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“Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.”                                                                                                                       José Saramago

 

Durante uma visita guiada em Junho de 2009 ao edifício de cinco pisos situado "no coração de Lisboa, frente ao Tejo", cuja remodelação ainda não tinha, à data, fim à vista, Saramago manifestou o desejo de aí instalar os serviços administrativos da fundação ainda nesse ano de 2009.

"Ao contrário do que algumas pessoas mal-intencionadas quiseram fazer acreditar, a Casa dos Bicos, que vamos ocupar, não está aqui simplesmente para glorificar a vida ou a obra do senhor Saramago, está aqui para ser útil", frisou. E acescentou: "Vamos pôr esta fundação ao serviço da cidade", garantiu o escritor, no final da visita.

A verdade é que passado quase um ano, e apesar do escandaloso aumento do valor da obra para 2,2 milhões de euros (sem IVA), mais do quádruplo (!) do que estava previsto. os alfacinhas continuam à espera do encontro de Lisboa com a cultura prometida por Saramago e António Costa. Por muito que os portugueses tentem diariamente encontrar, de forma esforçada, um sinal dessa polémica presença cultural, a realidade é que não conseguem...Será falta de fé?



23 comentários

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De Cristina Ribeiro a 20.03.2010 às 20:20

Todos os dias ( exagero - seria uma terrível perda de tempo e de neurónios, atendendo à pessoa que manda em Lisboa ) procuro justificação para tal heresia : um iberista assumido na tão portuguesa Casa dos Bicos, mas infelizmente não a encontro.
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De Pedro Quartin Graça a 20.03.2010 às 20:21

É realmente muito difícil perceber.
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De M.Abrantes a 20.03.2010 às 21:52

Pena Saramago não ser comendador.
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De Nuno Castelo-Branco a 20.03.2010 às 20:38

Sempre que ouço falar nessa casa e nesse específico contexto comercial que está em causa, penso logo em ordinarices.
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De Pedro Quartin Graça a 20.03.2010 às 22:06

Não posso criticá-lo por esses pensamentos caro Nuno...
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De Será mas é falta de juízo a 20.03.2010 às 20:42

Já outros disseram o mesmo: também eu acho que a câmara que temos de ter poderia (e deveria) ter arranjado um local apropriado para essa tal fundação, coisa que a Casa dos Bicos manifestamente não é.

Não tenciono por lá os pés.
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De Anónimo a 20.03.2010 às 21:14

Saramago é cego...ou, então, até que nem é e só encontra sinais do Diabo....Pelos vistos até tem quem goste dele ...a da photo...será que foi enviada pelo Diabo...?

Educadinha

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De Luís Serpa a 20.03.2010 às 21:38

O que acho fabuloso é que o Presidente da CML conseguiu vender a imagem de que é um bom gestor, que "endireitou as contas", etc. Lisboa está pior que nunca, dilapida-se dinheiro a rodos, e o senhor consegue passar por gestor cauteloso.
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De Ega a 20.03.2010 às 22:39

A primeira indecência é, realmente, o facto de aquela que foi a casa de Afonso de Albuquerque estar agora entregue a tão sinistro perseguidor da «Cruz de Cristo». Essa mesma que marcava as caravelas e as naus portuguesas.
A segunda, a apetência de Saramago pelos cheques chorudos. Nada «socialista».
A terceira, essa maçadora perseguição que Saramago dirige à Igreja e a Cristo, uma mera vingança pela sua incapacidade de o compreender e aceitar.

Saramago: reze lá mais um bocado; não desista já. Vai ver que a Fé lhe bate à porta qualquer dia.

Entretanto, descarregue a sua bilis sobre outros objectos que não a Biblia. Ou então não minta, afirmando que lê repetidamente esses mesmos textos, impregnados de tão incómoda excrescência.
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De Maria da Fonte a 21.03.2010 às 01:59

Alguém que explique ao Saramago, duas questões básicas de Cultura Geral.

1ª- Nas culturas da Antiguidade, uma Mulher era considerada VIRGEM, até ter o PRIMEIRO FILHO. Ou seja, até SER MÃE.

