Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Não estou agora preocupado com José Sócrates, com Dias Loureiro ou com Lopes da Mota. O que me preocupa é uma mentalidade mesquinha que está profundamente enraizada na sociedade portuguesa: a ideia de que qualquer pessoa que denuncie uma possível infracção da lei é um «bufo». A utilização do termo é despropositada, mas não é inocente. Quem o utiliza sabe muito bem o que está a fazer: está a apelar à memória de um passado negro do nosso país para levar a sua avante. Denunciar uma má prática por parte de um político, de um dirigente público, não é «bufar», não é negativo. É do mais saudável que pode haver para que não haja o sentimento de que fica tudo no segredo dos deuses, tudo «encoberto». Uma democracia é tanto melhor quanto mais escrutinados forem os seus políticos. Não defendo a demissão de indivíduos a exercer cargos públicos apenas por estarem envolvidos em processos judiciais. A presunção de inocência não pode funcionar apenas quando nos convém. No entanto, não abro mão da denúncia de casos de corrupção e não acho admissível que se venha com o discurso dos bufos, como faz a Ana Gomes e subscreve o Carlos Barbosa Oliveira, apenas porque não nos convém a denúncia em questão.
Na imagem: um Bufo Real.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
Tem razão Puseram lá o Mosteiro Santa Clara anteon...
O Estado não sabe gerir território. Deixem o merca...
Se eu quiser saber sevas alterações climáticas são...
Em Coimbra sempre houve cheias. É por isso que cha...
Metade do mundo diz que sim e a outra que não A Co...