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Esquerda cada vez mais extrema

por Pedro Correia, em 19.12.08

Progressivamente acantonado à extrema-esquerda, esquecendo as precauções do próprio Álvaro Cunhal nesta matéria, o PCP sonha com a insurreição da rua para derrubar as instituições burguesas. Veja-se o editorial desta semana do Avante!, cada vez menos órgão central do partido, cada vez mais órgão de facção: não se vislumbra uma só referência à actuação dos comunistas no plano parlamentar, mas sobram as alusões à "luta de massas" e à classe operária, reproduzindo no Portugal de 2008 o quadro político-social da Petrogrado de 1917.

"É aí, nas empresas e locais de trabalho – portanto na ligação do Partido à classe operária e aos restantes trabalhadores – que se situa a fonte de força essencial do Partido. É aí, por isso, que deve centrar-se a nossa atenção prioritária e que devem incidir os nossos esforços essenciais", lê-se neste editorial. Gostaria muito de saber se figuras bem conhecidas do PCP, daquelas que surgem diariamente nas televisões, como os deputados Honório Novo e António Filipe, o ex-líder parlamentar Octávio Teixeira ou o vereador portuense Rui Sá, se revêem neste palavreado de partido sindical que pretende impor as suas teses à margem do quadro institucional, preconizando "a intensificação e o alargamento da luta de massas", como se vivêssemos em mil novecentos e troca-o-passo e o presidente do Conselho de Ministros se chamasse António de Oliveira Salazar. Só falta mesmo uma réplica da múmia de Lenine a presidir às reuniões de estratégia política na Rua Soeiro Pereira Gomes.

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35 comentários

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De Tiago Moreira Ramalho a 19.12.2008 às 21:35

E o mais assustador é que, apesar de tudo isso, continuam a subir nas sondagens.
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De J.C. a 19.12.2008 às 23:06

E o Peter? O que é que o Peter diz disto?
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De Peter a 19.12.2008 às 23:09

Mas o P.C.P existe é mesmo para isso. E que eu saiba não é ilegal ou será que o meu caro Pedro queria que as luta de massas fossem ilegais? Afinal que democrata é o Pedro? Quanto á actuação parlamentar ela é nem mais nem menos do que o prolongamento da luta de massas. Mas entendo-o bem, no fundo não queria era que os trabalhadores se organizassem e lutassem pelos seus direitos e reinvidicações que são mais do que justos. Queria tudo sossegadinho, apático e conformista obedecendo a tudo o que lhes fosse imposto. Meu caro Pedro quem pensava assim era esse professor de Economia que referiu.
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De Tiago Moreira Ramalho a 20.12.2008 às 00:19

Não sei que democrata é o Pedro, ele o dirá. Mas eu pessoalmente sou daqueles democratas que não gostam que partidos que defendem modelos totalitários façam parte do Parlamento. Paradoxal? Nada disso. Eu defendo os valores da democracia e da liberdade e tomo-os como inabaláveis e incontestáveis, no mesmo plano do direito à vida, do direito à dignidade e tomo aqueles que os colocam em causa no plano do inumano. O PCP que se vangloria de ter feito a Revolução da Liberdade, vive desde 74 com o aperto no peito de ter visto frustrada a sua tentativa de copiar a Cuba de Fidel e isto diz tudo sobre a natureza do partido.
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De Peter a 20.12.2008 às 12:01

Meu caro Tiago se o P.C.P está no parlamento é porque existem compatriotas seus que votam nele quer queira quer não e o sr. pode não concordar mas tem que respeitar, porque eu tb não concordo com muita coisa mas tenho que respeitar porque foi assim que os meus compatriotas decidiram.Portanto meu amigo reveja os seus conceitos de democracia porque a julgar pela sua conversa estão caducados. E se há partido que lutou para haver parlamento e liberdade neste país foi o P.C.P ao contrário de outros que nasceram das cinzas da União Nacional, e como o sr.sabe este último sim era um partido totalitário. Copiar Cuba!? Tiago o P.C.P não faz cópias, as cópias são sempre pior que os originais, o P.C.P tem o seu próprio modelo.
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De Tiago Moreira Ramalho a 20.12.2008 às 14:33

Pior cego é aquele que não quer ver, e por isso respondo-lhe um apaziguador "Está bem".

