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Candidatos a Governador do Banco de Portugal

por Rui Crull Tabosa, em 28.02.10

Para quem não sabe (e presumo que seja a maioria), o Governo tem uma Secretária de Estado da Igualdade.

Da sua acção não se conhecem propriamente resultados, o que não admira se tivermos em conta que as actividades públicas que a excelentíssima governante refere ter-se dignado prestar este mês de Fevereiro foram, pasme-se, a participação num almoço de propaganda do primeiro-ministro com mulheres nos 100 dias de governo socialista (!) e, o que ainda é mais ternurento, a participação na cerimónia inaugural do evento “Namorar Portugal – Fevereiro, o Mês do Romance”...

Acontece que a dita Senhora veio agora dar palpites sobre o/a próximo/a Governador/a do Banco de Portugal, defendendo que seja uma mulher.

O principal não é que seja competente. Percebe-se: com Constâncio também não o foi. O principal é que seja mulher.

Elza Pais, é este o nome da Senhora, "não está a pensar em nenhuma mulher em particular, embora refira que tem sido proposto o nome de Teodora Cardoso".

Para além do descoco de se permitir dar palpites sobre matéria que não é da sua competência, mas do Conselho de Ministros por proposta do Ministro das Finanças (situação que, por falar nisso, seria aconselhável mudar a fim de limitar a indesejável governamentalização que o cargo tem sofrido), porque não propôs a Senhora um transsexual (ou trangender, na terminologia bloquista)? Não haverá nenhum candidato? Isso é que era igualdade a sério...

Já agora, um reparo politicamente correcto: no seu próprio Gabinete, a Secretária de Estado da Igualdade viola flagrantemente a regra das quotas de género (33%), de que deveria ser guardiã: é que das 12 pessoas (não contando com os 2 motoristas) que o constituem, entre pessoal técnico e administrativo, dez são mulheres (83%) e dois são homens (17%)...

Isto para já não falar da explicação cósmica que deve haver para um gabinete de secretário de Estado, para mais de uma área governativa não pesada, ter meia dúzia de adjuntos/assessores, quando o Decreto-Lei n.º 262/88 apenas permite três adjuntos por gabinete de secretário de Estado. Mas enfim, é o habitual fartar vilanagem socialista...

Quiz humorístico: consegue encontrar a Teodora na fotografia? (cujos créditos pertencem ao Carlos Lopes, do 31 da Armada)


19 comentários

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De Pedro Coimbra a 01.03.2010 às 02:05

Consigo encontrar lá um antigo Secretário-Adjunto do Governo de Macau.
Mas, se me é permitido, gostava de deixar a minha sugestão para próximo Governador do Banco de Portugal - Armando Vara, obviamente!
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De Maria da Fonte a 01.03.2010 às 04:03

Madre de Dios!!!
Qué feo es la Hermandad.


Maria da Fonte
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De Dou uma pista a 01.03.2010 às 10:21

Ingressou no BdP vai para 37 anos...
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De Réspublica a 01.03.2010 às 10:28

Não é aquele "senhor" ao canto direito, aquilo é abrir o fotoshop e tirar a cara do constâncio e meter lá a dela, no lugar dela pôm-se o mario lino ou o dos toiros e já está feita a coisa...
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De Foto do dia a 01.03.2010 às 10:58

Aquela foto será de quando?

Além de ser um desastre (como já foi assinalado), tudo aquilo exala mofo...
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De João Costa a 01.03.2010 às 11:35

Neste boneco, a única pessoa que reconheço, para além de Vitor Constâncio, é o Woody Allen (1º de pé, a contar da direita). Percebo agora melhor algumas coisas que se têm passado no BdP nos últimos tempos.
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De Anónimo a 01.03.2010 às 16:54

Querido Rui Tabosa,

Transsexual e transgénero são conceitos diferentes, convém saber. Mas, acima de tudo, são pessoas. E isto deveria ser obrigatório saber. O resto que escreveu, não anda longe disto...

