história.
E essa de banalizar o 'terrorismo', desculpe, mas também não é aceitável. Amanhã dizem que este blog é terrorista, que o governo de sócrates, por pior que seja - e é - é terrorista, e por aí fora. O capitalismo tem muitas culpas, não me revejo minimamente nesse sistema de exploração do homem pelo homem, mas convenhamos que o socialismo internacionalista ainda é pior e que é temerário classificá-lo de terrorista.
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De Tiago Mouta a 07.04.2010 às 18:16

Caro Rui:

O "inimigo belicista" é qualquer um de tez morena que use um turbante ou algo similar, vulgo terrorista... Portanto banalizar o terrorismo já vão quase 10 anos volvidos pela mão do Sr. Bush e do "Patriot Act", mas tem razão, não é aceitável!!!
As minhas certezas acerca do 11 de Setembro ou do 11 de Março são tão firmes ou verídicas como as suas!!! Eu não tenho provas do que afirmo, mas o Rui também não... Apenas as mensagens dos media!!!
O Rui ainda acredita em ideologias, guerra pela liberdade e democracia, como é possível deturpar tanto os conceitos???
Socialismo internacionalista, e porque não capitalista???
Se o é, que assuma!!!
Esta Era de ditadura Capitalista, de um cinismo impagável e de uma exploração humana que raia a escravatura, só pode ser levada avante com políticas de medo... De pandemias, guerras, terrorismo e outras "prendas" mais!!!
Sócrates é apenas um peão (talvez nem tanto...) no xadrez global...
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De Rui Crull Tabosa a 07.04.2010 às 19:38

Caro Tiago,
Terá razão em tudo: mas pergunto-lhe se gostava de viver num país islâmico, em que a mulher é apedrejada por andar na rua sem um famíliar, um adúltero é também apedrejado, onde um casal de namorados dá um beijo em público e apanha um mês de cadeia?
Com todos os defeitos do capitalismo, acredite que o radicalismo muçulmano e o comunismo (que é o socialismo intenacionalista) são de longe piores. Num país governado por comunistas ou aiatholas não estaríamos, por exemplo, a manter esta correspondência...
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De Tiago Mouta a 08.04.2010 às 00:48

Caro Rui

Não gostava de viver a realidade que conheceu, comparativamente à realidade que conhecemos!
Mas e se não conhecesse mais nada que não a realidade Islâmica? Também não ia gostar que do outro lado do mundo me dissessem como viver...
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De Rui Crull Tabosa a 08.04.2010 às 00:55

Caro Tiago, tenha paciência...
Os exemplos que lhe dei envergonham ou deveriam envergonhar qualquer ser humano. Não vale a pena repeti-los e sabve bem que eles se contam aos milhões. Veja por exemplo o filme que agreguei ao post onde se cortam dedos e se obrigam presos a saltar de um segundo ou terceiro andar para depois serem espancados.
Esse seu relativismo choca-me, desculpe que lho diga.
Sociedades onde uma mulher é apedrejada até à morte porque anda sózinha na rua são pura e simplesmente indefensáveis mesmo que os algozes e as vítimas delas gostem.
Não se trata de uma questão de gosto...
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De Tiago Mouta a 08.04.2010 às 01:06

Tem razão caro Rui, para evitar que a mulher morra apedrejada na rua por andar sozinha, mandam se uns helicópteros e umas bombas, uns tanques e uns GI JOE´s e limpa-se tudo à passagem... e assim passamos a ter milhares de mortos inocentes!!!
Eram apedrejados pelos fanáticos religiosos, que era mau, mas depois ainda tem que contar com as bombas e o arsenal americano que é ainda pior...
Realmente não há pachorra para guerras!!!
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De Rui Crull Tabosa a 08.04.2010 às 08:55

