Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Embora muito menos ligado à actividade quotidiana da Montis (ou mesmo à discussão estratégica sobre o seu futuro), continuo a interessar-me pelo que a Montis vai fazendo.
Por isso vou lendo o blog que persiste e presta informação (para além da carta que mensalmente é enviada aos sócios para os manter informado, uma prática que deveria ser padrão em associações, e é em alguns países, mas que em Portugal grande parte das associações desvalorizam incompreensivelmente, ao contrário do que faz a Montis).
E foi ao ler este post que me lembrei de, mais uma vez, ir falando desta experiência.
Quando comprámos uns eucaliptais caducos, numa zona de solo muito degradado e, muito provavelmente, baixa produtividade primária, avaliámos várias hipóteses, e acabámos por decidir reconverter o eucaliptal noutra coisa mais interessante.
O eucaliptal era uma típica situação que não parecia dar palha nem dar espiga (como eucaliptal de produção, não valia grande charuto, como mata produtora de biodiversidade, valia ainda menos), como acontece em largos milhares de eucaliptais em Portugal.
O mais simples, seguro e rápido para erradicar os eucaliptos era cortar, esperar pela rebentação, pulverizar com glifosato, repetir se necessário, até os eucaliptos estarem todos mortos.
Como a aplicação de fitocidas implica qualificações adequadas, e como queríamos que o processo fosse demonstrativo de uma possibilidade que qualquer proprietário poderia adoptar para reconverter eucaliptais, decidimos experimentar uma coisa muito mais lenta, mais cara, muito mais exigente em mão-de-obra, mas com uma grande vantagem: poder ser facilmente feita por qualquer pessoa, ao ritmo que pudesse e quisesse, na sua propriedade.
A técnica consiste em cortar os eucaliptos (coisa que demorou algum tempo até se encontrar alguém interessado em o fazer, sem ter de ser pago) e ir partindo a rebentação na inserção no tronco principal, que é fácil, desde que não passe muito tempo.
Como não tenho possibilidade de ir lá ver com os meus olhos (que é o que gosto), vou vendo as fotografias e relatos para tentar perceber como vai evoluindo a coisa.
O que me motivou a fazer este post é que quando discutimos as possibilidades, não me lembro de ter valorizado um aspecto que hoje me parece dos mais importantes: as árvores que ainda não morreram (penso que são a maioria), são bombas de nutrientes que estão a bombar nutrientes em camadas profundas do solo (e fixandoos da atmosfera, já agora), ao nível das raízes, fixando-os nas copas das varolas que vão rebentando, e que são espalhadas pelo solo, quando partidas, devolvendo esses nutrientes às camadas superficiais do solo (eu sei que dada a quase ausência de solo não mineral, a secura e a inclinação, muitos desses nutrientes migram rapidamente para outras paragens).
Isto é, se é verdade que o processo é muito mais lento do que o processo expedito de cortar e pulverizar a rebentação com glifosato, não é menos verdade que, desta forma, estamos a tornar mais rápida a regeneração do solo, ao produzir e disponibilizar, in loco, matéria orgânica essencial a essa regeneração.
Não há meios para avaliar os resultados reais do processo, mas suspeito que a velocidade de recuperação do solo é muito aumentada com esta forma de fazer a reconversão dos eucaliptais em matas biodiversas.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
os seus dirigentes estão em Bruxelas
os vários socialismos adoram, com o ''sucesso'' qu...
os preços praticados são a mais límpida e clara ex...
Porque será que os Governos passam a vida a anunci...
No Imobiliário, toda a gente sabe, só existem anji...