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Despedimentos liberalizados

por Pedro Correia, em 11.08.08

Andam os nossos liberalíssimos defensores da "flexibilidade" do código laboral a bradar há anos na blogosfera pela "modernização" do quadro legislativo que, garantem eles, praticamente inviabiliza os despedimentos em Portugal. Escrevem e falam como se não vivessem num país com meio milhão de desempregados. Escrevem e falam como se não vivessem num país onde o direito constitucional ao emprego é letra morta. Escrevem e falam como se não vivessem num país onde o adjectivo precário acompanha por sistema o substantivo trabalho. Veja-se o que ainda agora aconteceu com um dos mais antigos títulos da imprensa portuguesa: a administração d' O Primeiro de Janeiro despediu todos os jornalistas em quatro dias depois reabriu o jornal com uma redacção totalmente diferente, composta por pessoas que já produziram outro periódico, chamado Norte Desportivo. Alguém se escandalizou? Claro que não: estes procedimentos tornaram-se rotina na vida empresarial portuguesa.

Isto acontece, recordo, num país onde a legislação laboral é "muito rígida" e onde "é quase impossível" despedir alguém. O país de faz-de-conta que os nossos liberais teimam em confundir com a realidade, não vá esta acabar por lhes atrapalhar as teorias.



24 comentários

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De Anónimo a 11.08.2008 às 15:42

O que nos vale é que liberal é o Sr. PPC, que perdeu as eleições para a D. MFL, social-democrata e próxima PM de Portugal.

(este comentário foi mesmo mauzinho)
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De Anonimo a 11.08.2008 às 16:14

Barbatana inspirada nos cartazes do BE ?

O mundo dá realmente muitas voltas.

É das piores coisas que me podem dizer é que tenho razão... Grrrr!
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De Luis a 11.08.2008 às 16:16


É difícil despedir um trabalhador, quando necessário, mas relativamente fácil despedir todos.

Seria preferível equilibrar as coisas evitando que a rigidez tornasse inviáveis as empresas.

Em todo o caso, o exemplo foi mal escolhido, por o procedimento em causa ser de duvidosa legalidade.
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De Anónimo a 11.08.2008 às 16:18

Deviam ser despedidos do C-F todos(as) aqueles(as) madraços(as) que figuram como colaboradores e não fazem aqui a ponta d'um corno, essa é que é essa. E biba o liveralismo.
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De rms a 11.08.2008 às 16:25

Ia tendo um colapso. Anda alguém a postar com a conta do Pedro Correia??
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De Luísa a 11.08.2008 às 16:30

Segundo julgo ter compreendido da experiência que tenho, Pedro, a nossa lei dos despedimentos não «assusta» os empresários portugueses, que sabem bem como podem torneá-la – e ela e a muitas outras, de resto. Mas «assusta» os empresários estrangeiros – ditos do mundo «desenvolvido» - que são, por natureza, cumpridores e a vêem demasiado carregada de lentas diligências processuais e intervenções sindicais. É, ainda assim, uma lei relativamente inócua, porque há muito que os sindicatos se retiraram (cobardemente) do sector privado e se instalaram (com muito oportunismo) no público.
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De Fonte próxima a 11.08.2008 às 16:49

Eh!eh! O comentário do anónimo das 15.42 por acaso foi mesmo mauzinho. Eh! Eh! Eh! Eh! Eh!
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De Ana Duarte a 11.08.2008 às 16:52

Em plena sintonia consigo, o que, confesso, me surpreende um pouco. Não o imaginava tão à esquerda :)
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De Anónimo a 11.08.2008 às 16:54

O Senhor Fernando Sobral já devia ter sido despedido..
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De Tiago Moreira Ramalho a 11.08.2008 às 17:10

Pedro, no seu texto faz uma generalização muito errada. O que aconteceu no PdJ foi um caso singular cuja legalidade é, como já foi dito, duvidosa. A verdade é que é complicadíssimo despedir em Portugal, quando comparamos com outros países.

Só um aparte, o próprio Pedro diz que toda a redacção foi despedida e de seguida foi contratada outra. Parece-me que o desemprego não aumentou. É esta a falha de muita da argumentação contrária à flexibilização: as empresas precisam de empregados para continuar, se despedem uns, contratam outros.
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De rms a 11.08.2008 às 17:41

"Só um aparte, o próprio Pedro diz que toda a redacção foi despedida e de seguida foi contratada outra. Parece-me que o desemprego não aumentou".

Parece-lhe mal. A redacção que está a fazer o actual Janeiro é a do Norte Desportivo, ou seja, não há novos empregos. Acho que agora tem o nome de "rentabilização de recursos humanos"; deixou de ser uma tremenda filhadaputice.
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De Pedro Correia a 11.08.2008 às 17:56

Diz bem, RMS. Nem sempre estamos de acordo, mas desta vez dou-lhe toda a razão.

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