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Aníbal Cavaco Silva

por João Távora, em 05.02.10

 

 

Em ano de eleições que Cavaco Silva pretende disputar, a penúltima coisa que lhe interessará é conviver, e muito menos arbitrar, uma crise política em que estão subjacentes medidas de contenção orçamental violentas, uma perspectiva, que em Portugal apenas um partido de esquerda conseguiria sobreviver. E elas adivinham-se dolorosas já para o ano que vem, sindicatos na rua e gritaria nos media – está-se mesmo a ver. 

A última coisa m-e-s-m-o que a Cavaco interessa, é entrar nesse novo ciclo da vida portuguesa com um governo de direita às costas, pior ainda se for minoritário. Numa situação dessas o coro das esquerdas com os socráticos ressabiados à cabeça, facilmente elegerão um "poeta" para Belém, para chorar a sina do povo explorado e oprimido. É por isso que Sócrates tem em Cavaco o seu maior aliado, ou subjugado, enquanto lhe apetecer. Como tem o País. E isso não significa uma fragilidade do Presidente da República, mas uma fraqueza da instituição e do regime.



15 comentários

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De Reçabiados? a 05.02.2010 às 17:24

Piaçabiados.
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De Réspublica a 05.02.2010 às 18:24

Bom, se quisermos ser correctos deveria ser Aníbal António Cavaco Silva...
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De É a vida... a 05.02.2010 às 18:42

Um nefelibata de um poeta que só sabe debitar generalidades, numa crise como a actual, coitado, não sabia de todo o que fazer.

Sócrates e Teixeira dos Santos bem podem agradecer a Cavaco, que alinhou nas críticas deles. Declarou, por exemplo, "Eu sou professor de economia e posso dizer que os observadores externos estão errados na análise que estão a fazer" e considerou "infeliz e incorrecta" a declaração de Almunia.

E anda o desaforado Assis a pedir que votem todos no pateta para derrotar o Cavaco!
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De Ega a 05.02.2010 às 18:56

Um senhor politico do PS que muito prezo e por cuja seriedade ponho a mão no fogo, dizia-me em Outubro passado que era possivel governar em minoria. A semana passada lá me confessou temer que o País se torne a breve trecho ingovernável.
Perguntei-lhe porquê.
Porque não há gente capaz, respondeu. E, desenvolvendo, baseou-se na ideia de que longe vão os tempos em que a classe politica era formada por gente com experiência profissional, o que também significa alternativa de modo de vida. Hoje - a politica é profissão; e os politicos também temem o desemprego.

A ideia dele está bem patente nas páginas dos jornais.
a politica tornou-se numa partida de bridge, ou de xadrez, em que o importante é avaliar ou adivinhar aqual a jogada do adversário, para se antecipar ou a contornar.

Entretanto, os interesses nacionais vão ficando a ver a banda passar.

O dito senhor é republicano; eu sou monárquico; é socialista; eu não gosto dos partidos em geral e dos da Esquerda em paricular.
Mas dei-lhe toda a razão. Talvez o futuro esteja em descobrir mais politicos como ele.
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De Maria da Fonte a 06.02.2010 às 00:36

Caro Ega

Os políticos são a morte dos Povos!

Este sistema de Governo, baseado em Partidos Políticos, só serve para criar Ratazanas, Hienas Baratas, Traças deslumbradas!

Adorei aquele poema de Jorge Lima! Sinceramente, é o que também sinto.

Maria da Fonte
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De Marquesa de Carabás a 06.02.2010 às 16:17

Carissima Maria da Fonte,


A política e os politicos têm a meu ver que ser encarados de forma mais ampla.
Hoje, a política é sobretudo feita além fronteiras. Está dependente de muitas regras, de legislação comunitária. De muitos organismos e muitas pressões.
Um político não age per si. Nem sequer um partido.
A isto, temos que somar todos os interesses económicos, exteriores. E, olharmo-nos como aquilo que realmente somos:um País periférico, pobre e dependente. Cada vez mais. É infelizmente isso, que somos.
Mas não se pode tomar a parte pelo todo. Como bem referiu o Senhor Ega, há gente correcta na política como em todo o lado.Gente preparada e empenhada.De vários quadrantes.
O que acontece é que a actividade se torna cada vez mais exigente.
Mas também lhe digo, mal de nós, se um dia o País se tornar ingovernável...



Cumprimentos,





Marquesa de Carabás
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De Maria da Fonte a 06.02.2010 às 22:44

Cara Marquesa

Pois é, os Impérios dão nisto.
A luta de interesses é bem mais vasta, e o controle do poder bem mais distante, por isso é muito mais difícil para nós, compreendermos os meandros, e reagir aos sucessivos desmandos.