Tiago,
Sabe bem que o que escreveu não é sério: veja como se vivia no afeganistão, no Iraque, na Somália, etc., povos inteiros nas mãos de loucos radicais. veja o vídeo que juntei ao post. as pessoas eram atiradas de sandares de prédios de propósito, os seus dedos eram cortados de propósito, isto já não lhe parece um jogo de guerra?
se isso não o incomoda, paciência.
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De Tiago Mouta a 08.04.2010 às 09:44

Caro Rui

"Povos inteiros nas mãos de loucos radicais..." concordo absolutamente consigo, tanto que essa afirmação pressupõe uma abrangência maior, a líderes como George W Bush, Tony Blair, Chavez, Amadinejad e por aí fora...
Não me apetece ver o video Rui porque o pequeno almoço é coisa que gosto de preservar no meu estômago, compreenda a minha relutância em ver como um assentimento da sua palavra...
O meu discurso, não raras as vezes tem ares de "síntese cómica" não querendo dizer que não é sério... Sou apenas naturalmente informal!
Mas a sério lhe digo Rui, que diferenças entre povos, usos e costumes sempre existiram, pessoas com a febre do poder e do dinheiro também e depois da guerra fria e da queda do muro deixou de existir o equilibrio de forças, para passar a vigorar o capitalismo do mais agressivo que há, onde você e eu não passamos de um número, que pode ser apagado a qualquer instante...
Claro que é atroz o que se faz nesses países, mas ainda mais atroz é ter os recursos para alterar essa situação e aplicá-los em material bélico para exterminar o problema, dizendo-se ainda civilizados, adeptos de democracia e liberdades!!!
Há um grande cinismo por detrás de tudo isto, bem como gente a ganhar muito dinheiro!!!
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De Ega a 07.04.2010 às 21:01


Ora viva, caro Tiago Mouta. Há quanto tempo!
Gosto de abordar este tema consigo, porque, teoricamente, estamos em campos contrários.
Para simplificar, esquematizemos:
a) - Os EUA são a grande potencia mundial.
b) - Mantêm uma mentalidade de cowboys.
c) - São, do ponto de vista religioso, de uma tolerância total.
d) - O que não ocorre nos países islâmicos.
e)  Nos quais prepondera uma mentalidade teísta e expansionista.
f) - O que contribui para o conflito mundial.
g) - Por seu lado, os judeus sempre reclamaram o direito ao regresso à sua pátria, na Palestina.
h) - de tudo, o conflito à vista.
i) - No mundo que corre, os conflitos estão interligados. Pelo menos desde que a URRS se criou potência.
j) - Finis URRS, nem por isso esses conflitos caducam. Pelo contrário - reforço, pelo contrário - agudizam-se.
l) - Esta é a situação actual.
m) - Relativamente à qual, as consequências podiam (ou deveriam) recair apenas sobre os EUA. Mas não.
n) - Porquê? Porque hove países ocidentais que se solidariezaram com o Ocidente?
o) - Mas não queremos abdicar do nosso direito de opinião, pois não?
p) - Logo surgem os atentados, contra população civil, por toda a parte onde houver vestígios de oceidentais.
q) - Porquê'
r) - Por vingança, destrutividade, fanatismo e espírito de atemorização.
s) - Esta é a situação actual.
t) - Que eu traduzo da declaração e concretização da III Guerra Mundial.
u) - Na qual quem joga à defesa é o «mundo» ocidental.

Um abraço, caro Tiago Mouta. 
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De Tiago Mouta a 08.04.2010 às 00:59

