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E já chega disto.

por Tiago Moreira Ramalho, em 28.09.09

Concordo em parte com o Pedro Correia. Penso realmente que o PSD perdeu muito ao não ser minimamente representativo nas listas. O que se apresentou a eleições não foi o Partido Social Democrata, mas sim um terço do que ele é. E esse terço, por muito bom que fosse, e eu acho que era bastante melhor que o PS representado por José Sócrates, nunca conseguiria, sozinho, vencer as eleições legislativas.
Mas não foi, para mim, só esta questão das exclusões/inclusões mais que duvidosas a principal causa para a derrota. Foi toda a estratégia da campanha que falhou. Apelar ao voto negativo em relação ao PS, mostrando um quase desespero. Foi o descrédito, por vezes quase confrangedoramente evidente, por parte do próprio partido em relação ao projecto que apresentava – projecto esse que não merecia tal desconsideração. Foi a falta de capacidade de transmitir mensagens simples ao eleitorado, com ideias fortes de mudança. Foi o permanente uso de certos ideais «abstractos» – a verdade, a transparência, a credibilidade – sem que se complementasse isto com propostas concretas, inovadoras e minimamente inspiradoras.
Um partido ter como prioridade não a transformação do país, mas sim ter mais um voto que o outro é quase o mesmo que um grande clube jogar para o empate. Acabam sempre por perder.
 

E agora bola p'rá frente, que um bom cozinheiro faz a melhor omelete com os ovos que lhe dão.



4 comentários

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De Daniel João Santos a 28.09.2009 às 21:24

optimismo... olha, gostei.

Sim, agora é a hora do PSD provar que é um partido de autarquias e não de governo.
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De Pedro Correia a 29.09.2009 às 01:22

O PSD tem de ser mais, muito mais, do que um partido autárquico para poder ser uma peça central no nosso sistema político. Ter perdido quatro das últimas cinco eleições legislativas é um péssimo cartão de visita.
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De Espere por isso, espere... a 29.09.2009 às 09:30

A D. Manuela teve o seu momento de clarividência, mas foi fugaz. Foi quando não quis ser líder do PSD. Acabou por sê-lo contrariada, e após muita insistência dos seus mais conhecidos fãs: logo aí acabou-se o tal momento.

Desde o início que estava na cara que o tempo de ela ser primeira-ministra já tinha passado, se é que alguma vez passou.

Mas lá pelo Jamais jamais compreenderam isto.

Bola prá frente? Ontem já apareceram tantos lá da casa tão apressados, cada um a querer evidenciar-se feito carapau de corrida, que deu para perceber desde já que o espectáculo promete. Promete ser mau.
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De ...correcção... a 29.09.2009 às 11:56

... se é que alguma vez existiu...

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