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Portugal 3, República Checa 1

por Pedro Correia, em 12.06.08

Ao contrário do que sucedeu contra os turcos, contra a República Checa a selecção portuguesa só passou a dominar o meio campo - e, desta maneira, dominando o jogo - a partir da segunda parte. A primeira metade foi um festival de bolas perdidas e passes errantes - como se os jogadores lusos já soubessem que Scolari os trocará pelo Chelsea mal termine o Euro 2008. Na segunda metade, o predomínio português foi total: voltou a imperar o jogo colectivo e a nossa superioridade técnica. Uma vez mais, impressionou a condição física dos portugueses, que terminaram o jogo muito menos cansados do que os exaustos checos.

A análise dos jogadores, um por um.

 

Ricardo - Continua a ter momentos de intranquilidade. Mas entre os postes é atento e seguro. Evitou um golo checo com uma defesa soberba.

Paulo Ferreira - Não é defesa esquerdo de raiz: isso notou-se muito na primeira parte, quando os seus cruzamentos foram poucos e maus. Melhorou no segundo tempo.

Pepe - Desta vez não marcou um golo. Mas tentou. Foi sempre o mais inconformado dos defesas, procurando empurrar a equipa para a frente. Pura classe a jogar.

Ricardo Carvalho - Mourinho quer levá-lo para Milão. Não admira: é um dos melhores centrais do mundo. Forma um sólido duo defensivo com Pepe, como ontem voltou a ver-se.

Bosingwa - Seguro na defesa e muito veloz nas acções defensivas pelo flanco direito. Apoiou bem o ataque.

Petit - Esteve muito em jogo mas pareceu um dos portugueses mais inseguros na primeira parte. Teve uma falha de marcação que permitiu o golo checo. Mas nunca baixou os braços.

João Moutinho - Um prodígio. De entrega ao jogo, de construção de lances ofensivos, de rigor táctico e de execução técnica. Voltou a ser um dos melhores portugueses.

Deco - Pepe foi o melhor contra os turcos, Deco foi o melhor contra os checos. Marcou um golo, deu outro a marcar, foi o patrão do meio campo português. Está em óptima forma: os dias maus em Barcelona ficaram para trás.

Cristiano Ronaldo - Ao trocar de flanco com Simão, sacudiu a férrea marcação a que esteve sujeito, soltando-se. Percebia-se há muito que estava com vontade de marcar. E marcou mesmo: um excelente remate rasteiro frente à baliza checa, a passe de Deco. Ofereceu o terceiro golo a Quaresma, confirmando que o anterior Cristiano Ronaldo, muito individualista, deu lugar a um atleta maduro.

Simão Sabrosa - Pareceu acusar o toque de que foi alvo no jogo anterior. Esforçado, como sempre, mas sem a exibição de nível revelada contra os turcos.

Nuno Gomes - Portugal marcou três golos - e nenhum foi dele. Desta vez revelou pior pontaria: não conseguiu acertar no poste. Melhor momento: aquele em que saiu de campo, cedendo a braçadeira de capitão.

Meira - Substituiu Moutinho, quando Portugal ganhava 2-1, o que fazia augurar um recuo dos portugueses. Felizmente isso não aconteceu.

Hugo Almeida - Substituiu Nuno Gomes. Deu-se pouco por ele.

Quaresma - Um dos regressos mais aplaudidos pelos milhares de portugueses que assistiam ao jogo em Genebra. Entrou e... marcou. Mas o golo foi-lhe oferecido por Cristiano Ronaldo - uma lição de humildade que Quaresma só ganharia em aprender.



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