PASSAVA DE VIRGEM, A MÃE!
A VIRGEM MÃE.

2º- A Coroa de Espinhos de Cristo, era feita de Espinheiro Alvar, o Espinheiro da LENDA PORTUGUESA, do PÁSSARO FERIDO, trespassado pelo Espinho, que canta uma única vez na vida- Quando Morre.

Mas com um canto de tal modo melodioso e triste, que todos os que o escutam, nunca mais o esquecem.

Tal como a FÉNIX, dos Árabes NASR da Mesopotâmia, que se envolve em Folhas de Palmeira, e antes de se imolar pelo fogo, canta pela primeira e última vez, uma melodia dolorosa e fascinante, que encanta de tal modo todas as outras Aves, que algumas morrem de tristeza.

Haja alguém que explique ao nobelizado Saramago, que Cristo é a FÉNIX - A MORTE E A RESSURREIÇÂO!

E que o drama de Saramago, não é falta de Fé!
É FALTA DE CULTURA!

E uma CEGUEIRA IMENSA, porque a CASA QUE FOI DE DOM AFONSO DE ALBUQUERQUE, não tem nada a vêr com o Renascentismo Ytaliano, é uma CASA MUDÉJAR. A CASA DOS PÁSSAROS. A CASA DOS NASR, como Dom Afonso de Albuquerque óbviamente era.

A chamada CASA DOS BICOS, originalmente tinha duas fachadas talhadas em duas PIRÂMIDES DESENCONTRADAS, ou não fosse Afonso de Albuquerque, um crítico do Rei D. Manuel I

Alguém que diga ao arrogante nobelizado Saramago, que desça do pedestal de pau oco, e OLHE À SUA VOLTA.

Que se se der ao incómodo de estudar a História do País onde nasceu há-de encontrar os CINCO SÓIS, nas Velas das CARAVELAS dos ANTEPASSADOS que renega!

Maria da Fonte
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De Anónimo a 21.03.2010 às 13:12

Maria da Fonte

Excelente! Excelente! Excelente.

Fico «pequena», muito pequena perante o saber que mostra e objectividade com que escreve.

Sabe, alguém muito próximo de mim, ligado ao mundo da literatura e história portuguesas, mas que não é «de cá», pensa exactamente o mesmo dessa figura que renega o seu sangue - o português - e critica maldosamente Bíblia, Deus, Portugal.
É indecentemente arrogante e pensa que onde quer que está todos lhe fazem a vénia perante aquilo que ele acha que tem ...cultura superior. Ele não reconhece Deus, porque se acha um deus. Por isso aquele não lhe bate à porta como ele deseja, até porque nem tem a humildade de reconhecer que ter alguém que gosta dele, como parece acontecer com a companheira, já é quanto a mim, uma manifestação que nem tudo é «zanga» e «revolta» neste Mundo.
Saramago é «cheio de coisa nenhuma» e cego.

O fecho ou a rolha adaptam-se-lhe perfeitamente...quem sabe se concentra e faz a introspecção devida.

Educadinha
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De Mário Ramos a 20.03.2010 às 22:57

Desculpe.. PQG não foi candidato à CML nos últimos anos? É assim que trata o assunto? Qual é a utilidade da fotografia de Saramago aos beijos? Serve para o ridicularizar? Gostava de saber porque é que uma derrapagem de custos leva a estas histerias. Não há mais nada? Tenha um bom dia, se conseguir.
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De Pedro Quartin Graça a 20.03.2010 às 23:33

Efectivamente fui Mário Ramos. Louvo a sua memória. Não me passaria pela cabeça era ceder a Casa dos Bicos a Saramago. Tenho outra noção da coisa pública, muito diferente dos socialistas,sabe? Se acha que a fotografia de Saramago a beijar a mulher o ridiculariza, então, bem, em primeiro lugar o escritor não o deveria ter feito publicamente perante fotógrafos. Em segundo lugar sinceramente acho que nenhum dos membros do casal deve ter vergonha do outro, presumo. Mas o caro leitor parece que tem...estranho...
Sim, realmente trata-se de uma pequenina, muito pequenina derrapagem de 1,5 milhões de euros, coisa pouca numa Câmara falida e paga por todos nós. Bela gestão do erário público a sua caro Mário Ramos!
Descanse que terei, sem margem para dúvidas, uma boa noite.
Cumps,

