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Mais um que percebeu

por Francisco Almeida Leite, em 30.06.08

"Não é por acaso que Manuela Ferreira Leite precisou de reagir tão enfaticamente à hipótese de, após as eleições de 2009, se formar um governo de 'bloco central' entre os dois maiores partidos nacionais, o PS de José Sócrates e o seu próprio PSD. 'Alianças com o PS', perguntou ela, 'só se eu estivesse doida!'.

A resposta é enfática no estilo porque não o pode ser no conteúdo.

Em primeiro lugar, era preciso matar o assunto, por razões externas. Seria muito desagradável, a um ano das eleições, dar já como comprometido o partido que supostamente deve competir pelo governo. Ao PSD cabe desempenhar aquele papel, por pouco que acredite nele, sob pena de tornar as eleições ainda menos competitivas do que elas ameaçam ser.

E em segundo lugar, era preciso matar o assunto, por razões internas. Ninguém duvide de que, dentro do PSD, pouca gente se incomodaria com um governo de 'bloco central'. O PSD não é um partido de alternativa, é simplesmente um partido que acha que deve estar no governo. Se for sozinho, óptimo; se for acompanhado, menos mal. Se der muito trabalho, lá terá de ser; se não der trabalho nenhum, melhor ainda."

 

"Agora o conteúdo. Como já alguém notou, Manuela Ferreira Leite respondeu que nunca faria alianças com o PS - a não ser que estivesse louca -, mas o mais interessante é que a pergunta não era essa. 'Alianças com o PS' significa os dois partidos concorrerem juntos às eleições. Um governo de 'bloco central' significa os dois partidos governarem juntos após as eleições não tererm dado uma maioria absoluta, meia-dúzia de comentadores sisudos decretarem que esta é a coisa mais 'responsável' a fazer e o Presidente da República aparecer em público com um ar pesaroso."

 

Rui Tavares, no Público de hoje (última página)

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3 comentários

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De Pedro Correia a 30.06.2008 às 16:46

Pois. Claro como água.
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De Antifascista de Gema a 30.06.2008 às 19:18

Ou muito me engano ou o Tavares endoidou de vez.
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De leonor simões a 03.07.2008 às 14:20



Embora o «post» em causa abranga outros aspectos do texto de Rui Tavares, creio ter interesse chamar a atenção para outra opinião sobre a parte final que ali em cima é citada do artigo de Rui Tavares. Com efeito, em «o tempo das cerejas», em 2/7, e sonb o saboroso título de «TUDO MENOS «CAROCHINHA»!,Vítor Dias escreveu o seguinte que, na minha opinião, merece pelo menos alguma ponderação:

(...)

Por outro lado, a crónica anteontem publicada no Público por Rui Tavares e significativamente intitulada «Quem quer casar com a carochinha?» justifica desde já, num estrito quadro de debate de ideias e de prevenção de equívocos, algumas observações preambulares.
Começando pelo acessório. é de registar que, referindo-se ao que eu considero a «fábula» da futura reconstituição de um «bloco central» (o político, o governativo e o orgânico e não o inorgânico e difuso que sempre tem existido), escrevia Rui Tavares: « como alguém já notou, Manuela Ferreira Leite respondeu que nunca faria alianças com o PS a não ser que estivesse louca, mas o mais interessante é que a pergunta não era essa. "Alianças com o PS" significa os dois partidos concorrerem junto ás eleições. Um governo do bloco central significaria os dois partidos governarem juntos após as eleições não terem dado uma maioria absoluta.
Ora, quanto a este ponto menor, se não me engano, Rui Tavares foi pouco rigoroso e foi mesmo injusto com Manuela Ferreira Leite. Desde logo, porque pode haver diversos tipos de alianças entre partidos para além das coligações eleitorais (acordos de incidência parlamentar, etc, até se podendo considerar que houve uma aliança entre o PS e o PSD para se alcançarem os critérios de Maastricht como condição para a adesão à moeda única). E depois, como um governo desses dois partidos é ele sim um forma suprema e máxima de aliança entre partidos, não se pode dizer que Manuela Ferreira Leite ao rejeitar alianças com o PS tenha deixado de fora um governo do dito «bloco central» (que aliás é sempre mais à direita do que o nome indica). (...)

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