por João Villalobos, em 01.10.08

Impossível não teres reparado em como sou incapaz de fixar os teus olhos abertos. Ao mesmo tempo e apesar desse tremor que me acobarda, só eles me guiam à medida em que percorro este labirinto de infinitas escolhas e outras tantas desistências.
Cada dia um pouco mais cansado do que no anterior; Assim continuo esta trajectória cujo padrão desconheço. Por vezes, temo-a uma espiral descendente da razão, que tudo fique progressivamente mais escuro até os teus olhos finalmente se fecharem, impacientes.
Dizes-me que jamais, que esperarás até chegar o dia, diferente de todos os outros. Mas, sei-o bem, há manhãs que não nascem para quem vacila ou escolhe apaziguar as mãos. A esses, na curva do labirinto, aguarda-os o Minotauro.