PQG
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De Pedro Quartin Graça a 20.03.2010 às 23:43

Um pequeno aditamento Mário Ramos: recorda-sedo ar espantado que Saramago e a mulher fizeram quando receberam a notícia de que lhes tinha sido atribuída a Casa dos Bicos. Nem quiseram acreditar...Pois os alfacinhas também ainda não acreditam coo foi cedida para fins privados um bem público e, ainda por cima, as obras vão ser pagas por eles! Fantástico!
PS - Seguramente que o casal comemorou a "boa nova" à imagem da foto deste post. Et voilá!
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De Anónimo a 21.03.2010 às 13:51


...sendo que o sangue esquerdalhista de Saramago lhe permitiu logo aceitar o que por obediência à dignidade, não devia ter feito...

Conceito de deveres, de direitos, de cidadania diferentes, por certo engendrados num qualquer manual de maus costumes, onde a ética, a moralidade e respeito pelo que se apregoa, são meras anedotas que ajudam a mudar de página...no dito manual.

Educadinha
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De Mário Ramos a 21.03.2010 às 16:23

O que Saramago faz em público é com ele. PQG quer ligar uma derrapagem a um suposto plano diabólico do escritor e da mulher, que festejarão alegremente o seu sucesso aos beijos. Suponho que a realidade encarregará de se demonstrar sempre um bocadinho mais complicada. Exemplo: se a obra fosse inteiramente pública (ou seja, com financiamento público e propriedade pública) não existiria nada disto? Quer garantir isso?
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De Maria da Fonte a 20.03.2010 às 23:40

Exmo Sr Mário Ramos

Vai vêr que a histeria é motivada pelo facto das derrapagens das contas, tal como as contas, serem pagas pelos Contribuintes, acrescido do facto das Fundações existirem para beneficiarem de Isenção Fiscal, e ainda receberem Subsídios, pagos pelos mesmos, sempre os mesmos, Contribuintes.

Maria da Fonte
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De Mário Ramos a 21.03.2010 às 16:20

De repente a política foi substituída pelos direitos do contribuinte e pelas fiscalizações de obras. A hipocrisia está em achar que uma obra, por complexa que seja, é propositadamente mais cara, que Saramago e Pilar estão a festejar com uns milhões roubados ao erário público, por aí adiante. Ora, uma coisa é não concordar com as obras, outra é achar que as derrapagens provam o que se quer que seja, ou melhor, querer que as fiscalizações façam aquilo que politicamente não fomos capazes de evitar.
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De Maria da Fonte a 22.03.2010 às 02:42

Exmo Sr Mário Ramos

E acaso existiria Política, se não houvesse contribuintes?

Esta é a grande questão.
O dinheiro é Publico! O Património é Público.
Quem Financia tem todo o direito a questionar a forma como o seu dinheiro é aplicado. É da mais elementar Justiça!
E quem financia, são os contribuintes.

A Política é a "Ciência" da Administração dos Negócios das Nações, logo dos Negócios Públicos.

Portanto, em vez de me chamar hipócrita, só porque o que escrevo não lhe agrada, descubra Políticos que se prontifiquem a gerir os negócios de uma Nação, sem dinheiro, sem um subsolo rico, e sem património.

Uma Nação onde nada exista, para além dum povo esfomeado e terra pouco produtiva.

Maria da Fonte
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De Marquesa de Carabás a 20.03.2010 às 23:09

Senhor Pedro Quartin Graça,

O amor é lindo!


Cumprimentos,



Marquesa de Carabás
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De Pedro Quartin Graça a 20.03.2010 às 23:34

Assino por baixo Sra .Marquesa!
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De Nuno Castelo-Branco a 21.03.2010 às 09:31

Quando os lábios se afastaram,
Jangada de pingante baba
Serviu como ponte,
De ibéricos na demanda
De prometido El Dorado
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De Marisa a 10.12.2010 às 10:03

Esta obra já está acabada, será que ja posso fazer uma visitinha?

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