Cumprimentos
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De Peter a 20.12.2008 às 19:29

Faço das suas palavras minhas.

P.S. - Até amanhã camarada.
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De Tiago Moreira Ramalho a 20.12.2008 às 19:40

Apreciei especialmente o P.S., significa que voltará. Resta-me dizer-lhe que será, da minha parte, muito benvindo. É sempre bom quando há alguém que seja tão teimoso quanto nós, faz bem ao exercício da retórica.

Já agora, assim um problemazinho que gostaria de lhe colocar. O Peter disse que sou pouco democrático por achar que não deveria haver comunistas no Parlamento. Então, tem de admitir que toda a sociedade portuguesa tem um grande défice democrático por não permitir a existência de partidos do pólo oposto ao seu... São questões que me vêm à cabeça em situações como esta...

Cumprimentos
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De Peter a 20.12.2008 às 21:08

O meu caro está equivocado. O P.N.R é um partido fascista e está enquadrado e legalizado porque senão não poderia concorrer a eleições. Logo o sistema democrático português permite a existência de partidos ideològicamente opostos ao meu. Se me colocasse a seguinte questão: Porque é que a sociedade portuguesa é ainda assim mais tolerante apesar de tudo com os comunistas do que com os fascistas? A resposta seria simples - É que se não fossem os comunistas a resistir e a combater o fascismo, provávelmente a ditadura teria durado mais umas décadas. E o povo português mesmo não votando no P.C.P sabe disso. Aliás a não presença do P.C.P no Parlamento como o meu caro defende seria 1 retrocesso enorme na democracia portuguesa, e voltaríamos com certeza a esses tempos. O povo português tb sabe que os comunistas defendem os mais fracos, os pobres e mais desfavorecidos, já o fascismo acima de tudo além de nos negar a liberdade servia os interesses dos grupos económicos. Curiosamente o P.S. o P.S.D e o P.P. acima de tudo tb servem os interesses dos grupos económicos. O meu caro não acha isto estranho?
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De Anónimo a 20.12.2008 às 20:12

"(...) se há partido que lutou para haver parlamento e liberdade neste país foi o P.C.P (...)".

E a declaração do Cunhal à Oriana Falacci de que jamais haveria neste País uma democracia parlamentar?
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De Peter a 20.12.2008 às 21:10

Meu caro isso não foi o Àlvaro Cunhal que disse, provavélmente foi um anónimo que se fez passar por ele.
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De nuno granja a 20.12.2008 às 01:59

grande Peter

ao contrário da Manuela Ferreira Leite nunca nos desiludes
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De Peter a 20.12.2008 às 11:42

Muito obrigado meu caro Nuno.
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 02:40

Caro Peter, você acha que eu gostaria de tudo conformadinho e acomodado? Nada disso. O PCP é que gosta de ter assim os militantes. Por isso há tantos - vários milhares - que nos últimos anos têm saído do partido, batendo com a porta, por absoluta falta de debate interno. Um dia destes falarei sobre as figuras destacadas do partido que têm cortado com ele. Não admira que em muitas sondagens o PCP já seja ultrapassado pelo BE. A falta de liberdade tem um preço.
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De Peter a 20.12.2008 às 12:38

Olhe que não Pedro, ao contrário do que diz no P.C.P há muito debate interno simplesmente esse debate não é feito na Praça Pública é feito na sua intimidade. E como democratas que somos as decisões que são tomadas espelham a opinião da maioria. Claro que existem sempre pessoas que lhes faz confusão isso e nunca aceitam a derrota daquilo que proposeram, mas meu caro a democracia é mesmo isto eu tb não gosto de ver o PS/PSD ou PP no Governo mas tenho que aceitar porque os portugueses assim o quiseram.
É verdade alguns têm saído e integrado até Governos do PS e do PSD o que não deixa de ser estranho para quem se afirmava tão comunista. Porque uma coisa é discordar da linha que o Partido segue outra coisa é dar voltas de 180º. Bem mas caro Pedro muitos saíram mas tb muitos entraram e ainda há aqueles que com medo de ter represálias no seu posto de trabalho limitam-se apenas a votar quando podiam ter um papel mais activo no Partido. Quanto às sondagens de que fala é a repetição da cassete dos últimos anos em que o BE tem sempre mais votos que o P.C.P só que depois o P.C.P fica sempre à sua frente. Uma coisa é certa a comunicação social tem feito um grande esforço, digno das grandes campanhas de marketing para que isso aconteça (logo aí se vê mais uma vez os isentos que são). Utilizando a linguagem futebolística "têm sido levados ao colo", porque na realidade como o P.C.P é que é a verdadeira alternativa à vergonha que este país se tornou há uns anos a esta parte, há que investir num partido da sua área de influência. Olhe assim como o Carlucci fez com o Mário Soares em 74. lembra-se?

