Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
As primitivas memórias que guardo dos Verões em Milfontes fazem sentir-me velho. Nos anos sessenta, exceptuando o café da Barbacã, que tinha televisão e gelados, e talvez nalguma casa que eu ignoro, a iluminação utilizada era gerada por lamparinas de petróleo. Nessa época recordo-me de comprar rebuçados a meio tostão, e de na feira de Agosto cobiçar um reluzente bimotor Douglas em folha de flandres. É desses tempos que me lembro das infindáveis horas de sesta a que nós, crianças, éramos cruelmente condenadas todas as tardes. Eu invariavelmente suportava o castigo impaciente, de olhos esbugalhados no escuro, mas com os ouvidos nos sons da tarde mole, que se arrastava lá fora na rua a estalar de calor.
(Continua em baixo)
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
A velhice só estará desprovida de rendimentos, se...
«Ucrânia abriu o míssil balístico russo que devast...
Não sou um apoiante de um imbecil, seja porque não...
Desde há muito, antes ainda de Pedro, O Grande, os...
Outro porta-aviões ao fundo! Quanto hipocrisia é n...