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Asfixia

por Tiago Moreira Ramalho, em 18.06.09

A falta de partidos políticos em Portugal e a substituição destes por clubes de amigos que de vez em quando pedem meia dúzia de votos para ganhar uns chavos no Parlamento leva a que as pobres almas acabem por ficar sem saber o que defender. A prole tem de um lado gente sem princípios e do outro gente igual. Assim escolhe o mais bonito, ou o que andou lá na escola, ou o que até manda umas piadas nos debates quinzenais. Só assim se explica que haja gente que defende de forma aguerrida, e sem contestar ou sequer duvidar de um cêntimo que seja, os investimentos públicos avaliados em cerca de trinta mil milhões de euros no total que José Sócrates quer fazer e condene os outros investimentos públicos feitos pelos outros governos, com valores trinta vezes menores. São estas fintas, estes double-thinkings como chamaria o génio, que fazem com que a democracia portuguesa fique cada vez mais asfixiante.

 

P.S.: Já agora, vale a pena dizê-lo, também acho absurda a compra desses submarinos.



4 comentários

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De l.rodrigues a 18.06.2009 às 12:16

Não me parece uma comparação honesta, caro Tiago.
Que eu saiba, Portugal não produz submarinos e a sua compra não tem qualquer efeito multiplicador. Da sua compra não vem nenhum estímulo económico para o país. Tirando talvez as oficinas de manutenção.
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De Tiago Moreira Ramalho a 18.06.2009 às 13:04

Portugal também não produz TGV, são produzidos na França ou na Alemanha.

Não foi o Luís que há uns tempos me disse que o investimento dos EUA na guerra do Iraque era o que estava a fazer o país subsistir? Que sem o investimento na guerra a coisa era pior?
Se formos fazer uma análise como as que estão a ser feitas sobre o TGV, análises que não considero minimamente produtivas, os submarinos obrigam a que se contrate quem os cuide, obrigam à construção de infra-estruturas que os guardem... etc, etc, etc...
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De l.rodrigues a 18.06.2009 às 15:07

Portugal não faz TGV, mas as linhas serão construídas cá, as carruagens mantidas cá, como diz, e todos os portugueses poderiam usar, se os preços forem competitivos.

Não estou a defender que seja o melhor investimento do mundo. Mas não creio que seja comparável aos submarinos.

Penso que um melhor pacote de investimento público poderia ser aplicado em infraestruturas urbanas, restauro de imobiliário degradado no centro das principais cidades, transportes públicos, eficiência energética de edificios, rede eléctrica e de água, etc.
Em vez de passar cheques chorudos a meia dúzia de empreiteiros, que são sempre os mesmo, poderia ser este investimento muito mais disseminado e por actividades mais intensivas em mão de obra, criando mais emprego e estimulando pequenas e médias empresas. Por exemplo.

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De Tiago Moreira Ramalho a 18.06.2009 às 18:33

Isso, curiosamente, é uma proposta tanto do BE como do PSD.

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