P.S.- Faça lá mais um post desses para a gente divertir-se. E já agora sobre o debate interno partidário, você acha que isso acontece no PS/PSD/PP?
Ou é uma mera luta de galos pelo poleiro?
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 15:01

Caro Peter,
Como é ternurenta essa sua ideia do debate interno "na intimidade", não vá tal coisa perturbar a paz social e beliscar a múmia do Lenine. Se aplicássemos essa regra a tudo, não havia sequer contestação ao Governo. Tudo era feito na maior "intimidade". Contestação à ministra da Educação? Nem pensar: debate-se, mas "na intimidade".
É tudo tão íntimo, tão em segredo, que quando sai um destacado militante, abre tudo a boca de espanto: oh, afinal este discordava do que lá se passava! Se criticava ou não internamente, ignora-se: tudo se passa na santa paz dos deuses e sob as barbas tutelares do velho Marx, invocado tantas vezes em vão por estes seus discípulos.
Acha que um partido, no século XXI, deve funcionar aassim? Olhe que não, olhe que não...
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De Peter a 20.12.2008 às 19:39


Meu caro Pedro cada qual actua como quer e lhe apetece é preciso é haver respeito mútuo. Um partido no Séc.XXI actua como ele quiser ou será que tem todos que ser formatados da mesma maneira? Parece-me a mim que o Pedro menospreza a diversidade dos partidos políticos. Se o P.C.P fizesse aquilo que você pretende era mais 1 partido igual aos outros. Mas meu caro se o quer mudar inscreva-se no P.C.P e lute por isso.

P.S.- Até amanhã camarada.
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De Ana Pereira a 20.12.2008 às 00:46

Decerto que não se reveem pelo menos na forma como é transmitida a mensagem.Se reparar nenhum dos referidos escreve artigos no Avante,quando escrevem é noutros jornais ou participam em programas de televisão.Mas a frase que refere "luta de massas" não quer dizer que é para efectuar acções á margem do quadro constitucional,o PCP é um partido legal.Querem referir formas de luta como a greve ou as manifestações,não pense que estão a apelar para queimarem carros ou partirem montras,coisa que nunca aconteceu no nosso país,e se acontecer não é decerto por orientação do PCP
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 02:43

Tem muita razão, Ana. Não é por acaso que figuras destacadas do PCP, incluindo vários deputados nunca escrevem no 'Avante!', que prefere dar voz à esquerda mais extrema, mais ortodoxa. Já na TV é diferente: figuras como Domingos Abrantes ou Francisco Lopes na pantalha só serviriam para desacreditar o partido. Não confundo acções de massas com os disparates que têm vindo a ser cometidos na Grécia. Mas acho extraordinário que o jornal central do partido não refira numa só linha do seu editorial, em que se antevê o trabalho em curso para os próximos tempos, a actividade da frente parlamentar.
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De Nuno Ramos de Almeida a 20.12.2008 às 00:50

Pedro Correia,
Não consigo entender a tua dúvida. Um partido comunista, a que aderiram os militantes de que fala, tem como política privilegiar a actividade nos locais de trabalho. É a política normal dos Partidos Comunistas. Qual é a dúvida e qual é o problema?
Acha que o Octávio Teixeira, o António Filipe e o Rui Sá estavam convencidos que era nas Vicentinas?
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 02:46

Fiquei sem perceber, Nuno, se achas bem ou mal que o PCP privilegie as 'acções de massas' em detrimento completo do trabalho parlamentar ou autárquico, que é o que lhe dá verdadeira visibilidade política. A propósito, o que achas do facto de diversos deputados e autarcas mais conceituados do PCP não terem assento no Comité Central do partido?
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De Vítor Dias a 20.12.2008 às 02:35


Não há dúvida, Pedro Correia, que você consegue descobrir coisas sensacionais !.

