Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O caso Liedson explicado aos meus filhos

por António Figueira, em 01.09.09

A lei estabelece as condições da atribuição da nacionalidade.
Quem as preenche e se torna português, torna-se um português igual a todos os mais.
A lei não distingue entre vários tipos de portugueses: somos todos iguais em direitos e deveres.
Pretender o contrário, seja a que pretexto for, é profundamente errado.
A todos os títulos.
 

Publicado igualmente aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)



17 comentários

Sem imagem de perfil

De jpt a 02.09.2009 às 00:06

"Com a verdade me enganas"
Sem imagem de perfil

De Coitados, ficam baralhadinhos de todo a 02.09.2009 às 08:11

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

TÍTULO III
Direitos e deveres económicos, sociais e culturais

CAPÍTULO I
Direitos e deveres económicos

Artigo 58.º
Direito ao trabalho

1. Todos têm direito ao trabalho.

Imagem de perfil

De João Távora a 02.09.2009 às 10:39

O António sugere que este assunto trata-se de simples burocracia. Assim acho que os meus filhos não irão perceber...
Imagem de perfil

De António Figueira a 02.09.2009 às 11:30

Burocracia: não escolheria a palavra, mas não me parece mal: a burocracia incarna a racionalidade administrativa, por oposição à discricionariedade (veja-se a propósito Max Weber).

Eu escolheria o império da lei, igual para todos; a lei portuguesa só conhece estrangeiros e portugueses, não conhece a existência de metecos.

Liedson é estrangeiro, Liedson não é seleccionável; Liedson é português, Liedson é seleccionável - parece-me fácil de entender.
Sem imagem de perfil

De jpt a 02.09.2009 às 13:17

Só pode ser um mero finca-pé do autor do post. Nem falo da diferença entre a extensão dos direitos de cidadania e a dos direitos de representação (Liedson nunca será PR por exemplo, para - presumo - desespero de António Figueira). Falo mesmo da óbvia comercialização dos direitos de cidadania para abrilhantar as selecções nacionais - uma coisa é uma justa política de integração política dos imigrantes (e/ou descendentes de portugueses) outra coisa é a profissionalização das selecções. Para este tipo de constituição já há os clubes de futebol (e outros desportos), que náo precisam de manipular a ficção nacionalista para legitimarem a sua actividade.
É uma mera questão de bom senso - pouco atreito a finca-pés
Imagem de perfil

De António Figueira a 02.09.2009 às 22:15

Que diferença é essa, desconhecida da ciência jurídica, entre "direitos de cidadania" e "direitos de representação"? Um português não-originário não poder ser eleito PR (tal como um português originário com menos de 35 anos, de resto)? O que é retira daí para o caso vertente? E quanto à "óbvia comercialização", quem é que decide que existe - a lei, geral e abstracta, igual para todos, ou o jpt, porque lhe parece? A lei liberta do arbítrio e os princípios não são finca-pés, são os fundamentos da civilidade, do civismo e da civilização.
Sem imagem de perfil

De jpt a 03.09.2009 às 21:28

1. é óbvia a condição transitária do "português originário com menos de 35 anos" que me parece ser totalmente descabido o apelo a esse argumento ( o tal finca-pé)
2. é óbvio o papel também simbólico (de representação) do PR - parcela que não é a menor do quadro de funções -, o que implica a distinção entre direitos de representação e de cidadania (que não surge codificada desse modo está implícita nas condicionalidades da sua eleição)
3. é óbvio (que parvoíce) que náo é o jpt que decide quem representa ou não
4. é interessante o ultra-liberalismo que aqui V. acena - isto é um mercado (de identidades), virtuoso, e os agentes devem nele fluir e fruir, livres de constrangimentos para bem próprio e, assim, bem-comum - qualquer semelhança com uma análise da estratégias e complexidades identitárias é mera pantomina
5. tenho que aceitar a sua opinião, a da total legitimidade de um organismo privado, neste caso a federaçáo de futebol, andar a colectar cidadãos estrangeiros para se tornarem portugueses no intuito de representarem profissionalmente o país, e assim apelar ao apoio patriótico (patrioteiro, no futebolismo nacional), e aos dividendos dele resultantes. Insisto, qualquer semelhança com a defesa de perspectivas e políticas de integração e de inclusão de imigrantes (e de luso-descendentes) é mera pantomina. À qual, recordo, acima chamei finca-pé.
Lamento, mas não me consigo explicar melhor. Sub-liberalismo o meu, decerto.
Sem imagem de perfil

De cr a 02.09.2009 às 10:48

A minha sugestão é: comecem por explicar aos vossos filhos o que é ser cidadão do Mundo.

Qual o papel e responsabilidade dos seres humanos enquanto passagem por este mundo, e deixem-se de palermices exacerbadas, foi pensando assim e explicando dessa forma paternal que o Hitler começou o conflito que tantas mortes provocou, essa nódoa negra na história da humanidade.

E os portugueses deveriam estar muitos caladinhos e pianinhos com os Liedson´s, basta lembrarem-se que uma altura houve em que aportaram por terras brasileiras, carregaram com negros de áfrica, escravatizaram, trocaram pulseirinhas artesanais por pepitas de ouro e quantas mais atrocidades.

