Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




 

Perante a negra conjuntura da economia nacional cuja produção de riqueza está longe de cobrir a sangria de gastos públicos, uma greve da Função Pública assume-se nos dias de hoje como uma irresponsável afronta aos portugueses que ainda têm emprego e que a sustentam. 

A alimentação da insaciável máquina de funcionalismo estatal e empresas públicas ou associadas é cada vez mais um involuntário e penoso dever de cada vez menos contribuintes. De facto cada vez são menos aqueles que diariamente por mérito e num constante desafio ao empreendedorismo e força de vontade lutam pelo sucesso ou sobrevivência dos seus projectos, empresas ou simplesmente postos de trabalho. 

Repito: nas actuais circunstâncias, que esta privilegiada Classe bafejada com empregos vitalícios, que não dependem do mérito, eficácia ou rentabilidade, faça uma greve parece-me uma aviltante afronta para com os trabalhadores deste país. Uma imoralidade.



16 comentários

Sem imagem de perfil

De Então e esta anedota? a 03.03.2010 às 11:37

Entratanto, o sr. PGR justificou uma discrepância de datas com o facto de um despacho de 26 páginas ter levado 3 (três) dias a dactilografar!

Aquilo é que é produtividade e eficiência, lá no estaminé do sr. PGR!
Sem imagem de perfil

De (correcção) a 03.03.2010 às 11:56

Entretanto
Sem imagem de perfil

De ruy a 03.03.2010 às 11:43

O Ministério das Finanças encomendou um estudo que esconde desde Maio(2006) porque desfaz a ideia que os funcionários públicos são bem pagos.
O estudo tem a data de Maio de 2006 e foi feito pela Capgemini, uma das cinco maiores empresas mundiais de consultoria, mas como vai contra a ideia dos funcionários públicos serem bem pagos em relação aos que trabalham no privado foi escondido pelo Governo.

20 EXEMPLOS DO ESTUDO
- Director-geral: -77%
- GESTOR DE RH: -8%
- DIRECTOR DE SERVIÇOS: -61%
- CHEFE DE DIVISÃO: -28%
- ANALISTA INFORMÁTICO: -12%
- CONSULTOR JURÍDICO: -5%
- ENGENHEIRO: -37%
- TÉC. APOIO À GESTÃO:-3%
- ENG. DE SISTEMAS: -1,5%
- ENFERMEIRO: -10%
- ANALISTA DE LABORATÓRIO: -48%
- TÉCNICO COM FORMAÇÃO PROF. ESPECIALIZADA: -29%
- ASSISTENTE ADMINISTRATIVO: -29%
- TESOUREIRO: -36%
- FUNCIONÁRIO DE LIMPEZA: -13%
- MOTORISTA DE LIGEIROS: -33%
- COZINHEIRO: -33%
- CANALIZADOR: -7%
- ELECTRICISTA: -17%
- MECÂNICO: -38%
Sem imagem de perfil

De Joca a 03.03.2010 às 14:14

E os numerosos assessores que todos os governos nomeiam são funcionalismo público? São empregados do estado?Qual é o peso dos seus vencimentos nos gastos do Estado com "despesas com o pessoal"?
Quanto ao resta, acho que este é um post disparatado, ou queres negar ao funcionalismo público um direito de cidadania, o de defender organizadamente as suas condições de trabalho?
Sem imagem de perfil

De Luís Marques a 03.03.2010 às 17:14

Concedo que esses números estejam correctos, é o preço que os funcionários públicos pagam por serem mais que muitos, fossem os suficientes e provavelmente teriam melhor retribuição. Proponham isso à Ana Avoila.
Sem imagem de perfil

De nuno granja a 03.03.2010 às 21:24

uma coisa ainda não entendi, são mal pagos e maltratados, porque não mudam?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.03.2010 às 11:54

O Sr. João Távora parece ignorar que existe uma hierarquia de responsabilidades no estado.
A má gestão, não será certamente da responsabilidade do trabalhador comum, que por ser funcionário do estado, não faz dele melhor ou pior que o funcionário do sector privado.
A má gestão, os abusos, o despesismo, as mordomias perpetrados pelos maus dirigentes das instituições estatais, não serão certamente da responsabilidade dos trabalhadores.

