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O partido que nunca existiu

por Pedro Correia, em 22.05.06
Um dos maiores absurdos que perduram na política portuguesa é o chamado partido “Os Verdes”, que até forma grupo parlamentar. Este partido nunca concorreu isolado a nenhum escrutínio, desconhecendo-se por completo a sua força eleitoral. Durante mais de 20 anos, limitou-se a parasitar o Partido Comunista, surgindo aos olhos dos portugueses como um mero apêndice do PCP. Um apêndice que nem chega a contar para efeitos aritméticos, pois as cruzinhas recolhidas nos boletins pela CDU (PCP+"Os Verdes”) são sempre consideradas “votos comunistas” em todas as análises eleitorais. No próprio PCP, passada a moda “ecológica” dos anos 80 que levou Álvaro Cunhal a inventar “Os Verdes”, não falta hoje quem considere um mau negócio a manutenção desta “aliança” com coisa nenhuma, que serve apenas para roubar sempre dois deputados ao grupo parlamentar comunista. Vai sendo tempo de alterar a lei portuguesa para impedir que partidos-fantasma como este concorram a sucessivas eleições à boleia de outros partidos, imitando filhotes de canguru na bolsa marsupial da mãe, sem jamais se atreverem a enfrentar sozinhos o teste das urnas. Teria piada saber quantas dúzias de votos “Os Verdes” recolheriam sem os vermelhos...

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11 comentários

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De MB a 23.05.2006 às 18:52

Concordo. Tal como já falámos várias vezes no Parlamento, os Verdes são a maior fraude eleitoral da democracia.
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De Pedro Correia a 23.05.2006 às 12:51

Agradeço a reflexão de todos os leitores, a começar por aqueles que discordam de mim. Assim vale a pena debater. Noto só que o meu ponto exclusivo era este: como é possível, em 20 anos de eleições democráticas, haver um partido com representação parlamentar que nunca se tenha apresentado uma só vez isoladamente em nenhum escrutínio? É, no mínimo, um caso estranho.
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De ni a 23.05.2006 às 12:15

na anterior apereço como anonimous em vez de NI.
Luís Humberto Teixeira meteu-se pelo caminho, com justificações que também fazem sentido
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De Anónimo a 23.05.2006 às 12:13

Caro JD, para já não tenho partido, mas, mesmo naqueles das minhas simpatias, acho que isso é absolutamente um problema deles, e de mais ninguém. eles é que sabem as linhas com que se querem coser. Nada simpatizo com o PSD, mas nada tenho a dizer acerca da ideia do PSD dar lugares aos PPM e MPT. é problema que apenas interessa aos militantes do PSD e, e aos seus eventuais eleitores. é para isso que há eleições: para que as pessoas possam escolher com base no cardápio disponível. e se um militante ou eleitor achar isso grave, não vota. Nem no PCP, nem no PEV, nem na ID (que parece que ainda lá está), nem no PSD, nem no PPM, nem no MPT, nem no PS ou nos seus católicos indepentes. organização interna, só.
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De Luís Humberto Teixeira a 23.05.2006 às 12:06

Desculpem lá o testamento que se segue, mas esta discussão fez-me pensar em alguns aspectos que ainda não foram aqui abordados.

Em relação à questão da compartimentação dos votos... o que achou o JP do PS ter dado lugares ao Movimento Humanismo e Democracia, composto por ex-militantes do CDS?

Ou de figuras do MPT e do PPM terem sido eleitas nas listas do PSD?

Ou até de elementos da Renovação Comunista terem entrado na AR pelas listas do Bloco de Esquerda?

A diferença entre a CDU e os casos acima referidos é a menor publicidade das restantes coligações e o facto do PEV ser o único dos partidos mais pequenos que tem direito a um grupo parlamentar, devido ao tipo de acordo que fez. Será que esta maior transparência deve ser alvo de crítica? Ou será que deveria ser ao contrário?


Além disso, a Coligação Democrática Unitária existe porque interessa tanto ao PEV como ao PCP, e possivelmente em doses iguais.
O PCP só concorreu sozinho em 1975 e desde então tem usado uma lógica frentista em eleições, com o objectivo de maximizar os votos e melhor se adequar ao sistema eleitoral em vigor.

A juntar a isto, creio que também haverá uma justificação ligada ao símbolo partidário. Já pensaram no que seria um boletim de voto com os símbolos do PCP e do PCTP/MRPP, que apenas têm uma diferença no grau de inclinação, apesar da lei eleitoral proibir símbolos que se confundam facilmente?
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De jp a 23.05.2006 às 09:40

Ainda assim acho que o Pedro Correia tem razão. Devemos ser nós, o eleitorado, a compartimentar os votos e não os partidos a compartimentá-los.
O que acharia "ni" se o seu partido cedesse dois lugares no parlamento ao PCP ou ao CDS consoante o que se posicionar mais longe?
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De ni a 23.05.2006 às 00:34

Ponto 1. Confesso que também tenho duvidas, quanto à eficácia e interesse da presença d'Os Verdes, na CDU, mas estranho que Pedro Correia, que não gosta do PCP e não o esconde nem nas notícias, se interesse pela perda de deputados comunistas em detrimento d'Os Verdes. Há carinhos que não se entendem. Se os dois partidos entendem que se devem aliar, qual o motivo pelo qual alguém de fora se preocupa com isso?
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De Sofia Loureiro dos Santos a 22.05.2006 às 21:23

E não se pode exterminá-los? Bastava que fossem a votos!
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De daltónico a 22.05.2006 às 18:38

O que está essa melancia aí a fazer???
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De Anónimo a 22.05.2006 às 17:48

Bem precísávamos em Portugal de um partido verdadeiramente ecologista.

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