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Até que enfim

por João Villalobos, em 28.08.08

«Se acabó la arbitrariedad en los controles de los aeropuertos. Los pasajeros ya pueden defender con un documento oficial en la mano que nadie les puede impedir embarcar más de 100 mililitros de un medicamento, de un producto dietético o de un alimento infantil. Que nadie puede pedirles que se quiten los zapatos o los cinturones. Y que pueden exigir que las autoridades competentes les informen sobre qué productos líquidos están prohibidos antes de facturar». No El Pais

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10 comentários

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De Anónimo a 28.08.2008 às 16:38

Se isso está em castelhano também deve ser válido em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, e assim...
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De João Villalobos a 28.08.2008 às 16:42

A decisão da CE é, logicamente, válida para todos nós. Por cá ainda não descobri uma linha sobre o assunto, mas pode ter sido por também não ter procurado exaustivamente.
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De Anönimö a 28.08.2008 às 16:39

Baril! Já posso levar a minha ginginha!
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De Anónimo a 28.08.2008 às 16:49

E eu vou já à Madeira buscar um garrafão de poncha.
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De Pedro Correia a 28.08.2008 às 17:54

Até que enfim. Era um absurdo, esta paranóia securitária nos aeroportos. Em Outubro passado, tive de deixar um protector solar e uma pasta dentífrica no aeroporto da Horta quando ia embarcar para... São Miguel.
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De João Villalobos a 28.08.2008 às 17:58

Isso foi um excesso de zelo particularmente cretino...
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De Anónimo Veneziano a 29.08.2008 às 02:37

Esta questão da segurança dos aeroportos tem muito que se lhe diga. Tentarei resumir:
O actual sistema pode ser eficaz em casos isolados, vg, o de algum louco que lhe dê para tentar assaltar um avião. Mas já será diferente se estivermos a lidar com profissionais (especialmente no caso de terrorismo de Estado). Rir-se-ão do sistema de segurança da maioria dos aeroportos do mundo: passarão pelos pórticos sem que nada seja detectado; estarão muito bem informados sobre os empregados e a topografia do aeroporto; saberão perfeitamente como reavivar fidelidades ou comprar favores. Dois lutadores profissionais conseguem enfrentar sem problemas e de mãos limpas uma tripulação de 8 elementos. Em 10 segundos, metade já teria os pescoços quebrados. Há explosivos – difíceis de adquirir, é certo – que nenhum detector de aeroporto consegue identificar e que se podem disfarçar sob a aparência mais inocente deste mundo.
Viajo bastante e, na maioria dos aeroportos, faz-me impressão a boçalidade dos seguranças que revistam pessoas e bagagens. Então nos Estados Unidos chega a meter dó. No caso da Portela de Sacavém até nem estamos tão mal servidos, mas presumo que, em geral, quer o seu recrutamento quer a respectiva formação deixam bastante a desejar. Tanto quanto sei, esse recrutamento está condicionado pelos baixos salários pagos e pelas penosas condições de trabalho (vg. o contacto seguido com a máquina de raios X é nocivo). Mas, sobretudo, creio que o serviço é, no fundo, ineficaz.
Claro que aqui entram outros parâmetros em jogo. A indústria da segurança, que cobre inúmeros aeroportos 24 h por dia movimenta milhões. Os “peões de brega”, além de mal pagos e pior formados estão frequentemente sujeitos a contratos precários. Porém, essa indústria é muitas vezes controlada por altas patentes ou comissários reformados a quem não lhes interessa que o negócio diminua. Faz lembrar os fiscais do metro de Moscovo que aqui há muitos anos foram despedidos porque dissuadiam de tal maneira os passageiros sem bilhete que estes desapareceram e o custo/benefício da fiscalização ficou demasiado alto. Ora tentar alterar a situação actual dos aeroportos iria levantar logo um coro de protestos e falsos alarmes dos interessados no negócio.
Então não há nada a fazer? Creio que sim e no domínio da chamada “intelligence”. Curiosamente, os Estados Unidos estão a tentar a enveredar por esse caminho: os antecedentes dos passageiros começam a ser escrutinados meticulosamente antes de embarcar e são conhecidas as discrepâncias entre a Administração norte-americana e a União europeia a pretexto de que as averiguações à volta das listas de passageiros podem ofender a privacidade dos cidadãos. E, claro, há que tentar que a motivação dos grupos de terror se desinteresse de certos objectivos.
Finalmente, sem ceder à tentação das teorias da conspiração, admitiria que os Governos também poderiam ter vantagens no “statu quo”. O Estado clássico e, sobretudo, os políticos clássicos começam a apavorar-se perante a possibilidade de perderem o controlo subliminar dos cidadãos. Para contornar as naturais reacções das populações, todo o pretexto com impacto na opinião pública pode ser utilizado para o Poder se afirmar na sua plenitude e sem demasiados protestos. Seria o caso, vg, da luta contra a droga, contra a pedofilia, contra a fraude fiscal e até das multas de trânsito ou dos autos da ASEA. E a “humilhação” nos aeroportos converteu-se numa praxe com excelentes pretextos para não terminar. Não digo que as autoridades policiais e de segurança actuem erradamente do ponto de vista formal, mas é notório que o Estado muitas vezes também procura retirar indirectamente dessa actuação benefícios que reforçam o seu Poder no subconsciente do povo. Assim se explicariam as frequentes reviravoltas da chamada “política criminal”. Mas isso já é outra história…
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De Isabela a 29.08.2008 às 20:58

Eu é mais os pacotinhos de leite com chocolate e as pequenas garrafas de água que meto na mala e dos quais me esqueço. Na última viagem que fiz, após passar o rx e ser detectada encostei-me a uma coluna do aeroporto de Lisboa a beber pacotinhos de leite. Queriam que eu o deitasse fora. Era o deitava.
Mas em Londres já tive de descalçar os sapatos no pico do Inverno e caminhar descalça um bom bocado. Não me caem os parentes na lama, mas sinceramente... tanta tecnologia, tanta tecnologia e temos de andar descalços.
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De Isabela a 30.08.2008 às 13:14

As questões colocadas no comentário anterior por Anónimo Veneziano são muito pertinentes. Gostei de ler uma análise tão lúcida e informada da situação.
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De Anónimo Veneziano a 30.08.2008 às 14:01

Gracia tanta, Isabela.

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