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Os últimos números de sondagens foram acompanhados de comentários de políticos veteranos (Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sampaio) sobre as vantagens de um possível Bloco Central, com eventual governo de coligação, acordo parlamentar ou até governo minoritário com acordo limitado ao orçamento. Creio que os dados apontam mesmo para um Bloco Central incapaz de resolver a profunda crise dos partidos e desta república.
O facto é que o eleitorado não confia nem no governo nem na oposição. O país está em dificuldades económicas, não haverá maioria absoluta e não se vislumbra outra coligação viável: com a pequenez do CDS, a única que somava número suficiente de deputados seria PS-BE, mas isso implicaria uma insustentável alteração de políticas.
Em Margens de Erro, ao analisar as últimas sondagens da Universidade Católica, Pedro Magalhães faz uma interessante observação que contraria a ideia do voto de punição nas europeias. O comentário deste perito é excelente e recomendo a sua leitura aqui.
Ao ler os números, fiquei perplexo com a quantidade de pessoas que dizem não votar, não saber ou que recusam responder à pergunta sobre em quem votariam. Ao todo, 46% do eleitorado, quase metade, o que me parece representar um elevadíssimo número de indecisos, embora não se vislumbre a quantidade exacta. A soma PS-PSD está enorme (75%). Pedro Magalhães esclarece a questão, mas não é demasiado convincente, pois em eleições legislativas esta soma tem descido, à excepção da maioria absoluta, que desta vez não se confirma. Será que houve uma mudança, por causa da crise?
A confirmarem-se os valores, a política nacional estaria bem diferente da tendência. O PSD ocupou a direita, Bloco e PC somam 19%, o que mostra fortes perdas do PS à esquerda. Os socialistas ocuparam o centro e perdem muito pouco para o PSD nessa luta pelos votos centristas. A prazo, isto parece ser péssimo para o PS, pois perder os votos do meio será muito mais fácil do que recuperar os da esquerda.
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