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por João Távora, em 24.03.10

 

A Igreja Católica não é sinónimo de pedofilia. Aproveitar a maldade de uns quantos padres para denegrir a Igreja e a fé de milhões de pessoas é uma demonstração de desonestidade intelectual. Quando um professor é acusado de pedofilia, alguém se lembra de colocar em causa a profissão de "professor"? Perante um professor pedófilo, alguém se lembra de colocar em causa a ideia de "escola pública"? Claro que não. Ora, por que razão essas generalizações abusivas só acontecem quando falamos da Igreja?

 

Henrique Raposo



4 comentários

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De Anónimo a 24.03.2010 às 14:56

O  problema não é a igreja Católica. O grande problema são os responsaveis pela igreja católica; os  que sabiam e calaram os que colaboraram  e se tornaram co-responsaveis; os que por exemplo ajudaram a fugir para o Brasil o padre frederico Julgado e Condenado em Portugal e que se dava ao luxo de continuar a celebrar missas e pelos vistos  continua a celebra-las do lado de lá do Atlantico. 
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De João Manuel Vicente a 24.03.2010 às 15:55

Bate-se mais quando é a Igreja precisamente seria aí que tal nunca, NUNCA - reitero -, deveria ocorrer.

A continuada proclamação urbi et orbi do "bem", na "acção" e nas "cabeças", de que a mesma se pretende ser exemplo e farol não se compadece com estes vis actos praticados sobre os mais puros e confiantes dos seres, as crianças.

Praticados tais actos por quem usa as vestes da Igreja tornam-se os mesmos particularmente insidiosos, por inesperados e traiçoeiros.

Parece-me evidente que é por isso que devem ser mais severa e firmemente denunciados e perseguidos tais actos, quando praticados a coberto da Igreja.

Se se quiser dizer assim, está em causa por parte da Igreja uma agravada responsabilidade in eligendo e in vigiando e, sendo menos benévolo, muitas vezes esteve em causa, a acrescer a tal má escolha e acompanhamento crítico de quem representa a Igreja, a intencionalíssima e consciente vontade de esconder, de ocultar, de tapar, de, em suma, deixar de fazer aquilo que era devido.     
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De João Távora a 24.03.2010 às 16:07

Concordo com quase tudo o que diz o José Manuel Vicente, excepto no que diz respeito à "motivação" por que "se bate mais na Igreja". Não sejamos ingénuos. 
Cordeais cumprimentos
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De Herr Flick a 24.03.2010 às 16:58

É lógico que não se pode tomar a parte pelo todo. Todavia, as partes têm vindo a multiplicar-se - o que se me afigura lamentável para membros de uma instituição onde se requer  inimputabilidade e comportamento idôneo e irrepreensível ( e não o: olha para o que digo e não para o que faço).

Acredito, e disto estou convicta, que a Igreja Católica está equivocada ao não permitir o casamento dos seus sacerdotes, proibição recentemente confirmada pelo Papa Bento XVI. Se os padres possuíssem esposas com as quais praticassem os actos sexuais normais e saudáveis como o faz a grande maioria dos casais religiosos, é certo que não haveria tantos pedófilos entre eles, uma nódoa indelével que mancha o catolicismo. Além do mais, há também o facto de que muitos padres abandonam o sacerdócio para se casarem , além daqueles que, de modo ainda pior, continuam no ministério eclesiástico, mas “escandalosamente” mantendo relações “conjugais” ou na senda de aventuras de amor indecoroso e sexo pervertido na pedofilia.

Reitero e ouso mesmo dizer que a exigência do celibato não consta de textos sagrados nem é dogma, mas uma simples e obstinada tradição obsoleta. Assim sendo, não é ponto fundamental e indiscutível da doutrina religiosa, mas tão- somente uma ideia pertinaz arraigada nos cérebros dos supremos mandatários da Igreja, aos quais sempre faltou coragem para executarem a drástica mudança no conservadorismo da tradição arcaica e do hábito inveterado.
Se o Sumo Pontífice não quer arrostar a responsabilidade que só a ele compete, que tenha ao menos a humildade que prega e faça
plebiscitariamente uma consulta ao Clero. No entanto, sei que não ousaria fazer tal consulta porque se assim procedesse, destronaria a
prerrogativa de sua “infalibilidade”.

O teólogo Martinho Lutero, há quase cinco séculos, entre as 95 teses consideradas heréticas pelo Papa Leão X que o excomungou, considerou a medida da obrigatoriedade do celibato sacerdotal uma amputação dos direitos humanos, ponderando ser este preceito e outros determinantes como os jejuns, os votos monásticos e a existência do purgatório, apenas credos neófobos que eram a alma da Idade Média.

 

Quanto ao Henrique Raposo, (sendo eu leitora do Expresso desde sempre) dantes lia-o com alguma atenção, depois passei a lê-lo de forma enviesada e cheia de reticências, agora simplesmente não o leio-o .

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