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O zombie criminoso

por Rui Crull Tabosa, em 24.02.10

Fidel Castro tomou o poder em Cuba em 1959, substituindo uma ditadura por outra ditadura – a sua – a qual, em meio século, provocou a morte de dezenas de milhar de cubanos.
Os números da morte daquele regime comunista impressionam, variando os cálculos entre os 77 mil e os 136 mil: só na década de 60 do século passado, as cifras apontam para mais de 10 mil fuzilamentos, sendo certo que muitos outros houve. Milhares de cubanos foram assassinados extrajudicialmente e outros milhares de presos políticos foram mortos por maus tratos nas prisões. Dezenas, muitas dezenas de milhar de cubanos morreram a tentar fugir da colónia penal em que Cuba se transformou.
Nada que incomode o politiburo estalinista cá do burgo, que continua a dizer loas sobre o abjecto mundo comunista.
Esta segunda-feira o zombie Fidel e o mano Raúl voltaram a matar. Friamente, implacavelmente, impunemente.
Desta vez foi mais um preso político, Orlando Zapata Tamayo, condenado em 2003 a penas sucessivas que acabaram por totalizar 36 anos de prisão, morreu após 85 dias em greve de fome.
Como pode alguém decente pactuar com tais criminosos?

(na imagem, "fidel zombie", escultura de Eugenio Merino, 2008)



2 comentários

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De João Manuel Vicente a 25.02.2010 às 17:59

Concordo com o seu post.

Digo mesmo mais: parece-me que o branqueamento do terror cubano tem sido feito muito por via do turismo cego que a ilha tem captado. Quantos e quantos não têm ido, desde logo em "viagens de finalistas", a Cuba e, quais "idiotas úteis", de lá vêm dizendo maravilhas, ignorando (querendo mesmo ignorar?) a barbárie?

Ou ainda por via do "che-guevarismo" das "t-shirts" e demais iconografia montada em torno de um assassino?

Por mim, não porei os pés em Cubas e afins enquanto não existir por lá um Estado de Direito com respeito real pelos direitos fundamentais.

Dito isto, terei também de repudiar (desde logo para não igualar o Dr. Ribeiro e Castro que em tempos assimilou unicamente às esquerdas a violência em nome da política), qualquer outro regime, à esquerda ou à direita, que tire a vida a seres humanos por delitos ideológicos

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