O Liedson querer colocar o seu engenho e dedicação á " causa " portuguesa, só deve ser motivo de agradecimento, ou não?

isto está tudo invertido...se ele não sabe cantar o Hino, e daí? ou por acaso acham que os vossos filhos pequenos o sabem de cartilha?

Acho tudo isto ridiculo e odeio estes defensores apalermados que se acham gente, na sua pequenez.
Sem imagem de perfil

De jpt a 02.09.2009 às 13:11

Quando um tipo quer ser cidadão do mundo, e como tal se afirma maior que os da "pequenez que se acham gente", pode começar por aprender que as pepitas de ouro valem tanto como as "pulseirinhas artesanais" - que não eram nem pulseiras nem artesanato, já agora.

Depois, quando aprender algo para além de juntar letras, poderá vir falar da "pequenez alheia". Do alto da grandeza de colono neto de escravocratas
Sem imagem de perfil

De cr a 02.09.2009 às 14:27

Caro Sr.JPT

Deduzo que tenha ficado algo preocupado com as pulseirinhas, mas para bom entendedor... relativamente a aprender, acredite, ainda (espero) me estarão reservados alguns bons anos de aprendizagem, que também lhe digo é algo que muito prezo.
Se descendo de algum colono neto de escravocratas , é possivel , tal como você...(infelizmente não possuimos dados indicadores disso). Uma coisa sei, o facto de ser portuguesa não me faz sentir detentora de alguma supremacia sobre algo ou alguém, sou tanto como o rapaz por quem passei á pouco na rua, que estava a pedir á porta do café. Por conseguinte não me acho nada especial em relação ao Brasileiro e lamento que exista tanto complexo relativamente a essas diferenças.

No dia que você expirar pela última vez, vale tanto como o Liedson (que nessa altura nem as pernas lhe vão valer de nada)expliquem isso aos vossos filhos.

Por fim, não precisa de ficar tão nervoso por ouvir uma opinião diferente...embora eu reconheça que alguns temas me tiram do " sério " e me façam opinar com mais agressividade.

Sem rancor
CR
Sem imagem de perfil

De jpt a 02.09.2009 às 15:38

No dia em que eu expirar pela última vez valerei tanto como o Liedson. Agora valho bem menos, que ninguém pagará pelo meu "passe desportivo". A lenga-lenga do português colono, escravista, que impede os seus descendentes de opinarem sobre assuntos relativos a Portugal (ou à sua representação, desportiva ou outra) não causa nervoso, apenas enfado. As missangas eram industrialmente produzidas e trocadas por serem consideradas de valor (de troca e de uso), exactamente como o tal ouro, em lingote ou outra forma. Mera abstracção.
Sobre a minha ascendência não é grave assunto. Sou sportinguista, gosto (muito) do Liedson - mas se é para naturalizar jogadores À pressa para porem na selecção nacional então para isso já há o Sporting, o Benfica o Porto e até o Nacional, que não recorrem nem a campinos nem ao hino pátrio, contra os canhóes e isso. Nem provocam comentários cheios de culpabilidade histórica. Agressividade? A agressividade encontro-a em que se põe a botar sobre "a pequenez" daqueles que não andam a chorar as culpas da história do país. Só. E bastante
Sem imagem de perfil

De cr a 02.09.2009 às 17:00

JPT você é mesmo um chato.

Não é preciso chorar as culpas do país, é só preciso ter vergonha e consciência q.b. antes de abrir a boca e mandar para fora " postas de pescada " como diz o ditado popular.

Ou por acaso você acha que os alemães devem rir ás gargalhadas, do passado recente?

Mas pelo que percebi você interessa-lhe mesmo é discutir missangas...
Sem imagem de perfil

De jpt a 03.09.2009 às 21:32

1. com toda a certeza que o serei
2. "vergonha e consciência" de quê e a propósito de quê? da contratação de jogadores estrangeiros
3. quem a propósito de factos de hoje vem gemer as malevolências dos seus avoengos, em regime de total disparate, pode pelo menos conhecer a história. E não usá-la num registo de total ignorància - nem que a história seja a das missangas, das moedas.
Sem imagem de perfil

De Bom princípio, "vem na lei" a 02.09.2009 às 13:54

Quando futuramente tiver de explicar aos filhos, obviamente promissores advogados, comco é que os casais de homossexuais têm filhos, diga-lhes que é porque vem na lei.
Imagem de perfil

De António Figueira a 02.09.2009 às 22:07

Em princípio este comentário não mereceria resposta, de tão "à côté de la plaque" que ele é.

Só acho graça à sequência do "como" e do "porque" - uma subtil mistura entre fáctico e normativo que terá escapado a este defensor dos bons princípios.

Sem imagem de perfil

De Vem na lei a 03.09.2009 às 09:28

A mistura entre fáctico e normativo reside igualmente, parece-me, quando se diz que Liedson é português porque vem na lei.
Imagem de perfil

De António Figueira a 04.09.2009 às 08:27

Espreite a diferença entre de jure constituto e de jure condendo para perceber melhor a questão.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Pedro Nunes

    Já tinha saudades de ler os textos do Henrique.

  • Anónimo

    O Henrique devia ser leitura obrigatória. ;-) Obri...

  • Anónimo

    a sociedade citadina actual é coprofágica, vai mor...

  • Luis Lavoura

    Essa de querer comer somente peixe, por razoes amb...

  • Anónimo

    Salva qualquer um com magros resultados no balanço...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2008
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2007
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2006
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D