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Deitar os foguetes e apanhar as canas

por João Távora, em 24.08.09

Não entendo a razão "da festa" da senhora ministra: num país atrasado como o nosso, com os níveis de iliteracia que se lhe reconhecem, em que a função formadora e educativa do ensino público é a última das suas prioridades, segurar a todo o custo os alunos dentro do sistema só contribui para avolumar o seu descrédito. 

Sei bem por experiência em que género de actividades se ocupa grande parte dos alunos “difíceis” que frequentam programas especiais “de retenção”. Sei bem como a escola pública que não premeia o mérito, se pode tornar num eficaz veiculo promotor da irreverência gratuita e da irresponsabilidade. Por mim garanto-vos que farei tudo, mas tudo o que puder, para adiar tanto quanto me for possível a experiência do ensino oficial aos meus miúdos mais pequenos. 

 

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4 comentários

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De Miss Kin a 24.08.2009 às 19:32

A sério que tenho pena que o ensino público esteja assim, estudei sempre em escolas públicas e sempre me senti bem preparada e por bons profissionais, e vai ser com grande desgosto que quando tiver filhos, não os possa pôr numa escola pública, por ter medo de que saiam com menos hipóteses de sucesso que os seus pares vindos das escolas privadas.
Penso que mais do que a culpa dum ministério que facilita demasiado, a culpa reside nos pais que por falta de vontade, força ou ocasião, não dão aos filhos a educação de que precisam para saber estar em sociedade.
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De Anabela Sousa a 24.08.2009 às 20:27

Caro João Távora mas explique-me sinceramente, o que é que acha que a Ministra devia fazer? Penso que críticar é muito fácil mas depois ninguém tem propostas. Diga-me meu caro, se fosse Ministro da Educação o que faria?
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De João Távora a 25.08.2009 às 12:14

Cara Anabela: eu defendo um modelo mais liberal: o sistema de transitaria para um regime de "concessões de ensino" a entidades privadas ou IPSs, com o estado como exigente regulador. Nesse sistema existiriam escolas especiais para os alunos difíceis, com maior apoio pedagógico e terapêutico-comportamental num regime comunitário de responsabilidade partilhada (professores e alunos)... enfim: uma perspectiva muito diferente: uma carga de trabalhos.
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De Carlos a 25.08.2009 às 16:32

Criar escolas especiais para os alunos que têm mais dificuldades? Isso não é criar guetos ?
O que tem que ser feito é dar às escolas públicas, assim como a outras áreas, como a justiça, a administração interna, e outras funções nucleares do estado, meios materiais e humanos adequados e estratégias para um correcto desenvolvimento, que devem ser pensados por todos os partidos com um amplo acordo nacional, para que essas politicas perdurem no tempo e dêem frutos no futuro. A mim parece-me é que faz falta aos alunos, o que faz falta também aos partidos políticos e que são umas palmadas no rabo para que estes ponham sempre em primeiro lugar o bem do nosso povo em vez de guerrinhas que nos levam cada vez mais para o abismo. E o povo Português assiste a isto tudo impávido e sereno. Qualquer dia a coisa vai ter mesmo que mudar, quando estivermos suficientemente mal!

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