por Filipa Martins, em 08.09.08
Houve quem fosse para a farra e não a ouvisse em directo, mas eu prestei-lhe toda a atenção. Perto de meia hora de discurso transmitido junto ao jornal da uma da tarde. Qualquer líder de partido esperava e com sorte entrava logo no início do espaço informativo, depois de umas palavras curtas do apresentador. MFL preferiu antecipar-se. Haverá muitos que concordam com o preceito menos populista comparando com os demais. Uma atitude que até combinou com o teor do discurso que se seguiu. Na minha opinião, populista ou não, o líder do principal partido da oposição deve querer ser ouvido pelo maior número de pessoas e não forçar uma cobertura apressada das ideias, que surgem meio confusas no telejornal seguinte.
A expectativa era elevada. Não poderia ser de outra forma. E era previsível que o discurso soubesse a pouco. As críticas feitas foram duras e certeiras. Com mais ou menos jeito para a oratória, MFL soube apontar o dedo. O certo é que, cem dias depois da tomada de posse, já estava na altura de mostrar o caminho. O voto não é um exercício de fé.