A frase citada do Avante!, descontando as mil e uma maneiras de dizer o mesmo, não tem qualquer novidade no discurso do PCP porque se insere num seu importante ( mas não exclusivo) elemento identitário.

E a citação, ao contrário do que insinua, não implica nenhuma desvalorização da acção parlamentar ou institucional as quais ninguém de boa-fé se atreve a dizer que o PCP não presta a devida atenção e energias e muito menos que a acção e o projecto do PCP se situem «à margem do quadro institucional».

O Pedro Correia pode não gostar da expressão «luta de massas» ou de «classe operária» mas olhe que «las hay hay» e as primeiras até são uma forma de intervenção dos cidadãos no quotidiano da vida social e pol+ítica que não so não é muito costume condenar-se como muitos não-comunistas dizem fazer sempre falta para vivificar a democracia.

Por causa disto chamar depreciativamente ao PCP um «partido sindical» é mesmo não peceber nada da história, das raízes, das orientações duradouras do PCP que, isso você poderia assinalar, nesse sentido são distintas das de outros partuidos.

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De J.C. a 20.12.2008 às 13:24

É precisamente o contrário, Vítor Dias. Chamar ao PCP «partido sindical» centrado na «luta de massas» é perceber tudo da sua história, raízes e orientações («duradouras», como muito bem diz).

Pois se o PCP nunca mudou e é incapaz de entender quanto o mundo mudou e em quê, como seria possível ignorar o seu passado? É igualzinho ao seu presente, como facilmente se percebe.

Daqui a não muito tempo, em 2017, o PCP poderá comemorar (orgulhosamente só, certamente) um século de intervenção comunista no mundo. Uma festarola que o editorial do 'Avante!' não deixará de aproveitar como pretexto para uma expressiva renovação poítica do tipo: sempre firmes na «luta de massas»! Mesmo que o mundo já seja um cubo e gire à volta do Sol...
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 15:06

Caro Vítor Dias, acha que eu chamar "partido sindical" é depreciativo? Olhe que não, olhe que não... É simplesmente redutor. Um partido como o PCP não pode esgotar-se, não deve esgotar-se, nas acções de rua. Este é o meu ponto, simplesmente.
"Classe operária" é uma expressão que bem poderia ser actualizada. O mundo laboral de hoje nada tem a ver com o do clássico imaginário marxista, talvez com a notória excepção da China, que afinal serve de modelo ao PCP (quem diria, nos anos 60 e 70, que isto iria suceder ao partido...). Não há país no mundo onde "a classe operária e restantes trabalhadores", para usar uma terminologia que tão bem conhece, seja tão explorada como na China. E não conheço uma só palavra do PCP a demarcar-se dessa triste realidade, antes pelo contrário.
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De povd a 20.12.2008 às 11:45

Vocês só conseguem ver mal onde não há mal nenhum. A luta das massas: Milaneza vs. Nacional.
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De J.C. a 20.12.2008 às 13:07

Exactamente. Esparguete vs. cotovelinhos, macarrão vs. 'tagliatele'...
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De Vítor Dias a 20.12.2008 às 12:36



Já depois de escrever o meu comentário anterior é que reparei que Pedro Correia, dirigindo-se a Nuno Ramos de Almeida, chega ao ponto de perguntar se ele acha bem que « o PCP privilegie as 'acções de massas' EM DETRIMENTO COMPLETO do trabalho parlamentar ou autárquico, que é o que lhe dá verdadeira visibilidade política».

Azar dos Távoras !. Pedro Correia escreve isto quando a primeira página do sítio do PCP ostenta no seu lugar mais destacado o vídeo da intervenção de Jerónimo de Sousa em 17/12 na Assembleia da República.

Pedro Correia escreve sobre o Avante! que tem uma rubrica permanente intitulada «Assembleia da República», coisa que não sei se acontece com algum jornal diário.

Pedro Correia escreveu o que escreveu a respeito de uma edição do Avante! que contèm SETE peças ou notícias sobre a actividade parlamentar, algumas das quais não mereceram qualquer atenção dos jornais de referência.

