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O estrondo

por Duarte Calvão, em 30.03.10

 

A vitória de Passos Coelho foi estrondosa e o estrondo mostrou-me que o PSD deixou de ser o meu partido. Depois de quase 12 anos de militância, decidi sair, não reconhecendo hoje o partido para o qual entrei. Já há muito tempo que não me identificava com as estruturas locais do PSD em Lisboa, a nível de secção e de distrital, mas a nível nacional achava que ainda valia a pena. Desde sexta-feira, quando vi que o partido, perante uma alternativa clara, preferia de forma esmagadora uma candidatura na qual não acredito, perdi a esperança de reencontrar o PSD com que me identifico. É claro que, como de costume, sou pouco prudente. Há quem me diga que esta direcção também não vai durar e que eu devia, quando muito, optar pela "suspensão" da militância. Ou que devia ficar em "oposição interna" à espera de melhores dias. Ou então esperar o que vai dar o congresso. Só que, além de não querer comportar-me como as pessoas que criticava e que hoje ganharam o partido, estou farto de esperar. Prefiro olhar com atenção para outras formas de participação cívica, da qual não abdico, como, por exemplo, organizações de defesa do património e do ambiente. E talvez algum dia ver se há possibilidades de formar um novo partido na área não-socialista, com pessoas que, tal como eu, deixaram de se identificar com os partidos que hoje existem nessa área. Ao mesmo tempo, espero estar enganado e tomara que Passos Coelho e os seus apoiantes, sobretudo se vierem a governar Portugal, sejam melhores do que eu julgo. Nunca tive gosto nenhum em viver num país mal governado.

 



2 comentários

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De Velho da floresta a 30.03.2010 às 15:23

Os partidos que são potenciais fontes de governo, de há muito que são apenas rampas de lançamento, para carreiras politicas de pessoas, que têm todo um percurso realizado (apenas) dentro do sistema partidário. Como tal é absolutamente normal que as árvores (cliques partidárias) tapem a floresta (problemas nacionais), pois é mais importante garantir o lugar do que ter opinião corajosa e frontal. Os movimentos de cidadania entre nós sempre foram secundarizados ou ignorados, espero que num futuro próximo seja possível inverter essa situação.
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De Maria da Fonte a 30.03.2010 às 20:02

Caro Velho da Floresta

É o que eu sempre tenho dito.
O Futuro de Portugal, não passa pelos Partidos Políticos.

Passa pelos verdadeiros Portugueses, que estão acima de mesquinhos interesses, carreiritas e mediáticos.

Maria da Fonte

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