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A isto, sim, podemos chamar novidade

por Pedro Correia, em 30.08.08

Esta eleição presidencial nos EUA é já histórica por vários motivos. Desde logo, é a primeira desde 1952 em que irão a votos dois candidatos que não desempenhavam anteriormente funções na Casa Branca, como presidente ou vice-presidente. No campo democrata, fez-se história com a nomeação de um senador mestiço, filho de pai africano e muçulmano - facto inédito na vida política norte-americana. No campo republicano, também John McCain acaba de fazer história ao escolher Sarah Palin, a popular governadora do Alasca, como sua vice. À direita, é também um facto inédito. Geraldine Ferraro, candidata a vice-presidente em 1984, foi até hoje a única mulher a integrar uma parceria democrata à Casa Branca (nesse ano, o recandidato Ronald Reagan derrotou copiosamente o candidato do Partido Democrata, Walter Mondale).

Entre os adeptos de Barack Obama, nos EUA e não só, houve logo quem se apressasse a criticar Sarah Palin, que tem 44 anos, por "falta de experiência". É precisamente a principal crítica que pode fazer-se a Obama: do seu currículo - que inclui sete anos como deputado estadual no Illinois e quatro anos como senador em Washington - não consta qualquer cargo executivo. Palin tem essa experiência, pois governa há dois anos o Alasca. Mas a sua designação deve-se sobretudo à tentativa de McCain de captar o voto feminino - faixa do eleitorado que está longe de se render a Obama, sobretudo depois de este ter excluído Hillary Clinton da corrida à vice-presidência, contrariando muitos dos 18 milhões que votaram nela nas primárias democratas

Reveladoras foram as palavras de apreço que Geraldine Ferrraro e a própria Hillary dirigiram a Sarah Palin mal a notícia foi conhecida. Há hoje nos EUA muita gente a pensar assim, olhando com simpatia esta mãe de cinco filhos (um dos quais deficiente) que fez do combate à corrupção no Alasca uma das suas prioridades e está muito mais associada à palavra mudança do que o vice de Obama, Joe Biden, que mantém um assento no Senado desde 1972. Tinha então Sarah Palin oito anos.

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19 comentários

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De Fonte próxima a 30.08.2008 às 13:25

Excelente post, por vários motivos, mas sobretudo pelo enquadramento histórico que faz, emprestando memória a quem não a tem :)
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De Pedro Correia a 30.08.2008 às 18:39

Olá, Fonte Próxima. Gosto sempre muito de a ver por aqui. Obrigado pela simpatia, que é uma das suas imagens de marca.
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De O Réprobo a 30.08.2008 às 14:15

Meu Caro Pedro,
e, além do que dizes, mais o narrado no post do FAL e comentários, ela tem um apport que conta - a receita mágica para a independência energética do País, explorando o petróleo do Alaska. O objectivo é um dos chavões de Obama, embora excusando-se a revelar os meios por que pensa alcançá-lo.
Devo dizer que é uma posição que me assusta: a Reserva Natural do Ártico pode ser lesada pelas infraestruturas de apoio, por muito que se garanta que só oito Km2 serão directamente afectados.
Mas, já se sabe, os Ecologistas provavelmente votariam sempre no Outro Lado...
Abraço
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De Pedro Correia a 30.08.2008 às 18:10

Meu caro, excelente tema, sem dúvida, que dará pano para mangas. Os ecologistas protestam mas face à crise energética e à necessidade de os EUA serem soberanos nesta matéria, restam poucas alternativas. A menos que alterassem drasticamente os padrões de consumo. Eu gostava que sim. Mas alguém imagina isso?
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De l.rodrigues a 30.08.2008 às 21:44