Mas em relação a Portugal, não concordo.
Somos um país com uma grande fronteira marítima, e com a hipótese de duplicar a plataforma continental e explorar o fundo do Oceano.

E segundo ouvi há tempos, ao comendador Berardo, temos Petróleo e Gás Natural para explorar.
Aliás o dito comendador, anunciou para breve, o seu envolvimento nessa exploração...

Cumprimentos

Maria da Fonte
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De Marquesa de Carabás a 08.02.2010 às 00:54

Deus a oiça Cara Maria da Fonte e que tenhamos petróleo, gás, ou alguma coisa que se aproveite. Caso isso não se verifique, que tenhamos pessoas dispostas a arregaçar as mangas e a fazer alguma coisa por este País, já não seria mau.


Cumprimentos,




Marquesa de Carabás
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De Ega a 06.02.2010 às 18:42

O que é um politico, cara Maria da Fonte?
Seremos até todos nós, «animais politicos», conforme Aristóteles. (Uns mais, outros menos, arrisco eu).

A verdade portuguesa não tem de ser necessáriamente igual à dos outros países. Isto é um preâmbulo de quem não quer teorizar sobre os malefícios do sistema partidário.
Mas que ele - desde sempre - funcionou mal cá em Portugal, isso é uma realidade incontornável. Até - ou sobretudo - quando havia o partido único (Democrático na I República, UN/ANP na II e PCP no PREC).

Portanto, a questão não estará tanto nos politicos, mas sim nos «boys do aparelho». Nas cliques que conspiram, suspiram e transpiram a expensas do interesse nacional, enquanto nós vivemos do que a vida nos dá.
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De Maria da Fonte a 06.02.2010 às 22:18

Caro Ega

Não me refiro ás pessoas de bem, que acredito que ainda existam algumas, dentro dos partidos políticos.

Referia-me aos Políticos Profissionais, aqueles que nunca aprenderam a fazer nada na vida, a não ser serem porta-vozes de interesses particulares, e para quem o país é uma mesa posta à sua disposição.

São apátridas, parasitas profissionais que vivem do erário público que julgam inesgotável.

O seu ideal de vida é circularem entre vários países e esbanjarem todos os fundos, consoante as indicações de quem lhes sopra ao ouvido.

É desta gente, que se agrega e desagrega, e volta a agregar conforme lhe convém, que se compra e se vende pelo melhor preço, que falo.

Maria da Fonte
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De Anónimo a 07.02.2010 às 01:21

Cara Maria da Fonte

Sem dúvida!!!

«Os políticos são a morte dos Povos!»

Leia o Tratado de Lisboa, dito Reformador, e só confirmará aquilo que diz e muito bem e repito: os políticos, são efectivamente a morte dos Povos.

Desfazem a história, desprezam o esforço de quem construíu Portugal no passado, doam a soberania portuguesa, colocam Portugal - aquele que descobriu o mundo - na periferia do deserto.

Educadinha
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De Anónimo a 06.02.2010 às 01:54

Dai-me o exemplo de um político honesto...
Fazedor de promessas sim, cumpridor das mesmas...nunca...

Educadinha

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De Anónimo Veneziano a 06.02.2010 às 02:41

Como já tenho opinado, creio que os Poderes Europeus sabem perfeitamente que o povo aceita sempre mais facilmente as medidas de austeridade se foram impostas por um governo de esquerda. Na Europa, as mesmas medidas, ainda que tecnicamente correctas, têm sempre muito maior dificuldade de ser impostas por um governo de direita. O Governo Sócrates também sabe isso e aqui enfrenta um dilema, pois a impopularidade dessas medidas vai-lhe minar a base social de apoio de que ainda dispõe. Por muito que custe a alguns, se Sócrates fosse neste momento a votos, voltava a ganhar. O problema é que ainda não é nítido se lhe convém ou não esse caminho. Creio que a direita neste momento não tem qualquer hipótese, mas ela surgirá daqui a alguns anos mais, depois de um período de grandes sacrifícios.
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De Marquesa de Carabás a 06.02.2010 às 15:24

O mais interessante deste pot, e simultaneamente a resposta,está nas sombras sobrepostas.


Cumprimentos,




Marquesa de Carabás
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De Nuno Castelo-Branco a 07.02.2010 às 15:22

Cavaco está interessado na sua reeleição. Se o PS tivesse dois dedos de testa, inflectiria na sua política sectária e apoiaria o homem que tudo fez para o contentar durante estes quatro anos. É que Cavaco se tornaria numa espécie de Mário Soares, mas do PSD. Mas isso são "estorietas" republicanas e sem qualquer interesse prático para o país.

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