Abraços,
J.
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De Rui Crull Tabosa a 01.03.2010 às 19:18

E em lado algum disse que os ditos não são pessoas....
Quanto aos conceitos, confesso que não estou familiarizado, mas pude apurar que os transsexuais se integram na categoria de trangenders (muito mais moderna..), a qual abrange andrógenos, travestis, transformistas e outros equilibristas.
A razão do Post tinha ver com o facto de já se ter chegado ao ponto de a ditadura do politicamente correcto querer importar a ditadura do género (e porque não a da raça?) para cargos tão técnicos como o de governador do Banco de portugal, como se esse pudesse ser um critério sério e mesmo determinante para a escolha do próximo governador.
Percebe?
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De Anónimo a 02.03.2010 às 06:18

Pois, confesso que tenho alguma dificuldade em perceber porque custa aceitar uma nova organização social de género. Seríamos tão mais felizes, porque tão mais pessoas. E não, não é apenas género ou raça (prefiro o termo etnia). Falamos também, por exemplo, das pessoas com deficiência. Conhece o Banco Mundial? Pois em 2002, há quase dez anos, esta instituição disse que a Igualdade de Género não é uma questão de benevolência ou do que é politicamente correcto para com as mulheres, mas tão somente uma questão de eficiência e justiça social. Já pensou que podemos agradecer a crise económica e financeira aos homens? Já pensou que sempre foram homens na governação do Banco de Portugal? E já concluiu que nem sempre (para não dizer maioritariamente) correu bem? Só ainda não percebi o que quis dizer com "... para cargos tão técnicos como o de governador do Banco de Portugal". Quererá dizer que não há mulheres com essa competência técnica? E, acima de tudo, embora não sendo a única, quererá dizer que a Teodora Cardoso não tem essa competência técnica?

Agora sobre a questão Trans.
O Rui continua a não acertar nos conceitos, embora me tenha surpreendido com um conceito novo nesta área: o de equlibrista. Pode explicar-me? Talvez o que tenha dito se possa denominar como as pessoas Trans. Mas reparou que escrevi pessoas antes? Disse o que disse porque o Rui escreveu no seu post "...porque não propôs a Senhora um transsexual (ou trangender, na terminologia bloquista)?...". Depois, na resposta, escreveu "...E em lado algum disse que os ditos não são pessoas...." e eu estive quase a aspear a palavra "ditos". Mas sabe de uma coisa, Rui? Eu acho que não deve imaginar o sofrimento do tratamento infra humano. De querer ser alguém no espaço público e ser-lhe negada uma identidade (e aqui vou para além do BI). De não conseguir emprego porque é algo "esquisito" para a maioria das pessoas. De, no limite, ser espancado até à morte. Gostava apenas que tentasse, por uma vez que seja, imaginar-se neste papel.
Porque dói, Rui. Dói muito, percebe?

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De NunoFCouto a 01.03.2010 às 18:56

Só consigo encontrar D João VI na parede ao lado de penso ser a mãe D Maria.

Bem a propósito, um Rei fugitivo à imagem de Vítor Constâncio e uma Rainha louca em alusão à forma como foi gerido o Banco de Portugal nos casos BPN e agora BPP.

No fundo o "retrato de família" é um hino à incompetência; os da parede deixaram-nos entregues à sorte nas mão de Junot, os mais abaixo deixam-nos entregues à sorte nas mãos do Banco Central Europeu; se há uma coisa que não falta neste quadro é coerência !

PS: Não sei se é a D Maria ou a Carlota Joaquina no quadro da parede mas a julgar pelo clientelismo da maçonaria moderna, até que a Carlota não ficava mal, dizem é as crónicas que não cobrava... Um fait divers...
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De Ega a 01.03.2010 às 20:38

Caro Nuno:
«Um rei fugitivo»... Lá está V.!
Iso é uma injustiça imensa - o Rei deslocalizou - não uma fábrica qualquer, criando desemprego, como agora, mas a capital do Reino e do Império para o Brasil.
E por isso jamais reinou Napoleão sobre Portugal. Ao contrário do que aconteceu por essa Europa fora.

Mais: na foto acima, tirada a monarcas portuguesas (eu creio que a Rainha é D. Carlota Joaquina, mas não garanto) e embaciada pelos vultos à frente, aprecie quão bem apessoados - mesmo para a nossa época são os reais retratados.