Importa também destrinçar as diferenças entre funcionários públicos, pois não todos iguais, longe disso. temos o exemplo dos professores do ensino superior cuja maioria imoralmente mantém varias actividades em paralelo, não se vendo sequer grandes alusões a este facto.

No entanto, é aceitável que boa parte dos funcionários do estado sejam responsabilizados pelo actual estado do pais, dada a cumplicidade e contribuição a nível eleitoral para com os governos socialistas.
Sem imagem de perfil

De NunoFCouto a 03.03.2010 às 12:20

Eu acho que o problema não está nos funcionários em si mas sim na grande concentração de gente em torno de muito poucos sindicatos.

Os sindicatos deixaram de ser sindicatos para serem forças políticas onde o carreirismo é evidente e onde as greves são vistas como um marcar de pontos no jogo político.

Basta ver os exemplos da CGTP e UGT, cujos líderes parecem eternos e guerreiam por tudo e por nada.

Os interesses dos trabalhadores são secundários em relação à agenda destes senhores, por vezes fazem mais mal que bem. São estruturas que parece que ainda vivem nos tempos do PREC e sempre com uma estúpida ligação a uma esquerda mais radical.

Assim, ninguém os leva a sério o que é mau para o país !
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 03.03.2010 às 13:43

Já faltou mais para voltarmos ao estado corporativo
Sem imagem de perfil

De João Costa a 03.03.2010 às 13:45

Subscrevo na íntegra, caro João Távora. E estou certo de que a maioria dos portugueses também subscrevem.

Há-de haver uma altura em que os sindicatos perceberão o quão desfasados andam da realidade. Talvez olhando para o exemplo grego, onde as medidas de contenção impostas são duríssimas, originando greves atrás de greves na Função Pública, 60% dos gregos estão solidários com o governo.
Sem imagem de perfil

De ruy a 03.03.2010 às 17:38

Ó João Costa, quando diz "E estou certo de que a maioria dos portugueses também subscrevem" não faz mais do que embarcar na intoxicação e mistificaçaõ politica que o governo lançou sobre a função publica. Antes de emitir uma opinião por favor estude o assunto.
Sem imagem de perfil

De Zé Rénaldo a 03.03.2010 às 19:05

Estranhamente a classe dirigente, principal responsável pelo deficit, parece passar ao lado disto para si.
Sem imagem de perfil

De Renato a 03.03.2010 às 17:47

Isto é que é classe... João Távora, "aviltante afronta" é a forma como se refere aos funcionários públicos, como se os considerasse uma aberração inútil e parasita. Lembro-lhe que esses, a quem o João Távora não reconhece qualquer "mérito, eficácia ou rentabilidade", são os que recolhem o lixo que faz, os que tornam a sua vida mais fácil em sociedade e na sua vida do dia a dia (facto que você nunca reconhecerá), os que até, sacanas, recolhem os impostos que lhe permitem usufruir de muitas infra-restruturas de que não abdica, e muitos até que arriscam a vida por si, frequentemente, em trabalhos que você não aceitaria, nem como emprego vitalício, e nem sequer estou a falar das forças policiais. E mais não digo.

João Costa, "medidas de contenção" duríssimas, muito mais do que na Grécia, têm os funcionários públicos portugueses há anos, com os salários congelados. Estranho que conheça a situação grega e não conheça a portuguesa.
Sem imagem de perfil

De NR a 03.03.2010 às 23:03

No dia em que o estado gastar menos com os aumentos na função publica do que gasta com as empresas publicas, tipo RTP, REFER e outras eu terei vergonha de fazer greve. No dia em que os gestores públicos sejam responsabilizados pelos prejuízos das empresas onde têm os seus tachos.
Nesse dia eu terei vergonha de fazer greve, hoje como pago o meu almoço e não tenho ajudas de custo ou despesas de representação para grandes almoços digo uma coisa simples: VIVA A GREVE
Sem imagem de perfil

De Tiago Mouta a 04.03.2010 às 10:23

Caro João Távora

Não vamos confundir as coisas com uma simples generalização!
"Funcionários públicos" engloba imensa gente... Que vai desde o jardineiro/cantoneiro ao administrador mais bem pago!!!
Não função pública recebe-se "mal e porcamente" nas camadas hierarquicas mais baixas, para se auferir salários principescos nas mais altas, fenómeno que é transversal ao resto da sociedade...
Ora enquanto tivermos prémios astronómicos para méritos duvidosos e pessoas como o Vara a ganhar o dobro do Obama, bem nos podemos manifestar todos e não apenas o funcionalismo público!!!
Sem imagem de perfil

