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A fatalidade ibérica

por António Figueira, em 31.07.09

Se as nações são, como queria Renan, um "plesbicito diário", então Portugal deverá ser entendido como uma manifestação da vontade política dos portugueses, que durará enquanto esta durar, e não como uma simples decorrência da geografia ou, sequer, da cultura, um fado de qualquer espécie. Neste entendimento de nação, o único que me parece compaginável com a liberdade, nós somos porque queremos ser, não porque simplesmente  sejamos ou tenhamos de ser. Acho por isso que tem toda a razão o autor deste artigo, que o DN albergou na sua edição de domingo passado: Portugal é um conceito político, a Ibéria é uma fatalidade geográfica, um acaso, um azar: por isso entre Portugal e Espanha deve haver relações luso-espanholas e nunca ibéricas. Jangadas de Pedra vão sempre ao fundo.

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1 comentário

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De Luís Naves a 31.07.2009 às 12:28

Não tem directamente a ver com o post, mas lembrei-me de uma coincidência engraçada: a Geórgia do Cáucaso tinha o nome antigo de Iberia, o que parece sublinhar a opinião do António, de que Ibéria é uma fatalidade geográfica, um acaso, um azar

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