A História oficial é sempre escrita pelos vencedores. Desta vez, numa monumental descaidela, a História desmente-se a si própria: os feios do cliché são os republicanos. Toda a panóplia em primeiro plano.

Sem que haja, da minha parte a minima associação de ideias, eu sugeriria para a chefia do Banco de Portugal(e até para fazer a vontade à Sra. Secretária de Estado) a Dra. Manuela Ferreira Leite.
Mas estou convencido que esta estimada Senhora não aceitaria o cargo. Nem eu. Não há bom salário que pague uma grande chatisse.
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De Réspublica a 01.03.2010 às 21:18

Caro amigo Ega sabe bem que o NunoFCouto até tem razão, o D. João VI fugiu em vez de organizar a resistência Nacional ao invasor, deixou-nos ao abandono dos maçons e demais corja.
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De NunoFCouto a 01.03.2010 às 21:37

Amigo Rés, se tiverem que nos arranjar um Rei que pelo menos arranjem um que mereça o título !
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De NunoFCouto a 01.03.2010 às 21:34

Caro Ega.

Admiro o seu monarquismo, Vexa. é sem dúvida um homem de causas e olhe que falar consigo quase me faz acreditar nas benesses de ter um Rei.

Como você sabe eu sou republicano realista, sou um republicano que conhece os falhanços da república e que abomina os que a criaram e tenho pelo meu amigo uma opinião de quem sabe olhar as virtudes e os fracassos dos homens.

Eu abomino o D João VI e chamo-lhe D, João por respeito a si, aos outros monárquicos, à história e ao país porque para mim de Dom não teve nada este rei (a letra pequena é propositada).

Fugiu de Junot, levou consigo a grande maioria dos quadros do Reino, deixou a pequena monarquia entregue aos Franceses o que inevitavelmente os tornou colaboracionistas.

Os que ficaram foram massacrados pelas revoltas populares em 1808, do rei nem uma palavra de apoio...

Essa revolta foi efémera pois quando foram isoladas as tropas de Junot em Lisboa não havia classe dirigente para reinar (estava no Rio de Janeiro "roubada" pelo rei ), daí ficamos entregues às vagas revolucionárias que se seguiram e tivemos que gramar com o "carinho" dos jacobinos entre eles o "doce" maneta, lembra-se do maneta ?

Além disso, deixou de fazer circular as mercadorias do Brasil através de Portugal, não pagando assim os impostos e retirando mais uma côdea do já pouco pão do povo que entretanto morria à fome !

Regressou ao país obrigado.

E depois a Carlota Joaquina, bem dessa é melhor nem falar... Há quem diga que o único filho de D João era D Pedro os outros eram filhos da criadagem e quejandos, o próprio rei quando se cruzava com ela no coche dava indicações para mudar de rumo que "vem por aí a..."

Palavras para quê ?

Grandes Reis tivemos meu amigo, D Dinis, D João Mestre de Avis, D João II, D Manuel I, o próprio filho desse rei o grande D Pedro IV, agora também os tivemos fraquinhos e esse aí, é dos que tenho em pior conta mas poderei estar enganado.

Desminta-me o meu amigo que a "soirée" ainda vai no início !
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De NunoFCouto a 01.03.2010 às 23:38

Só uma achega, note a este verso da época será provavelmente de 1808:

"O Jinot mai-lo Maneta
julgam Portugal já seu:
É do demo que os carregue
e também a quem lho deu."

Quem "deu" Portugal ao Junot e aos generais entre os quais o famoso "maneta" ?
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De Ega a 01.03.2010 às 23:55

Então aí vai:

