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Contra a esquerda para derrotar a direita

por Pedro Correia, em 29.11.08

Na abertura do congresso comunista, Jerónimo de Sousa propôs, como sempre o PCP faz, uma "alternativa de esquerda" à actual "política de direita" (para o PCP, as políticas são sempre "de direita"). No mesmo discurso, desancou o BE por ter um "carácter socialdemocratizante" e a ala esquerda do PS por "alimentar ilusões". Conclui-se que o PCP quer construir a "alternativa de esquerda"... com os "Verdes". Ou seja: está disposto a manter tudo na mesma, perpetuando assim as "políticas de direita".

Entenderam? Eu também não. Nada de novo no Campo Pequeno.

 

Ler também:

- O partido enquistado. De Luís Rainha, no Cinco Dias.

- Clareza ideológica. De Daniel Oliveira, no Arrastão.

- Do valor da necrofilia como energia partidária. De João Tunes, na Água Lisa.

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21 comentários

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De Orlando Nascimento a 29.11.2008 às 21:06

Ouvi uma parte do discursod de Jerónimo de Sousa que me arrepiou!
Se eles gostam tanto das democracias cubana, da Coreia do Norte e afins, por que não vão todos viver para lá?
É uma dúvida que me assaltou...
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De dita dura a 29.11.2008 às 22:44

ihih, isso é que era bom! Os kamaradas adoram viver no capitalismo.
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De JC a 29.11.2008 às 21:41

Não fosse a ruína e o sofrimento que iriam provocar à população portuguesa, a pior lição que podiam dar aos comunistas era obrigá-los a governar o País no actual regime democrático. Com partidos políticos - e não apenas com o habitual partido único das ditaduras comunistas. Com imprensa livre - e não com os pravda e os granma das ditaduras comunistas. Com as liberdades de expressão, de circulação, de escolha e de associação que não existem nas ditaduras comunistas. Inclusive com o direito dos cidadãos de não votarem no PCP. Acaba-se a pretensa "superioridade moral" em três tempos. É que aquela gente não se enxerga mesmo. Todos estão errados. Todas as ideias dos outros são más. Pena que em nenhum país onde os cidadãos são livres de escolher, tenham alguma vez ganho eleições para governar um país. Mas a culpa, como é óbvio , não é dos ideais comunistas. É do povo, que não as entende. É do capitalismo. Dos fascistas. Dos sociais-democratas. Dos trabalhadores, esses ingratos que não escolhem o partido dos trabalhadores. É de todos, menos dos comunistas - e dos verdes, essa "coisa" a que chamam partido político. De facto, só um regime político como a democracia permite "aturar" os abrantes , os casanovas e os jerónimos desta vida...
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De J.C. a 29.11.2008 às 22:36

Atenção, que o JC não é o J.C., que sou eu. Anda aqui um infiltrado...
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De Peter a 29.11.2008 às 23:43

"... está disposto a manter tudo na mesma, perpetuando assim as "políticas de direita...". Creio que isso não lhe compete a si ajuizar até porque quem decide são os eleitores, ou você já tem a certeza de como é que vão ser os resultados eleitorais? Pensava que era só a Maya que era vidente. O P.C.P ao contrário de outros partidos não trai os seus ideais e ainda bem que é assim,veja-se o que é aconteceu aos partidos comunistas que se aliaram a partidos de direita mas que se dizem de esquerda.Ou Extinguiram-se ou tem votações bastante inferiores às do P.C.P. No fundo era o que muita gente desejava aqui em Portugal,mas enganam-se ainda está bem longe esse fim. Ai não entendeu? Das duas uma ou está a fingir ou então segue aquela velha máxima do burro velho que não aprende línguas.
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De Pedro Correia a 30.11.2008 às 00:16

Há 32 anos que o PCP não está no Governo. Você, como militante do partido, satisfaz-se com isso? Não preferia que o PC estivesse no Governo, ainda que em coligação? Ou sonha com o dia, que nunca chegará, em que o partido vença as eleições sozinho e vá sozinho para o poder?
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De Peter a 30.11.2008 às 00:46