A questão, como no caso do Off shore drilling, é se isso constitui de facto uma alternativa. Valerá a pena arriscar arruinar um ecossistema por algum petróleo que apenas estará disponível daqui a 10 anos e apenas fará baixar o preço alguns cêntimos durante meia duzia de anos?
É isso que está em causa. Os americanos provavelmente preferem continuar com o seu estilo mais uns 40 anos, em vez dos 30 que o ritmo actual talvez permita. (Números tirados do ar). Mas onde é que isso é uma opção estratégica sensata?
Afinal, é para isso que servem os governos, para tratar das coisas que escapam à escala do individuo ou das comunidades.
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De Pedro Correia a 30.08.2008 às 22:19

Excelente questão, L. Rodrigues. Por mim, não tenho dúvidas em responder: é evidente que não. Mas eu não sou eleitor americano, terão de ser eles a responder e a valorizar ou desvalorizar esses argumentos.
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De José Gomes André a 30.08.2008 às 17:30

Caro Pedro Correia, acha mesmo que governar o Alasca, um Estado com meio milhão de habitantes, durante dois anos confere a uma pessoa experiência para liderar os EUA? Obama é inexperiente? Sem dúvida. Mas dizer que Palin está preparada parece-me bizarro.

Em todo o caso, pergunto-lhe: conhece os seus princípios políticos? Eu faço um resumo: defende a exploração petrolífera em reservas ecológicas e naturais do Alaska; é contra o aborto em todas as circunstâncias (incluindo incesto e violação); defende o direito de porte de armas sem restrições; sobre a guerra do Iraque disse que ouviu falar disso nas notícias e que só começou a reflectir acerca do assunto no verão de 2007; sobre o cargo de vice-presidente disse não saber do que se tratava, preferindo ocupar um "cargo produtivo"; acha que a teoria da evolução é uma fraude e que o creacionismo devia ser ensinado nas escolas; apoiou o fanático religioso Pat Buchanan nas primárias Republicanas em 1996 e 2000; está envolvida num escândalo político (corrupção, abuso de poder) no Alaska, actualmente sobre investigação federal.

Acompanho o Pedro Correia há muito tempo e identifico-me com os princípios sociais-democratas que o Pedro regularmente advoga. Por isso lhe pergunto com toda a sinceridade: revê-se nestas posições? Considera que a ideologia política de Sarah Palin é a orientação correcta no mundo em que vivemos?

Um grande abraço!
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De Pedro Correia a 30.08.2008 às 18:21

Meu caro,
em primeiro lugar muito gosto em vê-lo por cá.

Em relação às suas objecções, tenho a dizer o seguinte:
1. O factor novidade. A escolha de McCain trouxe, de facto, novidade. Apanhou desprevenidos quase todos os analistas.
2. O cargo executivo. O Alasca é um estado com muito pouca população. E ela só é governadora há dois anos. Ainda assim, dos quatro candidatos a Presidente e vice-presidente, é a única que exerce funções executivas.
3. O perfil que traça dela é tão incompleto como o meu. Sublinho, apenas, que o combate anticorrupção que ela tem levado a cabo no Alasca foi realçado por todos os comentadores que ouvi ontem à noite na CNN e na CBS. Não é de menosprezar, longe disso.
4. Também merecem sublinhado, como o fiz, as palavras de simpatia que lhe foram dirigidas por Ferraro e Hillary. Acha que não?
5. As minhas simpatias não estão aqui em causa. Tento analisar a realidade norte-americana, tão diferente da nossa, com um olhar tão objectivo quando possível - deixando de lado alguma da nossa perspectiva europeia, que nos conduz a erros de análise na apreciação do que pensam os eleitores americanos. Você sublinha, por exemplo, que ela defende o porte de arma ilimitado. Nada mais natural nos EUA - e num estado como o Alasca, onde a caça e a pesca são actividades quotidianas. Sarah Palin é pescadora e caçadora. A esmagadora maioria dos americanos pensa como ela nesta matéria.
Um grande abraço
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De nuno granja a 31.08.2008 às 11:32

he la!

