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O mal não é só português, mas aqui sente-se muito, sobretudo no jornalismo e na análise política. Ai de quem hoje mostre admiração por um político que não saiba conquistar e manter o poder, qualquer que seja o custo ou a consequência. Longe vão os tempos em que um político, um governante, era admirado pelos serviços que prestava à comunidade, pelo contributo para o bem comum, pela sabedoria e honestidade que mostrava ao desempenhar as suas funções. Agora, os nossos maquiaveis dos jornais só admiram quem tem habilidade para esmagar os adversários, obter votos dizendo qualquer coisa que soe bem, ocupar o espaço mediático, mesmo que seja à custa de enganar os próprios jornalistas.
É claro que quando digo estas coisas sou logo considerado um ingénuo e dizem-me que não percebo nada da "verdadeira política" ou até da "verdadeira natureza humana". Pois é, nem quero perceber. Ou então que para conseguirem governar bem os políticos têm que, em primeiro lugar, conquistar o poder, seja de que maneira for, como se os meios que se utilizam não afectassem inevitavelmente os fins.
O cinismo dos jornalistas é hoje um lugar comum, com raras e honrosas excepções, e já nem sequer tem graça (como tinha nos tempos em que Ben Hecht e Charles MacArthur escreveram, nos anos 20, a genial peça "The Front Page", que foi levada ao cinema por vários realizadores, entre os quais Howard Hawks, numa versão com Cary Grant, e, já nos anos 70, por Billy Wilder, com Jack Lemmon e Walther Matthau, na fotografia).O cinismo dos jornalistas, mesmo quando é uma "máscara que se cola ao rosto", apenas cansa e contribui para uma sociedade pior. Só fica bem em filmes.
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