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Executados, assassinados, "suicidados"

por Pedro Correia, em 29.11.08

Eis os 26 membros do Comité Central do Partido Comunista russo em 1917, quando eclodiu a Revolução de Outubro. Destes, mais de metade terminou às mãos dos próprios camaradas: nove foram executados na sequência de julgamentos-fantoche, dois foram assassinados (um deles era Trostsky), um "suicidou-se" e dois morreram na prisão. Todos às ordens do aqui sorridente Estaline, um dos raros membros da elite comunista dessa época que acabariam por falecer de causas naturais. A União Soviética era tão igualitária que as primeiras vítimas dos crimes do partido começaram por ser os seus dirigentes. Como sublinha o PCP nas suas teses ao congresso do Campo Pequeno, "a contribuição da URSS e, posteriormente, do campo dos países socialistas, para os grandes avanços de civilização verificados no século XX foi gigantesca."

 

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88 comentários

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De J.C. a 30.11.2008 às 01:00

Meu caro Peter, vejo algumas verdades naquilo que vem aqui lembrar. Graças ao PCUS e às suas gerações no poder, os russos, os soviéticos em geral, não só ficaram a ganhar com as profundas reformas que refere, como até ficaram isolados do capitalismo pegajoso cá de fora.

O problema só começou quando, um dia, um operário russo espreitou cá para fora e viu os operários todos explorados a irem para o trabalho de automóvel. Nesse dia, o russo sentiu-se traído, lembra-se?...
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De Peter a 30.11.2008 às 01:17

Lembro-me pois, se calhar é por causa disso que a taxa de mortalidade rodoviária no Ocidente era e é brutal.enormes congestionamentos de carros que existem nas horas de ponta que fazem com que os operários cheguem atrasados ao trabalho que fazem com que o patronato se queixe que a pontualidade dos trabalhadores é má. E depois há outra nem todos tem capacidade económica para ter carro e a maior parte que os detém está endividado. Já na União Soviética a rede transportes públicos poupava todas essas maçadas e era muito menos poluente para além de ser muito barata. Portanto traído não se sentiu, sentiu-se tentado. Porque quer queira quer não o modelo soviético nesse aspecto é bem mais racional.
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De J.C. a 30.11.2008 às 01:52

Situe-se, meu caro. O que eu disse foi aí há duas gerações, mais-coisa-menos-coisa, e a sua resposta já é do século XXI!

O modelo soviético não «é» coisa nenhuma. Quando muito, era. E era o quê? Mais racional? Bem mais racionado, sem dúvida. Mas concedo: a taxa de mortalidade brutal na URSS não era rodoviária, não senhor.

Já sobre a poluição, temos de concordar: se não fosse o foguetório para o espaço, mais aquelas malditas centrais (lembra-se?), o raio do arsenal de guerra, aquelas ogivas medonhas...
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De Peter a 30.11.2008 às 02:12

Veja 1 filme chamado o "Síndroma da China" com o Michael Douglas. Ogivas medonhas ainda havia e há mais no Ocidente do que na U.R.S.S. Quanto a racionamentos vá ali a soupa dos pobres ver o que é racionamentos. Vá às traseiras dos hipermercados ver os bandos de sem-abrigo que comem os restos de comida nos caixotes do lixo que até estão impróprios para consumo.
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De J.C. a 30.11.2008 às 02:29

1. Já lhe disse antes e repito: situe-se no tempo, porque assim torna-se desinteressante continuar.

2. Está a tentar dizer-me que também há ogivas no Ocidente? Porquê? Achou que eu não sabia? Troco essa informação por outra: em Portugal, por exemplo, não há.

3. 'Sindroma', 'síndrome' ou 'síndroma' são substantivos femininos...
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De Pedro Correia a 30.11.2008 às 15:14

Que raio de argumento esse para nos falar de Chernobyl, Peter: um filme americano, sobre um caso americano. A propósito, quantos filmes russos se produziram sobre Chernobyl? Você, que está tão bem informado sobre o que lá se passa, bem podia esclarecer-nos.
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De dita dura a 30.11.2008 às 01:56

Claro que não havia poluição na URSS. e chernobyl era algures nos EUA, não era?
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De Peter a 30.11.2008 às 02:13

E o Exxon Valdez foi na China? E o Katrina foi em Marte.
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De J.C. a 30.11.2008 às 02:22

Na verdade, a poluição automóvel e a mortalidade rodoviária não podiam existir na URSS. Só os senhores do regime é que podiam andar de carro (à custa do orçamento, bem entendido). E era muito bem feito: sacrificavam-se dentro de uns carros horríveis, sem direito à utilização da rede de transportes públicos destinada à população. A qual, como diz o Peter acima, poupava imensas maçadas...

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