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Assim vai o País

por Pedro Correia, em 28.05.08

- Um milhão de portugueses (sobre)vive com menos de dez euros por dia.

- Há motivos para optimismo: afinal a Letónia está ainda pior que nós na lista dos países da União Europeia com rendimentos mais desiguais.

- Confirma-se: os voos da CIA para Guantánamo atravessaram território português.

- A futura Escola de Hidrografia e Oceanografia está a ser edificada num terreno em que o plano director municipal de Lisboa não permite qualquer construção.

- Em 1981, Lisboa tinha 170 mil crianças. Vinte anos depois, tinha apenas 60 mil.

- Os novos emigrantes portugueses, que não contam nas estatísticas oficiais do desemprego, continuam a morrer nas estradas de Espanha. Desta vez foram três operários que voltavam sexta-feira à sua aldeia, no concelho da Régua. Sabe-se lá com que cansaço em cima do corpo.

- Os jogadores da selecção nacional concentrados em Viseu apreciam arroz de pato, cabrito assado e bacalhau à Brás, não necessariamente por esta ordem.



23 comentários

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De João Severino a 28.05.2008 às 15:17

Caro L. Rodrigues

O Pedro Correia não precisa de abrir o coração em público para nada. Quando não se conhecem as pessoas devemos estar calados. E eu não pude ficar em silêncio em face da sua provocação. O Pedro Correia abre o coração em silêncio para muita gente que cai na desgraça, que deixa de ser gente, que deixa de poder almoçar ou jantar fora, que deixa de poder ir beber um copo num bar, que deixa de poder viajar, que deixa de poder trabalhar, que deixa de poder oferecer uma prenda à própria mulher no dia do seu aniversário, que deixa de poder ajudar os filhos. O Pedro Correia não esquece os amigos e ajuda-os, preocupa-se com eles, tenta arranjar-lhes trabalho, é solidário até dizer chega! O que Pedro Correia não faz certamente é vangloriar-se de abrir constantemente o coração para os outros e na maioria dos casos, sem qualquer obrigação. Chega?
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De l.rodrigues a 28.05.2008 às 15:46

Não coloco em questão as qualidades humanas de Pedro Correia, que, sem conhecer pessoalmente, não duvido ser isso tudo que disse.

Simplesmente questiono se aquilo que defende politicamente (e já disse que compreendo que não o faça em publico por razões profissionais) é o que melhor serve o pais que presumo, gostaria de ver transformado. E pergunto porque torna claro o que ataca, mas não o que defende, que não é necessariamente o simétrico.

Aqui no corta-fitas o seu estilo de comentário, sendo inteligente e subtil, mostra um juízo, quanto a mim, rápido e fácil dos outros. Estará certamente ciente de que isso funciona para os dois lados...
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De J.C. a 28.05.2008 às 22:31

O l.rodrigues não sabe se as posições do Pedro Correia constituem «o que melhor serve o país»? Pois não sabe. Ninguém sabe. As receitas para servir o País são muitas e os que defendem as variadas receitas são muito mais ainda. Há alguma coisa de espantoso nisso?

O que está em causa é algo muito mais simples: é o l.rodrigues gostar ou não das posições críticas que ele toma. Por outras palavras: o crítico de teatro, por exemplo, deverá ser um exigente encenador ou actor? Não creio.

Resumindo: o l.rodrigues decididamente não gosta do que o Pedro Correia diz. Eu gosto. Sou suspeito, é claro, mas gosto. E ainda bem que é assim. Porquê? Porque entre as coisas que melhor servem o País (e que andam a escassear) está isto de podermos defender pontos de vista bem desiguais. Como sabemos, não falta quem ainda tenha a tentação de querer impor modelos únicos. Porém, isso não é «o que melhor serve o país»...
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De l.rodrigues a 28.05.2008 às 23:00

Ainda bem que fala do critico de cinema. No cinema Quarteto costumava estar afixado um recorte de jornal que citava Boris Vian. Dizia qualquer coisa do género sobre o que devia ser o papel do critico de arte:

1. dizer qual é a obra de arte que viu, ouviu ou leu
2. fazer um pequeno resumo do que ele próprio fez na vida até agora e quais são os seus planos para o futuro imediato;
3. exprimir a sua opinião sobre a obra: "achei boa ou má".

Ora, no que respeita ao Pedro Correia, limitei-me a indagar sobre o ponto 2, sendo que o 1 o 3 ele esplana sempre eloquentemente.
Pelos vistos, foi impertinência minha que chocou muita gente, pelo que peço desculpa.
Parabéns ao Pedro Correia pelos amigos que têm.
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De J.C. a 29.05.2008 às 12:49

Por acaso, foi de crítico de teatro que falei.

Claro que sou amigo do Pedro Correia. E claro que não sou advogado nem procurador dele, que não deve precisar.

Num país em que tantos autoproclamados críticos de tantas coisas deixaram de ser conclusivos, parece-me que estamos a falar de gente que ainda sabe dizer sem rodeios se achou bom ou mau isto e aquilo.

É óbvio que não foi impertinência sua: o espaço (mental, sobretudo) da divergência a que me referia chama-se tolerância...
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De l.rodrigues a 29.05.2008 às 14:54

È verdade, li cinema ou teatro, vá-se lá saber porquê.
Mas creio que funciona para os dois.

Devo ser das pessoas mais tolerantes que conheço. Claro, que não tem que acreditar em mim, que não conhece de lado nenhum.

E também é claro que concordo que muitas das coisas que o Pedro Correia aponta como bem, ou como mal, o são/estão efectivamente.

Nada disso revela para a minha questão. Mas deixo este assunto para a proxima vez que insinuarem que sou comunista, ou maoista, ou com tendências totalitárias... Acontece com alguma frequência, aqui.

(Eu que nunca votei à esquerda do PSD, embora há uns anos vote em branco. Hoje em dia ser Social Democrata é ser de extrema esquerda. Ao que o mundo chegou. Pronto, disse)

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