Caro Ega

Como vai? Será sempre um prazer discutir consigo, mesmo estando (quase sempre!) em lados opostos, ehehe! Não me parece que seja o caso aqui...
Sim os EUA tem mania de cowboys e espalhar guerra pelo mundo...
Sim estamos na iminência de uma 3ª guerra mundial, que ainda não aconteceu por estar presa por uma linha ténue...muito ténue!!!
De um lado os ditos "civilizados" que atacam, mas dizem que se defendem do terror...
Do outro lado terroristas que se defendem e são massacrados, ou se rebentam cheios de bombas num qualquer local, ou alguem vem num helicóptero e rebenta com eles...
Depois há Israel que vai ocupando até aquele sr. baixinho de barba do Irão decidir fazer desaparecer Israel num cogumelo nuclear...
Temos a China completamente mobilizada... E temo que Portugal se estja a preparar para qualquer coisita, que o orçamento para defesa também foi reforçado, apesar dos corte do OE10... Por isso preparem-se os islâmicos vem retomar EL Andaluz aos Kafirun (infiéis...)!!!
Já alguém passou à porta da embaixada de Israel em Lisboa??? Até a rua fecharam... Tal é o terror...
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De Marquesa de Carabás a 08.04.2010 às 13:18

Como está o caro xóvem pós Mouta? Anda muito arredado aqui das "lides"...
Quanto a Portugal, deve estar a preparar-se para mais um daqueles "treinos militares" que "aterrorizam" meio Alentejo, tal o alarido. Começa o sol, começam os "treinos". É certo e sabido...vêm os caças, de cabeça para baixo, passam a barreira do som e matam os perús, de susto.


Cumprimentos,



Marquesa de Carabás
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De Tiago Mouta a 08.04.2010 às 15:01

Cara Marquesa:

Estou bem e recomendo-me, mas de facto tenho andado arredado das "lides", um pouco enfadado de comissões de (est)ética e de inquéritos sem saída...
Do tirar "coelhos" da cartola, à espera das presidenciais, portanto nada a dizer, apenas puro enfado...
A Marquesa esquece-se dos submarinos que tanta dor de cabeça tem dado... agora até actas desaparecem de cena sem deixar rasto...
O aumento de verba deve ser, ou para um porta aviões em 4ª ou 5ª mão, ou para aumentar o contingente no afeganistão, seja como for nós continuaremos a pagar!!!

Cumprimentos Marquesa, espero que esteja bem e de saúde...E sobretudo longe dos perus!!!
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De Marquesa de Carabás a 08.04.2010 às 21:48

Caro Tiago Mouta,

Cada vez mais longe de tudo: dos perús, dos pasteis...agora apareceu uma sinalefa no carro a dizer que está a perder ar de um pneu, mas não diz qual. Não se adivinha qual.Todas as Páscoas é isto: depois das chuvadas, a cidade fica cheia de buracos e os pneus deste carro, que devem ser feitos de manteiga, são martirizados. Na Páscoa passada 250 euros de pneu para o lixo e jante consertada à marretada. Não mandei a conta ao Costa, mas a próxima vai. Não sei como estão os submarinos , os aviões, os helicópteros da possível guerra, ms espero que mais resistentes.


Cumprimentos,



Marquesa de Carabás
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De Velho da floresta a 07.04.2010 às 15:30

Considero-me profundamente contrário a tanta coisa vinda dos USA, a tantos niveis, que nem sei por onde deveria começar se fizesse uma lista. A(s) guerra(s) no Iraque são uma dessas coisas sem duvida, agora este caso que tanta celeuma está a levantar, parece-me exactamente uma situação de exploração do sentimento de culpa, tão ao gosto da imprensa norte-americana, useira e vezeira de furos jornalisticos espremidos ad nauseum. Posso entender que ao normal cidadão civilizado e pacifico as imagens e a forma como as mesmas são relatadas, cause um profundo impacto emocional e uma revolta pela morte de inocentes, que foram confundidos com beligerantes armados, escrevo que posso entender e entendo pois todas essas pessoas, não estiveram nunca em combate ou em cenários de combate urbano, em que o inimigo são forças irregulares vulgo guerrilheiros, em que a unica coisa que os distingue dos cidadãos normais é o estarem armados, mais quando esses guerrilheiros escondem as armas, nada os distingue dos demais, podendo desaparecer apenas por se misturarem com a multidão. Nesse tipo de cenário urbano qualquer pesssoa conhecedora da coisa militar, sabe que as baixas colaterais por fogo casual ou amigável são muito elevadas, este caso é mais um desses episódios lamentáveis, tenho a certeza absoluta de que desde o inicio do conflito até agora, aconteceram dezenas senão centenas de casos equiparáveis, assim como tenho a certeza de que até ao final do conflito, muitas mais irão acontecer isso é inevitável, pois as unicas guerras onde nunca morrem inocentes acidentalmente são as guerras exibidas no cinema. Se a consciencia mundial não quer mais casos destes, então acabem com as guerras, caso contrário vão continuar.
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De Rui Crull Tabosa a 07.04.2010 às 17:55