"
Em todo o caso, pergunto-lhe: conhece os seus princípios políticos? Eu faço um resumo: defende a exploração petrolífera em reservas ecológicas e naturais do Alaska; é contra o aborto em todas as circunstâncias (incluindo incesto e violação); defende o direito de porte de armas sem restrições; sobre a guerra do Iraque disse que ouviu falar disso nas notícias e que só começou a reflectir acerca do assunto no verão de 2007; sobre o cargo de vice-presidente disse não saber do que se tratava, preferindo ocupar um "cargo produtivo"; acha que a teoria da evolução é uma fraude e que o creacionismo devia ser ensinado nas escolas; apoiou o fanático religioso Pat Buchanan nas primárias Republicanas em 1996 e 2000; está envolvida num escândalo político (corrupção, abuso de poder) no Alaska, actualmente sobre investigação federal."


isto assusta-me
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De Jorge A. a 31.08.2008 às 00:39

Caro Pedro Correia,

mas o Pedro imagina Sarah Palin como presidente dos Estados Unidos da América? Qual é afinal a função do vice-presidente dos Estados Unidos da América?
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De Pedro Correia a 31.08.2008 às 01:15

Caro Jorge, nem eu nem você conhecemos Sarah Palin, nenhum dos dois pode neste momento falar dela com grande pormenor. Mesmo nos EUA ela é largamente desconhecida. Eu registei e sublinhei o factor novidade - de resto, o próprio Obama, como bem sabe, era muito mal conhecido ainda há um ano nos próprios States. Por outro lado, registei as palavras de elogio que lhe dirigiram Hillary Clinton e Geraldine Ferraro, adversárias políticas, e salientei a popularidade de que goza no Alasca. Quanto a preparação ou falta dela: acabo de reler a melhor biografia de Harry Truman (falarei disso aqui), você nem queira saber o que disseram dele quando o Roosevelt o escolheu para vice-presidente: era o paradigma do parolo e provinciano que iria ser triturado pelos tubarões em Washington. Oitenta e sete dias depois da posse como VP, tornou-se presidente. Hoje é consensual: foi um dos melhores inquilinos da Casa Branca no século XX.
Vamos dar tempo ao tempo, que é uma grande virtude...
Abraço
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De Jorge A. a 31.08.2008 às 02:01

"Caro Jorge, nem eu nem você conhecemos Sarah Palin, nenhum dos dois pode neste momento falar dela com grande pormenor. Mesmo nos EUA ela é largamente desconhecida."

Nem o próprio senador McCain pode falar dela com grande pormenor visto que mal a conhece - e acha que nos dois meses que faltam de campanha o Pedro poderá passar a falar dela e do que defende em pormenor?

Acha que é em dois meses que Palin vai passar a perceber de politica internacional (esqueça a experiência, já só me refiro ao conhecimento dos assuntos - se mesmo em relação ao Iraque a própria admitiu não se debruçar muito sobre o assunto).

"Por outro lado, registei as palavras de elogio que lhe dirigiram Hillary Clinton e Geraldine Ferraro, adversárias políticas, e salientei a popularidade de que goza no Alasca."

Essa é obviamente a motivação da escolha de McCain. Veja por exemplo aqui: http://politicalticker.blogs.cnn.com/2008/08/30/palin-booed-for-mentioning-hillary-clinton/

Gosto especialmente desta parte:
"Palin quickly recovered, promising the audience that female candidates weren’t yet finished, and that she and McCain were on their way to victory in November."

É a gender card lançada sem vergonha...

"Quanto a preparação ou falta dela: acabo de reler a melhor biografia de Harry Truman (falarei disso aqui), você nem queira saber o que disseram dele quando o Roosevelt o escolheu para vice-presidente"

Não me interessa o que dizeram, se os opositores falassem bem é que seria um caso interessante. O que me interessa são os factos: Truman chegou a vice-presidente após 10 anos como senador.

"Vamos dar tempo ao tempo, que é uma grande virtude..."