Já sei que não adianta: para o Pedro Correia, o mundo estaria desatinado a partir do momento em que os factos e as realiadades passassem adiante das ideias feitas e dos preconceitos com pujantes raízes.
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 13:56

Caro Vítor Dias, você está a confundir deliberadamente 'afirmar' com 'perguntar'. Limitei-me a fazer uma pergunta. Vejo que você respondeu pelo NRA, o que acho algo divertido. Se o 'Avante', com todas aquelas páginas, ñão tivesse uma rubrica chamada "Ass da República" é que seria de espantar. Não me refiro a essa parte do jornal, mas à que é definida pelos editorais. O Vítor Dias, aliás, sabe tudo isto muito bem mas finge que ignora. Mesmo entre os deputados, há aqueles que não escrevem nunca no 'Avante'. E, claro, nem uma palavra sobre a ausência de parlamentares e autarcas prestigiados do Comité Central. Eu sei que você sabe que eu sei muito bem porquê.
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De Nuno Ramos de Almeida a 20.12.2008 às 15:24

Caro Pedro Correia,
Para criticar alguma coisa é preciso tentar entendê-la. Fizeste-me lembrar uma conhecida jornalista de política que era conhecida na Soeiro como o "Militão", porque uma vez lhe falaram do Militão Ribeiro e a criatura respondeu de pronto:"Militão Ribeiro? Não conheço. Não é certamente importante, eu faço PCP há três anos e nunca ouvi falar dele".
O PCP , desde sempre privilegiou, nos seus escritos, a organização nos locais de trabalho e o trabalho de massas. Isto resulta de uma concepção ideológica da política que afirma que o trabalho político não se reduz ao parlamento mas faz-se em toda a sociedade.
O teu post revela apenas ignorância e acredita-me há tanta coisa que precisa de um jornalista atento e inteligente como tu.

Abraço,
Nuno
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 17:55

Felicito-te, Nuno: continuas igual a ti próprio, nessa obsessão de passar atestados de ignorância aos outros.
Abraço
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De Nuno Ramos de Almeida a 20.12.2008 às 18:06

Pedro Correia,
Peço-te desculpa, não pretendia melindrar-te. Acho apenas que pegaste num aspecto normal de um partido comunista, como se fosse uma novidade recente. Estou certo que sabes , em dezenas de campos , muito mais do que eu. Isso é normalíssimo, não é razão de grandes dramas.
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De Pedro Correia a 20.12.2008 às 21:01

Não há melindre nem drama nenhum, Nuno. Cada um é como é.
Outro abraço
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De Manuel da Mata a 20.12.2008 às 18:49

Pedro Correia,

Os tempos são outros, é verdade, e os problemas, esses, também são outros? Deixou de haver exploração?
Este Estado a que chegámos respeita alguém? Ouve alguém? Decretou 2,9% de aumento para a FP, iniciou negociações e terminou as mesmas com os 2,9%. Isto é negociar?
Este governo começou a encerrar serviços do SNS e encerrou muitos. Num dado momento parou e demitiu o ministro Correia de Campos. Por acção de quem?
Este Estado não hesitaria em usar processos mais radicais; acontece, todavia, que não tem qualquer necessidade:com a sofisticação de meios de que dispõe, obtém os mesmos objectivos do contabilista do Vimieiro, com as suas práticas torcionárias.
E depois, a RUA não é só do PCP; mas se só o PCP tem essa grande capacidade para protestar na RUA e enquadrar os grandes movimentos de protesto, porque haveria de abdicar desse meio ?
Os deputados do PCP. fazem o seu trabalho e bem. Acontece até que foram muitas vezes pioneiros na apresentação de propostas legislativas que a comunicação social ignorou. Que culpa tem o PCP que os seus deputados sejam discriminados?
O PCP é um partido português, dentro do qual a palavra patriotismo não se pronuncia em vão. Os comunistas -haverá excepções, obviamente- não correm atrás do tacho. E se o PCP tivesse muitas sinecuras para oferecer, não faltariam candidatos. Veja-se a gula com que se inscreveram logo a seguir ao 25 de Abril: políticos e aspirantes a, músicos, escritores, engenheiros, pintores, médicos, etc. E porque seria?
Tivesse o PCP lugares ao sol e outro galo cantaria.
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De A. R a 20.12.2008 às 20:10

Há duas coisas de que tenho muito medo:
Um advogado ladrão e um comunista patrão. Antes a peste negra que foi mais branda.

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