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A quadratura do círculo

por Pedro Correia, em 05.08.08

 

António Borges, vice-presidente do Partido Social Democrata, assume-se como liberal. Não percebo como é que um liberal ocupa um lugar de tanto relevo num partido que se intitula social-democrata. Seria igual o meu espanto se visse um social-democrata à frente de um partido liberal. Ou um democrata-cristão a liderar um partido socialista.

Ora este liberal que é número dois dos sociais-democratas acaba de defender, em entrevista ao Diário Económico, a privatização da Caixa Geral de Depósitos. Diz ele, textualmente: "Não há razão nenhuma para que o maior banco português pertença ao Estado."

De um liberal, não seria de esperar outra coisa. Já de um social-democrata, ou pelo menos do vice-presidente de um partido que se diz social-democrata, seria de esperar algo bem diferente. Gostaria de saber, entretanto, se a líder dos sociais-democratas subscreve aquilo que o seu liberal vice-presidente veio agora defender. Será que ela também quer privatizar a Caixa? Será que ela também é liberal? Ou será que é social-democrata, ao contrário de António Borges? Sobrará algum social-democrata no PSD?

 

ADENDA:

Ler o que aqui escreve o Pedro Marques Lopes.


15 comentários

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De carlosbarbosaoli a 05.08.2008 às 18:27

Pedro:
Posso assinar este post por baixo? Claro que o mesmo se aplica a Passos Coelho,a alternativa a MFL, o que me leva a perguntar: em 2009 os militantes do PSD sabem no que vão votar?
Abraço
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De António de Almeida a 05.08.2008 às 19:01

-O PSD é uma federação de tendências e sensibilidades, apenas unidas quando ocupam o poder. Nem seque existe uma luta interna entre liberais e sociais democratas, afinal nas últimas directas António Borges esteve ao lado de M.F.L. que não defende a privatização da CGD, disse-o a Judite de Sousa, quando deveria ter apoiado Passos Coelho, pelo menos era mais liberal que a actual lider. Por outro lado alguns apoiantes da PPC, como por exemplo Fernando Ruas, dificilmente poderão ser catalogados como liberais. Como todos sabemos, não ocorreu, não ocorre, e julgo que no futuro não irá ocorrer qualquer luta no PSD, excepto é claro á luta pelo poder, pela ocupação de lugares nas listas concorrentes ás diversas eleições, e quando o poder fôr ocupado, a habitual luta pelas cadeiras de nomeação através de confiança política. Social-democracia, liberalismo ou populismo são armas de arremesso para lutas internas, entretendo militantes, e mais uns quantos que gostam de discussões políticas.
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De Pedro Correia a 05.08.2008 às 21:55

Abraço, Carlos. Depois de teres decifrado o espírito de Belém, antes de todos os outros, a tua cotação blogosférica disparou mais ainda...
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De l.rodrigues a 06.08.2008 às 11:53

Só uma curiosidade suscitada por este comentário, já que sobre o post apenas posso acrescentar que em portugal a Social Democracia se encontra perdida, talvez algures entre o PS e o BE.

A quem é que uma pessoa se dirige para saber a sua cotação blogosférica?
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De Teresa Ribeiro a 05.08.2008 às 19:08

Muito bem observado!
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De Fernanda Valente a 05.08.2008 às 20:36

É preferível um Fernando Ruas pró-liberal que corta com a tradição ao fazer uma aposta num novo rumo a tomar pelo seu partido, do que um António Borges assumidamente liberal que vai fazendo charme por sobre o seu ombro direito para o "just in case".
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De Manuel Leão. a 05.08.2008 às 21:17

O argumento, para privatizar, costuma ser que o estado não sabe gerir empresas. Esta sempre foi do Estado, nunca foi privada, e é aquela que melhor performance tem no seu ramo. Em cada ano entrega ao Estado impostos e dividendos que o mesmo nunca mais tornava a ver. Por outro lado, permite ao Estado fazer intervenções de utilidade pública, como sendo linhas de crédito especiais para determinadas actividades. Por outro, a grandeza da caixa tem origem, desde há muitos anos na pequena poupança. É claro que os gulosos querem desfalcar o estado deixando-o de tanga, para entregar mais uma empresa lucrativa para os privados.
Mas este Borges não engana ninguém. Que credenciais tem ele? Que fez ele de relevante?
Para mim é um "bluff". Quanto a ser social democrata ou liberal, para ele tanto faz. Ele quer é dar nas vistas.
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De Fernanda Valente a 05.08.2008 às 21:54

Na mouche, Manuel Leão.
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De carlosbarbosaoli a 05.08.2008 às 23:22

Pedro:
Com a crise bolsista que por aí vai, creio que a cotação do meu Rochedo- mesmo a blogosférica- não vai longe!
Sim, mas é verdade que ando satisfeito com as audiências que ultrapassam as minhas expectativas
Abraço
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De anónimo a 06.08.2008 às 09:19

Muita inveja têm da Manuela Ferreira Leite... Será que não era suposto ela ganhar estas directas?

Outra coisa que eu não percebo, muita inveja têm do António Borges, será que é porque ele fez alguma coisa para além da política, e tem carreira (invejável) sem necessidade da política?

Será que têm medo que ele seja um exemplo (para outras pessoas que não precisam da política para nada voltarem a interessar-se pelas causa pública) e assim deixar estes inúteis que agora proliferam nos governos e assembleias no desemprego?
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De Anónimo a 06.08.2008 às 09:33

Acho que o post está a exigir demasiado, ou seja, que se conheça algo sobre o que a Avó Manuela pensa ou deixa de pensar em concreto sobre qualquer assunto.
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De Last Moorish King a 06.08.2008 às 16:07

"Seria igual o meu espanto se visse um... democrata-cristão a liderar um partido socialista"

huh!?

António Guterres?
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De lucklucky a 07.08.2008 às 09:08

Quais são os partidos Sociais Democratas que defendem a permanência de um dos maiores bancos de um país nas mãos do Estado? A não ser que agora a referência do PSD seja Mitterrand fase nacionalizações...
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De Pedro Correia a 07.08.2008 às 10:59

Veja se convence disso a doutora Manuela Ferreira Leite...
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De Manuel Leão a 07.08.2008 às 20:45

Sempre foi do Estado, mesmo no tempo da monarquia.

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