De ruy a 04.03.2010 às 12:16

A criação de Institutos, sobretudo depois de 1995, veio dar maior corpo a esta lógica despesista e clientelar na administração pública. Extinguiram-se Direcções Gerais e substituíram-se por Institutos e outros Órgãos. Do pessoal das direcções extintas, uns poucos transitaram para os novos institutos, a maioria acomodou-se noutros serviços dispersos da administração. Os conhecimentos, o Know-how que possuíam foram desbaratados e desaproveitados, originando um grupo de funcionários desmotivados e descontentes sem produtividade capaz. Os custos de uma tal operação nunca foram motivo para recuo dos governos desta política. Os custos mais elevados da criação dos Institutos, Conselhos, Comissões, Gabinetes, Inspecções, Auditorias, Serviços, Centros, Fundações. Agências, Autoridades, Fundos, Secretarias, etc, não apenas os custos das suas novas instalações, mobiliário, equipamentos, etc, mas os próprios custos com os funcionários dos Institutos, nunca foram preocupação dos governantes Onde existia um Director passou a existir um presidente e três ou quatro vogais com vencimentos superiores. Por outra lado, e aqui cai a cereja no bolo, os Institutos podem contratar pessoal sem vínculo à função pública. Abriu-se assim caminho ao compadrio, ao maior clientelismo e à mais completa politização da Administração Pública.
O PRACE está possuído desta lógica. Extingue alguns organismos mas cria outros, seguindo a mesma prática dos anteriores governos. Damos como exemplo o caso da Direcção Geral de Viação (DGV) que vai ser extinta mas substituída por dois Institutos e uma Autoridade. O Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres, o Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias e a Autoridade de Segurança Rodoviária. Haverá seguramente mais uns boys, que, sem concurso e sabe-se lá com que habilitações, entrarão para estes Institutos, ao mesmo tempo que funcionários de carreira com know-how, habilitações e concursos serão enviados, por critérios que só o ministro conhece, para o quadro de excedentários.
Só um louco ou idiota poderá acreditar que tal pratica não acarretará numa maior desarticulação e irracionalidade da Administração, ou na sua maior despesa e ineficácia.
Será que a criação de Institutos depois de 1995, que originou um acréscimo de funcionários na ordem dos 120.000 e uma despesa acrescida da ordem dos 25% (3,75% do PIB), contribuiu para a melhoria da Justiça, Educação, Saúde, Segurança, etc, na mesma ordem de grandeza? Seguramente que não. A aplicação do PRACE acarretará mais despesa e ineficácia na Administração Pública.
Aliás, a não extinção pelo PRACE dos 18 governadores civis (recomendada recentemente por uma comissão nomeada pelo próprio governo) acaba por demonstrar a não motivação do governo em pretender alterar e inverter a lógica mantida pelos anteriores governos. Reza assim o Art.º14 “Os governadores constituem as estruturas de suporte logístico e administrativo e a sede do exercício das competências dos governadores civis, designadamente, as de assegurar, a nível local, a representação desconcentrada do Governo, a coordenação na respectiva área, das forças e serviços de segurança e de protecção civil, e a articulação dos serviços da administração central actuantes na sua área de responsabilidade”. O Diário do Governo dos tempos de Marcelo Caetano não diria muito diferente. Os governadores civis são estruturas herdadas do Salazarismo que à época se mostravam necessárias ao poder pelo forte controlo político que exerciam sobre as populações. Com ligações directas à PIDE e às polícias eram órgãos locais executivos da “ordem e da paz pública”. Deveriam ser extintas logo após o 25 de Abril, residindo a razão da sua sobrevivência apenas nos apetecíveis lugares bem pagos que elas comportam e que alimentam as clientelas partidárias. Seriam, por exemplo, substituídas por Lojas do Cidadão que tanta falta fazem. Mas não é esse o caminho por que segue este governo. Trilha os caminhos dos anteriores, para desgraça do País e de todos nós.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2008
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2007
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2006
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D