De Anónimo a 31.01.2010 às 21:16
Caro João Távora,
Sem qualquer pretensão, naturalmente, mas só para explicar o que está na origem do «The wall»...acontece que vivi sempre rodeada de música, e interessei-me em saber mais para além da melodia e das «lyrics». Tudo tem uma razão se ser...
O que está na origem do «The Wall» foi o facto de Roger Waters ter cuspido na cara de um fã que num concerto no Canadá se comportou de forma perturbadora. Arrependido e envergonhado pela atitude, decidiu construir um muro entre si e o público, daí a produção de "The Wall".
O conceito do álbum, tal como a maioria das músicas que o compõem, pertence a Roger Waters. The Wall ilustra em ficção a vida de "Pink", um anti –herói, que é perseguido pela sociedade desde os primeiros dias da sua vida. Era sufocado pela mãe e oprimido na escola, então num ambiente hostil, para se defender do mesmo, Pink construíu um muro na sua consciência, assim se isolando da sociedade. A que o perseguia. Construiu, por isso, um mundo de fantasia. Mais tarde, numa viagem alucinante de droga, Pink transformou-se num ditador, ele queria o julgamento do Julgador, esperando que este o forçasse a destruir aquele muro e o obrigasse a entrar no mundo exterior.
Daí que letras como as deste álbum, assim como outras de Bob Dylan, pela mensagem social e não só que transmitem, são estudadas em literatura e outras matérias de cariz sociológico.
Educadinha
cara Educadinha: eu conheço bem o álbum The Wall, que na época ouvi até à exaustão. Vi o filme de Alan Parker no cinema também diversas vezes. No outro dia, incomodado, já não o consegui ver mais de 10 minutos.
Hoje com a distância dos anos não o incluo nos discos da minha vida. Os "umbigos" são geralmente desinteressantes, amargosos e pouco mais têm que cotão. Não podemos gostar todos do "amarelo".
De Anónimo a 01.02.2010 às 00:25
Caro João Távora
Sim é verdade. Mas o que seria do «amarelo» se não gostassem dele?! Pois eu incluo-o na minha discografia, não pela posição que ocupou nas tabelas de vendas nacionais, como sabe, mas pelo seu significado, e esse nunca se perde, mesmo que nos cause alguma indisposição funcional, pela recorrência. A mensagem, essa, perdura sempre.
Cumprimentos
Educadinha