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Nacionalismo económico

por Tiago Moreira Ramalho, em 28.12.08

O Michael Seufert chamou a atenção para uma manobra tudo menos habitual. Da absurda ajuda ao sistema financeiro que se vai fazendo na América já todos temos conhecimento. O que acontece é que, para não serem uns filhos e outros reles enteados, outros sectores vêm também pedir qualquer coisinha em nome do Senhor. É o caso da General Motors que anda a cair aos bocados por ter a concorrência feroz do resto da tríade. Sem ter capacidade para se colocar de novo de pé, a menina dos olhos de ouro do Tio Sam pediu então uma fatia das ajudas que o generoso povo americano está a dar à economia. Quem pode decidir decidiu que não ia ajudar e, então, a GM faz um quase truque de magia daqueles que a SIC desmonta: cria um banco a partir do seu "financial arm" (não encontro expressão em português) de modo a aproveitar uns quantos biliões. Toda a gente sabe ser incorrecto. Ninguém vai fazer nada, simplesmente porque a América sem a GM não tem o mesmo sabor. E viva o nacionalismo económico.



3 comentários

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De l.rodrigues a 28.12.2008 às 22:36

E então?
A queda de uma corporação como a GM representa o desemprego imediato para alguns milhões de americanos.
Americanos, não chineses ou japoneses.
Logo é uma queda com custos sociais e politicos nacionais importantes. A economia é nacionalista, porque a politica é nacional. Parece-me simples.
O que não faz sentido é achar que a economia não tem que ver com paises, cidades ou pessoas concretas.
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De Tiago Moreira Ramalho a 29.12.2008 às 00:17

L. Rodrigues,

Em primeiro lugar, a questão do desemprego. É óbvio que, caso se fizesse o que estava certo e se deixasse ir à falência quem tinha de ir à falência, haveria milhões de desempregados. Mas tenho plena consciência que 700 000 000 000 de dólares americanos iriam servir perfeitamente para pagar os subsídios de desemprego. Isto parece tonto, eu sei. Mas a questão é que, ao fazer-se isto, o mercado iria ficar "purgado" e poderiam nascer novas pequenas empresas que tornassem o mercado um pouco mais próximo daquilo que se ambiciona: a concorrência perfeita.

Em segundo lugar. Eu não digo que a economia não tem que ver com países, cidades ou pessoas concretas. O que eu acho absurdo é que a Nokia seja a bandeira Finlandesa, e que o povo finlandês faça tudo para salvar essa empresa, por fazer parte da cultura (?). Empresas são empresas e não é propriamente natural nutrir sentimentos por uma entidade. Imagine-se alguém apaixonado pelo Sistema Judicial (OK, bem sei que é uma comparação má, ninguém poderia nunca estar apaixonado pelo Sistema Judicial, pelo menos pelo português). Mas basicamente é isto caro L. Rodrigues, se a América deixasse de pensar a curto-prazo e a prazo-eleitoral, se calhar as coisas far-se-iam muito melhor.

Cumprimentos
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De l.rodrigues a 29.12.2008 às 02:57

As empresas são como os charutos. Só por vezes são apenas charutos.

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