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Tomar partido

por Pedro Correia, em 29.07.06
Algumas das personalidades que se reclamam da "equidistância" no actual conflito israelo-árabe fazem-me lembrar aqueles que nos anos 70 e 80 gritavam nas ruas europeias: "Nem NATO nem Pacto de Varsóvia." Como se pudesse haver equivalência moral e política entre sistemas democráticos e totalitários. Não tomar partido, em diferendos como este, equivale a apoiar quem tem menos razão. Cometem-se crimes de ambos os lados? Certamente que sim: toda a inocência se perde em tempo de guerra. Mas, tal como Pacheco Pereira aqui nos advertia a propósito das recentes teses revisionistas sobre a Guerra Civil de Espanha (1936-39), toda a equidistância é imoral quando está em causa um conflito entre a legitimidade democrática, ainda que musculada por uma questão de sobrevivência, e a pura lógica do terror que faz tábua-rasa de básicos princípios civilizacionais. Basta recordar como o Comité de Não-Intervenção, durante a Guerra Civil de Espanha, beneficiou objectivamente os rebeldes de Franco contra as legítimas autoridades de Madrid. Quando recusamos optar entre um mal maior e um mal menor, acabamos - mesmo sem querer - por fazer a pior das escolhas.



1 comentário

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De AM a 30.07.2006 às 19:08

Eu cá por mim, e a despropósito desta guerra também tenho pensado nisso... na fundação dos estados... e até na do "nosso" pequeno condado...
Atenção... eu não estou de malas aviadas "pró-irão", nem estou o defender o ponto de vista de qualquer dos fanáticos (judeus incluídos) da região... mas o que é o reconhecimento de um estado à existência?
Os estados são construções artificiais, e nenhum tem direito "natural" à existência.
Existe (quando existe) o direito internacional e existem "as resoluções", mas como elas só funcionam, quando alguns querem... eu não as levo muito a sério... ONU?
Parece que antigamente isto só lá ia com bulas papais...
Sem estados, digo eu, é que nós estávamos bem, que uma dose (q.b.) de utopia anarquista nunca fez mal a ninguém...

Imagine there's no countries,
It isn’t hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...

John Lennon

Imagina Pedro...

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