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Que dicen los periodistas, periodistas portugueses de ahora?

por José Mendonça da Cruz, em 15.01.10

Uma situação nacional séria, grave, que conforma o presente e o o futuro de todos ... E, no entanto, que nos dão os orgãos de comunicação portugueses? Dão-nos chuvas, ventos, futebol, neves, alertas, muito circo, crimes avulsos, acidentes de estrada, muito futebol, assaltos, telenovelas acéfalas, motins no estrangeiro, folclore ininterrupto. Onde está a informação genuína, onde estão os temas nacionais realmente relevantes, onde está o escrutínio, onde estão os jornalistas?
- na TVI, é por demais público o saneamento de Manuela Moura Guedes e o abate do Jornal de 6ª. Golpe certeiro: imediatamente, a informação da estação passou a ser conformada e acrítica. Nos telejornais, há até agora jornalistas que crêem e repetem que Manuel Godinho é «a cabeça do polvo» de uma rede corrupta, sem compreenderem (ou fazendo que não compreendem) que é apenas um tentáculo, e que quem escreveu Face Oculta sabia o que fazia;
- a Sic Notícias é clinicamente dirigida por António José Teixeira, que além das conversas com Mário Soares se destacou na farsa do défice, em 2001, um falso alarme de falso défice futuro que permitiu a Sócrates fingir-se surpreso e aumentar impostos, ao contrário do que prometera; 
- no Público, José Manuel Fernandes foi afastado na sequência do imbróglio das escutas,e substituido por Bárbara Reis, mais impressionável com distracções como o casamento homossexual. É ainda assim, um dos poucos sítios onde há jornalismo e escrutínio;
- no DN, João Marcelino cala, omite, propagandeia e faz terrorismo como convém ao governo e ao proprietário do jornal, comprado com empréstimos da Caixa negociados com Armando Vara;
- RTP, Visão, TSF, Antena 1, são meras correias de transmissão socialistas;
- O Expresso distrai-se a  sublinhar as divergências no PSD cada vez que desponta uma notícia negativa para o Governo; quando a ocasião não se presta, o Expresso recorre à relativização, outra habilidade comum: o governo PS errou, mas o mal não é só deste governo;
-  o Correio da Manhã dedica-se à sua particular espécie de irrelevância. Dívida? Défice? Divergência? Não: esquentadores que intoxicam, meteorologia, crime, muito circo. É o mesmo que fazem as televisões generalistas, cada vez mais comprometidas no empobrecimento cultural e intelectual do país. Resta que o CM é ainda um jornal livre, ou não teria sido o único a noticiar que, em recente deslocação, Sócrates aceitara dar respostas apenas sob condição de os jornalistas não perguntarem sobre o caso Freeport. E os jornalistas aceitaram. E só o CM teve a seriedade de revelar  a pressão inaceitável sob que estava;
- O Sol vai sobrevivendo, depois de rejeitar a glória de ser ajudado pelo primeiro governo de Sócrates;
- O «I» , dirigido por um dos mais sérios e inteligentes jornalistas portugueses, perdeu uma boa oportunidade de ser alguma coisa, talvez por timidez ou pressão dos interesses do proprietário grupo Lena;
- Resta que mais? O Jornal de Negócios, o caso que sobrou dessa  imprensa económica que era  mais informativa num dia que um jornal generalista em 8, agora que, sob António Costa, o Diário Económico passou a ser mais cordato e simpático, e a relativizar os nossos males acenando o mal dos outros. 
E sobre todos pesa essa coisa gastadora e sombria  chamada Entidade Reguladora para a Comunicação (que se deve muito, havemos de convir, a Nuno Morais Sarmento, a quem, de cada vez que se encontram, Santos Silva não deixa de agradecer cruelmente).
Jornalistas? Informação? Não se vê bem ... Mas vê-se - e lamenta-se - que a oposição (e principalmente o PSD) não compreenda que o PS foi, embora de forma nefasta e asfixiante, extremamente competente, nem leve estes temas muito a sério quando é e quando não é governo.

 



8 comentários

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De Boavida a 15.01.2010 às 18:30

A maioria parlamentar... transformou-se em maioria tentacular.
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De Atão?! a 15.01.2010 às 19:26

Atão e sobre o fim das Escolhas de Marcelo, nicles?
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De Nuno Santos Silva a 15.01.2010 às 20:49

Por que razão nunca mais se falou da denúncia de um dos responsáveis da Universidade Independente em que o mesmo referia que essa Universidade financiou campanhas eleitorais no PSD, na Ordem dos Advogados e na Associação Profissional dos Juízes?
Ah pois... Os tentáculos do polvo socialista...
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De José Mendonça da Cruz a 15.01.2010 às 22:52

Diz muito bem: porque é que nunca mais se falou da Universidade Independente?
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De Anónimo a 16.01.2010 às 00:08

Dizer que o i é dirigido por um dos mais sérios e inteligentes jornalistas portugueses só pode ser uma piada. E fraca.
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De Ed a 16.01.2010 às 17:09

O "i" é uma peça de design dirigido por um cabeças oca...
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De Luis Bento a 16.01.2010 às 20:23

A subserviência vai ao ponto de nem sequer investigarem o esaparecimento da escritura da casa do 1ºministro ou aceitarem entrevistas com condições...Enfim..a maçonaria chegou ao poder e venceu...
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De Anónimo a 18.01.2010 às 22:53


Onde estão os GRANDES....ainda MUITOS..JORNALISTAS..do 24.Abril e uns ANOS..não
muitos depois,de ESQUERDA VERA e que AGORA são

autenticos LACAIOS do IMPERIALISMO ???!!!!

Tenham VERGONHA

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