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Eu faço o favor

por Tiago Moreira Ramalho, em 21.03.09

O Vital Moreira pede que lhe expliquem por que motivo não é obrigatória a prescrição de genéricos no Sistema Nacional de Saúde. Eu faço o favor de lhe explicar. É que o Estado não pode assumir preferências por marcas de produtos. Para compras do Estado, o que se faz é procurar o mais barato, sim. Para recomendações aos particulares, o máximo que o Estado pode fazer é permitir que se compre mais barato, mas nunca obrigar. Aliás, isso seria um tremendo ataque aos laboratórios que fabricam medicamentos não-genéricos.

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12 comentários

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De Luis Melo a 21.03.2009 às 11:36

Nem parece uma pergunta - de tão estúpida que é - de Vital Moreira... ou será que ele virou novamente tudo á esquerda? é que parece uma ideia de comuna...
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De fernando antolin a 21.03.2009 às 12:32

Havendo genéricos e sendo estes de eficácia comprovada,não vejo problema em serem receitados no SNS.Poupa o Estado e o utente.Julgo que países como o Reino Unido,Finlândia,Canadá e outros,o fazem sem que isso ponha em causa quaisquer direitos.
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De Tiago Moreira Ramalho a 21.03.2009 às 12:48

Eu não me oponho à venda de genéricos. Não foi isso que escrevi. O que eu considero absurdo é que o Estado obrigue os utentes do SNS a comprar genéricos. Se os genéricos são equivalentes aos produtos de marca, então, o que se deve fazer é permitir ao utente a escolha, nunca obrigá-lo a comprar genéricos...
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De fernando antolin a 21.03.2009 às 13:19

Claro que o utente deve ter essa liberdade e não duvido que,em igualdade de eficácia dos produtos em causa,preferirá o genérico por ser (geralmente) mais barato.O que acontece é que a maioria dos nossos médicos,dentro do SNS e usando impressos do mesmo,receitam pela marca comercial e não pelo princípio activo.Não sei se fazem melhor e assim zelam por nós,melhor do que os colegas doutros Países que seguem exactamente o oposto.Sei é que pagamos quase sempre mais caro.Sei também que a indústria farmacêutica tem uma enorme influência em tudo isto,com a "informação médica" nos hospitais e consultórios,centros de saúde etc.Foi aliás um dos assuntos em que creio que o Governo fez qualquer coisita de início,quanto a genéricos,mas depois foi el dulce olvido...
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De M.Loureiro a 21.03.2009 às 18:48

O que me parece estúpido é não se ter percebido o que Vital Moreira perguntou. Pergunta aliás bastante lógica e que ia no sentido da defesa da liberdade de escolha dos utentes.
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De Tiago Moreira Ramalho a 21.03.2009 às 18:56

O que me parece estúpido é não perceber que

«Continuo sem compreender porque é que não é "obrigatória a prescrição de genéricos no SNS."» (as aspas servem para evidenciar o que no post original está a bold, que os comentários aqui não permitem html)

significa exactamente isto, obrigar a prescrição de genéricos no SNS. Mas pronto...
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De JMG a 21.03.2009 às 20:50

Pergunta leiga: Mas a compartipação do Estado não é uma percentagem do custo do medicamento, variável consoante a tipologia da doença? Então, como contribuinte, não me é indiferente que os médicos receitem o medicamento caro ou o barato. E, se a mecânica é esta, como julgo ser, é óbvio que nem os médicos nem os doentes têm o direito de gastar desnecessàriamente o meu dinheiro.
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De Tiago Moreira Ramalho a 22.03.2009 às 00:29

Isso vai contra toda a lógica do SNS. O SNS pressupõe um "dar sem exigências" - motivo pelo qual me oponho a ele. Se o Estado Social é assim tão catita, não podemos exigir que os outros poupem "o nosso dinheiro".
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De M. Loureiro a 22.03.2009 às 16:19

Naturalmente estou estou enganado, mas a obrigatoriedade de prescrever o genérico não obriga o utente a aceitá-lo mas sim o de o preferir ao medicamento de marca. A obrigatoriedade é a do médico sempre indicar o genérico. Se não é esta a ideia, calo-me já.
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De JMG a 23.03.2009 às 00:44

O SNS pressupõe um "dar sem exigências"

Em que é que filia uma tal afirmação? Que eu saiba, nos termos legais, o SNS é universal e tendencialmente gratuito, mas isto não é a mesma coisa que "dar sem exigências". Discordo da universalidade e da arquitectura do sistema, mas não é isso que está aqui em questão. Creio que é possível discordar de um sistema no seu conjunto, mas mesmo assim criticar a sua coerência interna.
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De Tiago Moreira Ramalho a 23.03.2009 às 07:53

Vou tentar explicar a minha afirmação, que, admito, pode parecer à primeira vista errada.

O pressuposto do SNS é que todos contribuem para que todos possam usar conforme as suas necessidades. Ora, em "economês", as necessidades são ilimitadas, logol, haverá gente a utilizar o SNS com um conjunto de necessidades enorme (mesmo que não sejam necessidades básicas) e o próprio SNS, pelos pressupostos na sua génese, não lhes pode (poderia) negar tratamento. Foi por isto que escrevi ha algum tempo que o SNS tem um funcionamento economicamente impossível.

Agora, a verdade é que não podemos exigir que se comprem medicamentos mais baratos apenas porque os contribuintes pagam menos: isso não é um argumento válido, porque, no limite, poderíamos exigir aos doentes que utilizassem o serviço menos vezes ou se moderassem (mas sem taxas) na utilização dos serviços mais dispendiosos.

Atenção que eu considero que os utentes têm o DIREITO de poder optar por genéricos. Mas isso não pode constituir, nunca, uma OBRIGAÇÃO.

Cumprimentos
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De dutilleul a 23.03.2009 às 20:49

Nem mais!

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