Está também um pouco pacifista, caro Velho?
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De Réspublica a 07.04.2010 às 21:06

É por essas e por outras que defendo, como defendi na altura a libertação do iraque, a legítima defesa, em sede de direito internacional, também pode ser preventiva ou justificada por razões humanitárias.
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De nuno vieira matos a 07.04.2010 às 23:05

Caro Rui,


Seria interessante saber a sua experiência militar e como reage em situações de adredalina alta; isto claro, para além da literatura. Se formos por aí aconselho o clássico "Se isto é um homem".


Se o Rui viu o vídeo (e concerteza o viu) reparou que a semelhança com um jogo de computador era notória. Num jogo de computador matamos personagens virtuais e não temos remorsos por isso. Torturamos figuras pixelizadas e damos largas a um certo sadismo de pacotilha. O que o Rui chama de meninice (priceless) eu chamo falta de ética (ou de moral como queira) que não pode ser justificada por essa adredalina que fala. Se a um chama de rousseano, a si chamo-lhe maquiavélico como finta moral à ausência de escrúpulos.
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De Rui Crull Tabosa a 08.04.2010 às 00:46

Ok. Só se pode discorrer sobre situações de guerra quando se combateu e matou. Só se pode vfalar de aborto se se for mulher e abortou. Só se pode falar de eutanásia se se tiver um parente terminal. Bonita lógica.
Caro Nuno: não é a guerra que se aproxima dos jogos de computador; são estes que se aproximam da guerra moderna. Partece-me óbvio.
Sadismo, maquiavelismo? Em que mundo vive o Nuno, desculpe a pergunta.
Numa situação de conflito militar não se pergunta ao hipotético inimigo se é inimigo e todos sabemos que no Médio Oriente é habitual os radicais não estarem fardados, mas trajarem à civil. Sobre o filme, vi-o e pareceu-me evidente que os militares americanos estavam convencidos - bem ou mal, isso é outra história - de que os indivíduos que se encontravam em terra estavam armados e só por isso disparam. Queria tiros para o ar? Balas de borracha? Tenha paciência...
Devo aliás dizer que ouvi ontem o Gen. Loureiro dos Santos, que não é propriamente um falcão belicista, explicar como aquela situação é possível e nada tem de extraordinário. Quantos civis já morreram injustamente em conflitos porque pareceu que eram inimigos, mesmo não o sendo.
Experimente viver num país árabe e logo perceberá que tratamento dariam aos seus escrúpolos...
A questão não é de gostar ou não dos EUA - eu até comecei por referir que os não aprecio excessivamente.
A questão é simplesmente que aqueles militares fizeram o que o Nuno, no conforto do seu lar e à beira de um computador, condena sentenciosamente, mas se estivesse no helicópero, sob ameaça real de poder ser abatido, provavelmente não seria tão lesto em verberar.
Pacifismo nunca rimou com realismo. E os povos que não são realistas estão condenados a perecer. Talvez por isso, a continuar esta permanente auto-flageção anti-ocidental, daqui a uma décadas a Europa será a Eurábia. Basta atentar no que se passa actualmente na Alemanha, na Inglaterra, nos Países Baixos ou em França.
Mas preferimos continuar com a cabeça enterrada na Areia porque os atentados de Nova Iorque e de Madrid, afinal, não foram em Portugal e, ao que parece, nada temos a ver com eles. Paguaremos a factura a seu tempo por posições naif como as suas. 

 

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