Porque não? Se há coisa que a Humanidade tem demonstrado até hoje é que nada é impossível, aliás já houve casos em que partidos comunistas venceram eleições livres e democráticas. Evidente que depois houve golpes militares que derrubaram esses governos, veja lá os democratas que os que executaram estes golpes eram. Já o P.C.P mesmo perdendo eleições ou tendo maus resultados eleitorais nunca entra por essa via, e prossegue a sua luta á sua maneira respeitando esses mesmos resultados, mas como é lógico nunca abdicando dos seus ideiais. Não é por acaso que muita gente que não concorda com as ideias do P.C.P ainda assim o respeita.Há coerência, ética e verticalidade. E outra o P.C.P claro que aspira ao poder, mas não aspira ao poder a qualquer preço, ser mero elemento decorativo ou compactuar com aquilo que não são os seus ideiais mais vale a pena não integrar qualquer governo.
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De J.C. a 30.11.2008 às 02:56

«Houve casos em que partidos comunistas venceram eleições livres e democráticas». Partidos nazis também. E houve casos em que partidos comunistas não venceram eleições livres e democráticas e chegaram ao poder.

«Houve golpes militares que derrubaram esses governos» comunistas que chegaram ao poder através de eleições livres e democráticas. Foram os casos em que não tiveram tempo de decretar degredos e assassinatos em massa.

«O PCP mesmo perdendo eleições ou tendo maus resultados eleitorais nunca entra por essa via». Só outros PC's é que o fazem. PC's de todo o mundo, uni-vos!!! Uni-vos??? Alto e pára o baile! O PCP não alinha nessas uniões, cartões, promoções e outras confusões...
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De PDuarte a 30.11.2008 às 00:36

uma coisa que seria muito importante mandar para o Campo Pequeno era um pequeno apontamento...muito pequenino, a dizer:
camaradas, a maquina a vapor já foi inventada há mais de 250 anos.
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De Peter a 30.11.2008 às 00:49

Xiiiii não é que o homem é cómico, acho que devia fazer companhia ao Fernando Rocha no "levanta-te e ri" porque essa piada foi de morte.
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De l.rodrigues a 30.11.2008 às 10:29

A verdade é que o PCP faz falta, na minha opinião, da mesma forma que fez falta a URSS (talvez em versão Perestroika, se possivel) no mundo.

A monopolarização das ideias resultou na sensação de inevitabilidade para uns e triunfalismo para outros que levou em grande medida à crise que vivemos hoje.

O "Perigo Vermelho" nos anos do pós guerra manteve a consciencia social do ocidente aguçada. Coisa que depois se foi perdendo.
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De Pedro Correia a 30.11.2008 às 11:23

É muito perigoso esse raciocínio, caro Luís, que acaba por justificar os 20 milhões de mortos do estalinismo. No limite, poderá levar-nos a concluir que o terrorismo islâmico dos dias de hoje faz falta porque "mantém a consciência social do Ocidente aguçada".
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De Peter a 30.11.2008 às 13:41

Bem já se nota uma evolução, ontem eram 30 milhões hoje já são 20. Por este andar da carruagem ainda há-dem chegar ao verdadeiro número, mas ainda estão bastante longe, continuem.
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De J.C. a 30.11.2008 às 14:08

Ainda bem que alguém tem o 'segredo' do verdadeiro número de mortos. Incluindo os 'casos mal esclarecidos' ou nem por isso?...
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De Pedro Correia a 30.11.2008 às 15:22

Lá está você a atenuar os crimes do Estaline. Se foram 20 milhões, ou um pouco menos que isso, faz-lhe alguma diferença? Você condena um crime a partir de que grau estatístico? Um milhão? Mil? Ou bastará um?
Lá dizia o seu amigo José: "Um morto é uma tragédia. Um milhão de mortos é uma estatística."
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De l.rodrigues a 01.12.2008 às 08:32

É perigoso mas necessário. O laissez faire do século 19 também teve os seus 20 milhões de vitimas. Só que estas foram vitimadas por processos "naturais", não têm um estaline que concentre os nossos ódios.
Agora quase 2 séculos depois esses "processos naturais" andam em marcha livre de novo.
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De Essência Existêncialista a 30.11.2008 às 19:47

O que se me afigura comentar neste momento em resposta aos vossos entendimentos é que eles evidenciam uma bafiosa sintonia com o preestabelecido.

EugénioVítor
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De Pedro Correia a 30.11.2008 às 19:53

Explique lá isso melhor que não entendi bem. Melhor dizendo: não entendi nada.
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De J.C. a 30.11.2008 às 20:54

Sim? 'Existencialista' não leva aquele circunflexo...
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De Pedro Correia a 30.11.2008 às 21:00

Cá continuo eu, numa "bafiosa sintonia com o preestabelecido", sem perceber nada disto...
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De Anónimo a 01.12.2008 às 01:36

Louçã respondeu bem ao Jerónimo... não respondendo.

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