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Nunca aprecei excessivamente os americanos. Sempre me pareceram um pouco como crianças atacadas de gigantismo: um demasiado poder para uma excessiva ignorância e um passado ainda imberbe.
Mas ainda aprecio menos o radicalismo islâmico, seja pela utilização de crianças-bomba, pelos ataques bombistas contra mercados cheios de populares - para mais seus irmãos de credo e raça - ou, ainda, pelos ataques a inocentes nos países ocidentais (Twin Towers, Madrid, etc.), seja pela forma selvagem como violentam as sociedades que dominam e, em particular, as mulheres que aí vegetam, obrigadas a sujeitar-se à mais desprezível miséria humana. É certo que esse radicalismo se alimenta da justa indignação que, de um modo geral, os árabes sentem relativamente a Israel, que lhes entrou por casa dentro, reivindicando o ridículo direito histórico de ter de lá saído há perto de 2 mil anos (que se diria caso os Portugueses reclamassem a soberania sobre Cabo Verde, Estado localizado nessas ilhas atlânticas despovoadas quando as descobrimos no séc. XIV e que integraram Portugal durante cinco séculos?), e se dedica, com assinalável afinco, diga-se, a inviabilizar todas as hipóteses de Paz para o Médio Oriente, como ainda há pouco o reconheceu a própria Administração norte-americana.
Vem isto a propósito de um vídeo que circula na net e que revela um ataque a partir de um helicóptero militar norte-americano contra um grupo de civis, cujas máquinas fotográficas são confundidas com armas de guerra. Por cá, no conforto dos seus lares ou das suas cadeiras de pivots, bloggers e jornalistas verberam os americanos e acusam os soldados de disparar como se estivessem entretidos em jogos de guerra. Alguns levam mesmo o seu ódio ao Ocidente ao ponto de considerar, ridiculamente, os americanos como terroristas e os terroristas como mártires... Não percebem, nem o seu pacifismo lho permite perceber, que a guerra estimula naturalmente os instintos de defesa, de sacrifício e, também, de sobrevivência. A vida pode perder-se numa fracção de segundo e o teatro de guerra não é o mesmo que uma operação de manutenção de paz ou uma operação stop. Na guerra mata-se ou morre-se, caros pacifistas. É assim hoje como sempre o foi no passado. Já diziam os romanos vita mea, mors tua.
Aqueles soldados podem ser abatidos a qualquer momento por rockets terra-ar. E dispararam apenas quando se convenceram que os civis estavam armados e que, por isso representavam uma ameaça. Os civis, esses, não desconhecendo naturalmente que se encontram num teatro de operações militares, deveriam ter o cuidado de se proteger um pouco mais para evitar este tipo de acidentes.
Não ver isto é enfileirar na 5.ª coluna. Daí, talvez, o propósito do nome '5 dias'...
Dito isto sobre o caso do dia, importa ainda deixar claro às virgens ofendidas que, mesmo concedendo terem sido erróneos os pressupostos directos da intervenção ocidental no Iraque, Saddam Hussein - o ditador que os americanos derrubaram em 2003 - cometeu durante décadas os mais abomináveis crimes contra o seu povo, perseguindo, matando, usando armas químicas, provocando, enfim, largas centenas de milhar, senão mesmo milhões de mortos entre os iraquianos e a população curda do Iraque, o que legitimou plenamente o fim do seu regime de terror.
Este pequeno filme dá, aliás, uma fugaz ideia sobre o clima de segurança e de respeito pelos Direitos Humanos que se vivia no Iraque antes da intervenção ocidental. O lado de lá dirá que é propaganda. E preferirá dialogar com a Al Qaeda, como defendia o vetusto Soares.
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E eu conto com a sua candidatura (calculo que seja...
Conto com o seu voto.
Candidate-se, ganhe as eleições com esse programa ...
O que é que sabe sobre o assunto?
O autor fala de "reformas estruturais dolorosas" c...