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O passado nunca morre

por Pedro Correia, em 22.11.09

"O passado nunca morre, nem sequer é passado." Lembrei-me desta frase de William Faulkner ao princípio da tarde de hoje, na cerimónia de despedida do Jorge Ferreira, a que assistiram largas dezenas de pessoas - algumas das quais colegas de faculdade que não via há quase 30 anos. Além dos familiares, lá estavam amigos que ele foi fazendo ao longo de décadas - na escola, na universidade, na vida partidária, no Parlamento, na advocacia, no Instituto Politécnico de Tomar. Lá compareceram deputados, advogados, juízes, jornalistas, professores, bloguistas, estudantes universitários, dirigentes políticos, gente das mais diversas crenças e dos mais diversos quadrantes. Muitas pessoas com uma particularidade comum: de uma ou de outra forma, todos quantos ali estávamos nos sentimos tocados pelo espírito gregário do Jorge, pelo seu humor contagiante, pela sua abertura de espírito, pela sua curiosidade intelectual. Vamos mantê-lo bem vivo na memória, imaginando-o daqui por diante a tomar partido em todos os domínios da actualidade portuguesa, que ele acompanhava com manifesto interesse e sem nunca perder o espírito crítico  - o que é outro exemplo que também não será esquecido.

O passado nunca morre, nem sequer é passado.



6 comentários

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De Peço desculpa se mal pergunto a 22.11.2009 às 20:52

Agora que penso nisso, de há muitos, muitos anos que JF não aparecia na TV como analista/comentador político, para o que seria evidentemente pessoa qualificada (e nos tempos que correm vai lá tanta gente...)

Seria por vontade própria ou teriam receio da sua frontalidade?
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De Pedro Correia a 22.11.2009 às 22:20

Obviamente, pelo segundo motivo que sugere. Os comentadores que (lhes) interessam ou emanam da própria classe política, comentando em causa própria, ou são bloquistas - do bloco central. Há mesmo 'artistas' que conseguem, na mesma frase, elogiar simultaneamente o PS e o PSD. Ainda há dias ouvi um desses. É como usar cinto e suspensórios ao mesmo tempo: a segurança é total.
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De Cristina Ribeiro a 22.11.2009 às 20:54

Uma morte que me chocou, e nem o conhecia pessoalmente - imagino o que sentiu quem o conheceu.
Foi muito simpático quando, noutra caixa de comentários, agradeceu o elogio que fiz à eficiência da Editora onde comprara, via internet, o livro de JCD ( Blasfémias ). Não sabia que era sua...
E, depois, foi uma honra muito grande escrever a seu lado no Novo Rumo.
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De Pedro Correia a 22.11.2009 às 22:22

Ele revelava uma vocação cada vez maior pela actividade editorial, Cristina. E pela escrita, sempre.
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De Fátima Mégre a 22.11.2009 às 21:41

Também lá estive e só pensava, ao olhar os telhados e a nesga de Tejo que se vislumbrava, como o Jorge gostava da tranquilidade de Lisboa aos domingos. Beijo para ti, Pedro. Noite boa.
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De Pedro Correia a 22.11.2009 às 22:25

Não te vi, Fátima. A verdade é que havia muita gente: uns chegavam, outros partiam. É verdade: ele escrevia com frequência sobre os domingos em Lisboa.
Beijinho (e não desistas do blogue).

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