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A fazer política

por Tiago Moreira Ramalho, em 10.07.09

As declarações de hoje de Vitor Constâncio foram inaceitáveis. Vir, na condição de governador do Banco de Portugal, cargo para o qual é nomeado pelo governo, atacar o Parlamento através da Comissão de Inquérito ao BPN não é uma boa prática democrática. A declaração, que se focou em acusar os deputados de estarem a fazer política com a comissão, não é mais que isso: fazer política. Vitor Constâncio, ex-Secretário-Geral do PS, não gostou de se ver fiscalizado pelo Parlamento. Vitor Constâncio não gostou que atacassem um relatório que foi um beijinho escrito da deputada Sónia Sanfona. Vitor Constâncio, o governador do Banco de Portugal, veio fazer hoje o que fez em todas e cada uma das audições. É impressionante que, depois de tanta azelhice no exercício das suas funções e depois destes comportamentos tão pouco dignos, Vitor Constâncio ainda se mantenha no cargo.



11 comentários

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De Manuel da Mata a 11.07.2009 às 00:10

Alto aí pára o baile! Comportamentos politicamente inaceitáveis não são propriamente indignidades.
Se vamos por aí, estamos mal. Indigno tem sido o comportamento de Dias Loureiro em todo o processo do BPN.
Chame-se azelha a Constâncio e negligente e medricas e tachista, etc., que bem merece estes epítetos todos.
Constâncio - olhe que eu não sou xuxa - foi tratado abaixo de cão. A comissão parlamentar, ainda que tenha feito bom trabalho tratou pior o supervisor negligente do que o ladrão contumaz. E isto é que é inaceitável.
Acentuar a falha de supervisão e quase esquecer a ladroagem é inadmissível.
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De Tiago Moreira Ramalho a 11.07.2009 às 09:33

Falamos de política, Manuel. Para os deputados, aquilo que mais importa são as consequências políticas a retirar de todo este problema. Uma delas é o rumo da regulação, que suponho que nenhum deles seja contra. O Dias Loureiro é para o tribunal. Para o futuro trabalho daqueles deputados e dos outros, fica corrigir as falhas da regulação e fica o desejo de um melhor governador.
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De clara a 11.07.2009 às 07:24

O Governador tem o direito de exprimir as suas opiniões, tal como alguns deputados o fizeram. Estamos num país livre, sabe? O Governador só pode ser demitido pelo Banco Central. Portanto, desistam.
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De Tiago Moreira Ramalho a 11.07.2009 às 09:34

Clara,

Eu não estou a concorrer para nada, portanto não vejo a necessidade de desistência. Para além disso, o Governador, quando fala nessa condição - e foi o que ele fez - tem de ter tento na lingua. Seja do PS ou seja do PNR. Entendidos?
Isto não tem nada a ver com o PS. Portanto, desista.
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De Clara França Martins a 11.07.2009 às 16:15

O governador é livre de criticar a Comissão de Inquérito e os deputados, da mesma forma que estes, livremente e subjectivamente, o criticaram a ele. E o que é que isso tem a ver com o PS? E desisto de quê?
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De Tiago Moreira Ramalho a 11.07.2009 às 16:22

Não, o Governador não é livre de dizer o que quer sobre a Comissão de Inquérito do Parlamento. Era o que faltava um titular de um cargo político vir criticar a mais alta instância do poder de forma gratuita.
Quanto ao PS e à desistência, suponho-a inteligente o suficiente para perceber. Mas dou-lhe uma pista: olhe para o «portanto, desistam» que me mandou.
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De Clara França Martins a 11.07.2009 às 18:52

O Parlamento não é "a mais alta instância do poder". Esse é o papel do PR. E qualquer instância do poder pode se criticada, mesmo o póprio PR. E pode ser criticada pelo Gov. do BdP, pelo PGR (que várias vezes critica as instâncias do poder), etc, etc. O Gov. sentiu-se injustamente atingido e reagiu. Está no seu direito.
O "Portanto desistam" referia-se obviamente ao desejo de que o Gov. saia. Desistam, porque ele já disse que não se demite e porque só o Banco Central o pode fazer.
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De Manuel Leão a 12.07.2009 às 12:28

Clara:

Desculpe este tratamento, porque não sei se a hei-de tratar por Senhora ou por Menina. Todavia, dada a precipitação que emana das suas palavras, inclino-me mais para que a segunda hipótese seja a mais ajustada.
Seja, portanto,
Menina Clara:

Atente bem naquilo que escreveu: "O Governador só pode ser demitido pelo Banco Central. Portanto, desistam".

"Portanto desistam"?
Se tivesse usado de prudência, na hora de manifestar esse triunfalismo, deveria ter-se lembrado de que mais fortes foram outros castelos e eles caíram. Se as coisas fossem assim tão simples, provavelmente, nem a menina nem eu estaríamos aqui a escrever sobre isto.
Uma coisa é para mim clara: Quer a razão da força dos votos do PS, na comissão, quer os acordes maviosos das sanfonas partidárias, não conseguem iludir aquilo que toda a gente, com dois dedos de testa, percebeu: O que foi apurado não tem nada a ver com o que foi votado. E isso poderá servir muitos interesses, mas não o interesse da democracia.
A actuação do responsável pela regulação foi legitimamente escrutinada pela Assembleia da República, numa das mais importantes contribuições para credibilizar uma das suas prerrogativas. O senhor governador não gostou e veio de peito feito, a posteriori, mostrar arrogância como complemento da impaciência que denotara nalgumas fases da audição. Fez mal.

Quanto à interrogação que fez, isto é, “E o que é que isso tem a ver com o PS?"
Respondo: O PS não fica bem na fotografia. Porque ninguém vai acreditar que ele, governador, fez aquelas declarações – e com o aparato com que as fez – à revelia do PS.
Pode insistir quantas vezes quiser, Clara, porque a "vitória" do governador foi uma vitória de Pirro para o PS. Seria, até, interessante que fosse feita uma sondagem para avaliar o impacto dessa atitude nas intenções de voto para as próximas eleições. Mas sobre isso preocupe-se quem se tem de preocupar.
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De Peter a 11.07.2009 às 10:06

Estou de acordo com o tiago, maltratado!? Lá está a típica vitimização de quem fecha os olhos á criminalidade económica.Mas nada acontece a esta gente, como diria o outro são "intocáveis".
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De Amêijoa Fresca a 11.07.2009 às 11:27

A ingratidão pestilenta
de gente tão dourada,
ataca de forma purulenta
sem ser mascarada!

É tal a anestesia
com laivos de arrogância,
esta abjecta hipocrisia
fede a ignóbil extravagância!

É descomunal a hipocrisia
de quem anda adormecido,
com tanta e letal anestesia
que mais parece desvanecido!
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De Manuel da Mata a 11.07.2009 às 20:18

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOh!!!, se estes supervisores abrissem os olhos à criminalidade económica... Dias Loureiro não teria sido conselheiro de Estado e outros... cala-te boca!

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