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Genesis sempre

por João Távora, em 16.12.09

Por vezes é da caixa de comentários que são chamados à colação assuntos verdadeiramente de-ci-si-vos. É o que acontece com esta intervenção do Rui Albuquerque sobre os Genesis, em que faz afirmações extraordinárias como a de que o "Peter Gabriel é um chato". Pois bem, se aqui há uns anos alguém me dissesse tal sacrilégio não sei como reagiria. E fique a saber que eu em vez de me ter doutorado em Génesis, aprendi com a prática, na pele, com a vida: a ouvi-los deleitado horas e horas e horas a fio, vezes sem conta. Conheço cada ai, cada ui, cada pling, cada plong, cada verso, de trás para a frente e de frente para trás, e todas as sensações que me despertam ainda hoje. A banda de Peter Gabriel, Steve Hackett e Mike Rutherford, Tony Banks, e Phil Collins revela para mim a mais fantástica reunião de talentos pop que eu conheci na minha vida. Todos fundamentais, juntos geniais. E se tivesse que tirar algum, acredito que o baterista seria o que menos se notava. De resto, caro Rui, as interpretações de Gabriel são verdadeiramente únicas, a sua voz incomparável. Basta ouvir atentamente Back in New York City para perceber o que os Génesis perderam depois de 1975. Sem a contribuição de Peter Gabriel a sua música tornou-se demasiadamente melosa, por vezes enjoativa com tantos harpejos, adocicadas melodias e letras patetas. Claro que depois sem Steve Hackett a banda bem podia ter mudado de nome, como alguns reclamam ao Corta-fitas nesta nova fase.

Portanto, fique lá o Rui com a sua cátedra, com o Trick of the Tail e com o Wind and Wuthering, que a mim me bastam os quatro magníficos Nursery Cryme, Foxtrot, Selling England by the Pound, The Lamb Lies Down on Broadway, justamente os discos que eu ainda hoje escolheria para levar para uma ilha desertaSobre o Peter Gabriel a solo, isso dava uma outra conversa, mas enquanto isso não acontece aconselho-o a começar pelo do carro azul, o primeiro, ainda com muitas reminiscências genesianas, bom para iniciados. E aceite um complacente e forte abraço, deste que o preza e assina, 

 


14 comentários

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De rui a. a 17.12.2009 às 15:39

Caro João,

Agradeço a sua resposta e não leve a mal o entusiasmo dos meus comentários, muito menos os relativos aos "teatrinhos" do Gabriel - que não lhe eram dirigidos -, e dos quais até compreendo que se goste, na medida em que, certamente, fazem parte da história de vida de cada um e das coisas que nos marcam em certas idades. Agora, reconheça lá que aquilo era uma fandangada horrorosa, própria da cultura ocidental da época, a meu ver, horrorosa também. Estive a rever, há pouco tempo, o material da box do período Gabriel, e essa impressão confirmou-se. A minha mulher, mais nova do que eu e que conhece bem a música dos Genesis (que remédio...), embora não conhecesse a componente cénica da época do Gabriel, achou aquilo uma palhaçada horrorosa e perguntou-me em que companhias andava eu naqueles tempos. Confesso-lhe que tive algumas dificuldades em responder...

Posto isto e falando um pouco mais a sério, partilho consigo também o desejo de os voltar a ver tocar juntos, ainda que preferisse vê-los a compor juntos novamente. Com o Anthony Philips, também. Acho a obra dos Genesis de excepção - provavelmente a música clássica do nosso tempo -mas sempre a achei inacabada.

Saudações amigas,
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De João Espinho a 18.12.2009 às 18:56

Parabéns, J. Távora, pelo excelente post. Vou já ouvir o Lamb lies down... e recordar os magníficos concertos no Pavilhão de Cascais, em 1975.
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De Andreia a 01.05.2014 às 02:51

Eu amo Peter Gabriel, e a voz dele e suas músicas me fazem viajar completamente !!!!

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