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Volto dum passeio à Serra debaixo dum dilúvio, estrada da beira abaixo cheio de calorias, queijos e enchidos, ainda a tempo de ver a segunda parte do Sporting – Porto no aconchego do Estoril. Três zero e uma exibição consistente constitui um gracioso final de fim-de-semana que por sinal foi bastante estimulante apesar da intempérie.
Menos agradável é a nota lateral sobre o desavisado contento dos lampiões assinalado na generalidade da imprensa de hoje: diz que eles sorriem do alto dos seus nove pontos de avanço ao Porto. Chegados onde estamos neste tormentoso Inverno, a nós lagartos restam-nos já poucas alegrias, mas ganhar ao Benfica e oferecer o título numa bandeja ao outro Sporting é um propósito tão legitimo quanto entusiasmante: um desafio que é uma verdadeira Causa e uma esperança que nos resta.
Enfim, pelo andar da carruagem e quando não se vislumbra nem uma Arca nem um Noé salve o País do atoleiro, cá por mim vou continuar em alerta Vermelho. E se por acaso lá para o mês de Maio os lampiões estiverem p’ra ganhar, já sei como proteger o espírito e a sanidade das minhas gentes: é ali pró sopé da Serra, onde não chegam os jornais ou Internet. Aí a terra ainda cheira à vida, e os ribeiros entrelaçados no granito correm cristalinos num indubitável e resoluto sentido, desde muito antes de Viriato. E afinal, "resistir" está nos meus genes pelo menos há duzentos e cinquenta anos.
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