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As promessas de Sócrates

por Pedro Correia, em 24.09.08

Não podemos criticar José Sócrates por violar promessas eleitorais e depois pretender que faça aprovar leis que não propôs ao eleitorado, caríssima Cristina. Os casamentos homossexuais não constavam do programa que os eleitores sufragaram em Fevereiro de 2005: faça-se a justiça ao primeiro-ministro de que, pelo menos nesta matéria, não serve gato por lebre. Bem bastam as promessas que fez e não cumpriu - a realização de um referendo europeu, os 150 mil novos empregos, as SCUT intocáveis e o crescimento económico de 3% ao ano, por exemplo. É por isto que os eleitores o julgarão nas urnas em 2009 - não por ter recusado pôr em prática o programa eleitoral do Bloco de Esquerda.

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10 comentários

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De João Villalobos a 24.09.2008 às 20:42

Certíssimo! Só não concordo com a cagufa de não dar liberdade de voto. Ou isso já mudou enquanto eu estava na varanda? :)
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De RMS a 24.09.2008 às 20:52

Perdão... do Bloco, dos Verdes... e da JS...
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De António P. Castro a 24.09.2008 às 20:58

Fantástico...
Qualquer argumento é tão bom como o seu contrário, pelos vistos.
Parabéns por tanta argúcia!
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De José Manuel Faria a 24.09.2008 às 22:04

"Paulo Pedroso alertou mesmo para a hipótese de os socialistas estarem a contrariar a Declaração de Princípios do partido se votarem contra os dois diplomas em causa. "Como princípio, sou a favor do casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Entendo também que a Declaração de Princípios do PS, aprovada em congresso em 2002, é a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo"


Os princípios do partido depois de chegar ao governo metem-se na gaveta!
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De Pedro Sales a 24.09.2008 às 23:11

Tens razão, Pedro. O primeiro-ministro não deve ser julgado pelo não cumprimento do programa de outra força política. Mas já o pode ser pela forma como reage políticamente às propostas que lhe vão sendo colocadas à consideração pela oposição. Tentar fugir, como está o PS, a apresentar a sua posição alegando que não vem no programa eleitoral é uma falácia. Principalmente quando nos lembramos que o disse no dia em que o Parlamento aprovou (e bem, em meu entender) a nova lei do divórcio, mais outro projecto que nem numa linha aparece no programa do PS...
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De Pedro Correia a 25.09.2008 às 18:28

Caro Pedro, percebo o teu ponto de vista. Mas o meu, reafirmo, é o seguinte: uma força política deve ser avaliada em função do cumprimento do seu programa. Isso é o essencial. No caso de Sócrates, é óbvio que os pontos mais emblemáticos do seu programa eleitoral não foram cumpridos. Não podemos é pôr isto ao mesmo nível da recusa em votar iniciativas legislativas de outros partidos, independentemente do mérito que possam ter.
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De Manuel Leão a 24.09.2008 às 23:33

Pedro Correia:

A questão não é essa.

Concordo que o PS não é obrigado a apoiar uma iniciativa vinda do BE ou de qualquer outro partido.

Mas o que não pode, melhor, não deve é eximir-se a discutir um assunto agendado por um qualquer partido que o queira discutir. Porque todos os partidos têm o direito de agendar as questões que considerem pertinentes. Cada partido tem a sua agenda que é tão legítima como outra qualquer. Todos os partidos, representam uma percentagem dos votantes. E, não há votantes mais dignos nem menos dignos.

Ora o PS terá que forçosamente ter uma posição sobre esta questão e, portanto, é bom que diga qual é. Ninguém lhe pode exigir que tenha a mesma posição do BE . O que eu suspeito é que o PS não queira revelar a sua, por mero cálculo eleitoralista.

Escrito isto, não tenho nenhuma afinidade com o BE , nem penso vir a tê-la. É uma questão de princípio que resulta do meu conceito de democracia representativa.
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De Paulo a 25.09.2008 às 00:50

Há aí uma pequena falácia, que é a de equiparar uma promessa ignorada à cega obsessão por um programa pré-estabelecido.
Pela lógica que apresenta, nada poderia ser pensado ou resolvido pelo governo que não constasse do programa eleitoral. O que é um absurdo, porque um partido que forma governo também se propõe como aquele que será mais capaz de ler a realidade ou de ler a leitura da realidade que outros poderão fazer e propor. A bem dizer, é principalmente baseado nessa expectativa que o eleitor elege este e não aquele. O programa é uma linha de orientação; importantíssima, mas não são 4 anos pré-vistos.
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De Anónimo a 25.09.2008 às 09:39

E, já agora, o licenciado Sócrates andará a cumprir a promessa de deixar de fumar?

E a referida promessa constaria do programa eleitoral e da agenda do governo ???
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De Jorge Padrão a 25.09.2008 às 18:52

Onde é que o PM prometeu 3% de crescimento ao ano?

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