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Ter o Rei de Espanha em Lisboa, como convidado, no 1º de Dezembro, é uma situação um pouco incómoda - não tanto pelo próprio Rei de Espanha (imagino que a possível resposta seja que temos com Espanha uma relação descomplexada e, afinal, o Rei é apenas mais um dos não-sei-quantos Chefes de Estado iberoamericanos que vão estar cá na mesma altura) como pela desagradável sensação de que ninguém, com responsabilidades no Estado português, pensou sequer no assunto. Espanha já não se estranha; entranhou-se - até no nosso Natal, e dos dois lados da barricada: aqueles Meninos-Jesus gordinhos, barrocos, ternurentos, que se vêm pendurados em algumas varandas e janelas (e que para mim substituem com vantagem os Pais-Natal trepadores) são importados de Espanha por um sonhador que imagina, in his wild dreams, que pela fé e a oração vai vencer o consumismo e a dura lei do capital; por outro lado, também a odiosa figura do "caganer" - o defecador que se coloca nos presépios para "dar sorte" - vem de Espanha, e disseram-me que no Corte Inglês se vende como pãezinhos quentes. O "caganer" exala um delicioso perfume a paganismo que encanta o etnógrafo amador que há em mim (eu escrevi perfume?!), mas eu, ainda assim, prefiro o "Natal dos Hospitais" - no campeonato do mau-gosto, torço sempre pela equipa da casa.
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Esses que por aqui andam a desconversar(ou a virar...
Não é obrigado a saber, pois parece-me ser você um...
a quem aprecie as ditaduras
A mim o que me provoca nervoso (e nem é miudinho) ...
A chamada Comunicação Social tem uma enorme, enorm...