Exactamente, tempo era o que deviam ter dado a Palin. Apostar na mesma para a vice-presidência ainda com menos de dois anos de experiência como governandora de um estado com pouco mais de 600 mil habitantes não é propriamente sério.
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De O Réprobo a 31.08.2008 às 12:36

Só uma precisão: Palin não é visada em qualquer investigação de corrupção, ao contrário, foi a força que levou a investigar dois ícones do Estado, o Senador Stevens e o Congressista Young (do seu próprio partido), em sede desse ilícito.

Há, sim, em exame um caso de telefonema de um assessor sugerindo a demissão de um cargo público de um ex-cunhado dela com quem se daria mal, por solidariedade para com a irmã. Não é bem a mesma coisa. Assim como na questão da Evolução, a acção pública tem sido apenas de dar aos opositores da dita teoria liberdade igual de ensino à que se concedeu aos seus adeptos.
Abraço
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De Fernando Vasconcelos a 14.09.2008 às 18:05

"Apenas" igualdade de ensino ? Com qual fundamentação? Que não existe bem a certeza? A questão aqui é bem mais funda do que parece à primeira vista. É nestas atitudes que se revela a verdadeira Pallin. Que obviamente tem qualidades, mas que tem também pelo menos um grande defeito que é de não separar o estado ou a ciência da fé religiosa (qualquer que ela seja) e isso só pode dar mau resultado ... e digo isto sendo cristão praticante e até partilhando algumas das ideias da governadora nesse campo. Mas neste ponto é caso de dizer "por amor de Deus" actualize-se ... sim é novidade o que ela diz. é novidade agora mas é tão antigo como a inquisição.
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De Anónimo Veneziano a 31.08.2008 às 14:36

Parece-me que alguns comentadores estão a raciocinar muito ao estilo europeu. Para compreender o que se passa na América haveria que saber raciocinar ao estilo "gringo".
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De Pedro Correia a 31.08.2008 às 21:52

É precisamente essa a minha opinião, como já aqui escrevi.
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De cristina a 31.08.2008 às 21:43

Pedro

já tinha lido um perfil que confirma exactamente o que aqui deixou o comentador acima, quando diz
"defende a exploração petrolífera em reservas ecológicas e naturais do Alaska; é contra o aborto em todas as circunstâncias (incluindo incesto e violação); defende o direito de porte de armas sem restrições; sobre a guerra do Iraque disse que ouviu falar disso nas notícias e que só começou a reflectir acerca do assunto no verão de 2007; sobre o cargo de vice-presidente disse não saber do que se tratava, preferindo ocupar um "cargo produtivo"; acha que a teoria da evolução é uma fraude e que o creacionismo devia ser ensinado nas escolas; apoiou o fanático religioso Pat Buchanan nas primárias Republicanas em 1996 e 2000; está envolvida num escândalo político (corrupção, abuso de poder) no Alaska, actualmente sobre investigação federal."

um perfil deprimente. se ele escolheu esta figurinha "por ser mulher" eu teria preferido um homem...sinceramente

araços
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De Joana Abrantes a 31.08.2008 às 22:42

Acho deprimente o que a senhora defende, mas é natural fazendo parte da ala conservadora dos republicanos. Não me choca. Choca-me que tenha sido escolhida por ser mulher. Mulher e jovem. Assim do nada. Sem que ninguém a conheça bem. Aparentemente nem o próprio John McCain. É ofensivo pensar-se que alguém vai votar nela só por ser mulher.
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De Paulo Cunha Porto a 14.09.2008 às 19:35

Caro Fernando Vasconcelos,
as certezas da governante estadual, ficaram fora da questão. Bem mais modesta do que muitos que não tiveram de decidir, apenas determinou que doravante se não excluísse das escolas o debate integrando a posição de grande parte das famílias do seu Estado. Nem mesmo chegou à inclusão curricular dos fundamentos dessas doutrinas. 67% dos eleitores concordaram com essa decisão, o que, mesmo naquelas frias paragens, penso ser muito superior aos que professam esse credo.
Cumprimentos

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