Junot escolheu mal a época do ano e o local de entrada no País. Pela Beira Baixa. Por fim lá chegaram a Lx 1.500 soldados franceses, descalços e esfomeados.
O Rei ao sair, deixou uma Junta Governativa presidida pelo M. Abrantes. Um jacobino. Talvez se possa dizer. um traidor. Veio às portas de Lx receber Junot com toda a deferência, sendo que a guarnição da cidade era então constituida por 8.000 soldados.
Deram tempo para chegar mais tropa francesa. O nosso exército era nada. Sabe porquê? Por absoluta falta de Oficiais.
Refiro-os todos (aqueles em quem o «salvador» inglês viu méritos): Bernardim Freire, Francisco da Silveira (Conde de Amarante) e Cor. Rangel (no Porto).
Falei da tropa de 1ª linha.
Com os sucessivos abusos dos franceses (Junot queria uma coroa para ele e era um selvagem de baixissima extracção) a revolta estalou em todo o País em simultâneo, chefiada pelos oficiais das Ordenanças e pela fidalguia rural ou pelo clero - Bragança;: Sepúlveda; Chaves: C. Amarante; Porto: Rangel; Viana Luis do Rego; Faro Cabreira...
Entretanto chegaram os ingleses: Buçaco...
2ª Invasão: Soult não foi além do Norte. O C. de Amarante nem o deixou passar a ponte de ...Amarante. A populaça toma-se de ódios e instintos persucutórios. O grande Bernardim Freire é assassinado em Braga às mãos da turbamulta.
Massena, 3ª invasão: Exército reorganizado, estratégia de Wellesley, Linhas de Torres, perseguição dos franceses até Espanha.
E tudo só possivel porque, justamente, os 1ºs sinais de revolta surgiram em Espanha. Os franceses ficaram definitivamente sem sossego.

De notar: Gomes Freire, maçon, e outros que tal, formam a Legião portuguesa (20.000 homens) que comate ao lado dos franceses mesmo na desastrosa campanha da Rússia. Regressaram apenas 500.

Porque lhe conto tudo isto: para lhe dar uma ideia (pálida) da confusão que grassava no Reino. Total. Baldados esforços do Conde de Lippe de reorganizar o nosso Exército, umas décadas antes; tinhamos sido derrotados na «Guerra das Laranjas» (vj. Prof. António Ventura, especialista nesta matéria).

A Coroa, em síntese, bem aconselhada pelos ingleses (e por eles escoltados) já ia ao largo, fora de perigo, quando os franceses chegaram a Lx. Regressou anos depois. Talve devesse ter regressado antes, admito. Mas sem crises dinásticas, sem que a identidade nacional fosse questionada e receptiva às grandes modificações de 1820. Até que 1820 começou a baralhar as coisas e o povo se reviu em D. Miguel. Acrescento apenas que este perdeu a Guerra - uma vez mais porque não tinha generais. Os bons (Terceira, Saldanha, Sá da Bandeira) estavam do outro lado.

Em síntese: se D. João VI tivesse ficado em Portugal seria tudo como foi agravado pela humilhação imposta à Casa Real, a sua hipotética extinção e a impossibilidade diplomática de contarmos com o essencial auxilio das tropas inglesas.

Deixo a questão do Bloqueio Continetal para outras núpcias.

Por hoje - boa noite aos meus amigos.
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De NunoFCouto a 02.03.2010 às 20:45

Meu caro amigo.

Sem querer faltar ao respeito ao Corta-Fitas que além de ser um excelente blogue é um espaço onde as pessoas se conhecem, convido-o a ir ao meu blogue discutir o assunto pois foge muito do conteúdo do que foi aqui publicado e corremos o risco de falar em monólogo, tenho o maior prazer em que o Respublica por lá passe também pois participou na conversa.

Por si, acabei de postar 4 capítulos sobre as invasões Francesas, intitulo o texto como O INÍCIO DO FIM DA MONARQUIA EM PORTUGAL.

Deu-me um trabalhão em tempo record, tive que rever J.A. das Neves e tive a sorte de ter concluído agora o "ir pró maneta" do Pulido Valente e estar a ler "a monarquia constitucional" da Maria de Fátima Bonifácio.

Você dá-me muito trabalho caro amigo, ainda bem, ainda vou tirar um curso de história à sua conta...

http://adubaicomnitratodochile.blogspot.com/
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De Velho da floresta a 01.03.2010 às 20:05

Com este aspecto sorumbático, olhando para eles deveriamos pensar, que pelo menos seriam competentes nas suas funções, eis aqui um bom exemplo de que o hábito não faz o monge.
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De Isabel Teixeira da Mota a 01.03.2010 às 22:13

Sem dúvida o quiz é muito interessante! Muito Bom!

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