Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Até pareço de esquerda

por Corta-fitas, em 25.09.06
O Luis Aguiar Santos escreve, no O Amigo do Povo, a propósito da recente greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa: «eu acho que o "direito à greve" não tem lugar num Estado de Direito».
O nosso Pedro Correia também já aqui escreveu sobre este assunto. Não sei se vai tão longe nas críticas aos trabalhadores como o Luis, mas espero bem que não.
Eu, lamento dizê-lo, estarei sempre do outro lado de quem queira eliminar este direito cuja justificação histórica (desde o seu início em França) demonstra como, muitas vezes, foi a única ferramenta possível contra os exageros e práticas mais selvagens de exploração da mão de obra.
Por vezes não é aplicado da melhor forma? Eventualmente. Há outras formas de reivindicação que são pouco utilizadas e seriam mais simpáticas e até eficazes? Talvez. Mas isso discute-se pontualmente e caso a caso. Eliminar a greve como direito? Isso espero bem que nunca. Um «Estado de Direito», para mim, inclui direitos para todos. E não só para alguns.

Autoria e outros dados (tags, etc)



5 comentários

Sem imagem de perfil

De Pedro Correia a 25.09.2006 às 16:05

João, leste mal o que escrevi. Como é evidente, não ponho em causa o direito à greve, do qual sou defensor sem reticências. O meu ponto é este: seria bom que alguns dirigentes sindicais portugueses reflectissem no direito à greve que NÃO existe em países onde vigoram sistemas politico-económicos que gostariam de ver transpostos para Portugal. Só isto, que aliás já me parece bastante.
Sem imagem de perfil

De João Villalobos a 25.09.2006 às 12:42

Caro Helder,
Totalmente de acordo. É mais uma demonstração da velha história do «quando toca a nós»...

Rui,
Pelo menos não sabe se deverá ser extinto. Fico satisfeito :)
E o texto para o Incontinentes, estava assim tão parvo?
Sem imagem de perfil

De H.R. a 25.09.2006 às 12:03

O segundo uso de "prejudicados", naturalmente, refere-se à nossa própria actividade profissional.
Sem imagem de perfil

De H.R. a 25.09.2006 às 12:02

Caro João,
Já reparou que este desejo de eliminar o direito à greve só surge quando o seu exercício nos prejudica a nossa "liberdade"? Porque, curiosamente, se os prejudicados formos nós, aí, meu caro, ai de quem ponha em causa a liberdade de exercer o direito à greve.
Sem imagem de perfil

De Rui Castro a 25.09.2006 às 12:00

Caro João,
A justiça de um determinado direito avalia-se, também, pela forma como o mesmo é exercido. E a verdade é que, ao longo dos últimos anos, o direito a fazer greve tem sido usado para fins muitas vezes ilícitos, sem que, no entanto, ninguém tenha coragem de o dizer. É um bocadinho como aqueles tipos a quem se dá uma mão e vai a ver-se já nos querem ficar com o braço. Não sei se deverá ser extinto, mas acho que nos dias de hoje o seu abuso torna-se insuportável.

Comentar post



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • António

    Mortágua é economista mas acima disso é comunista....

  • António Lencastre

    Um povo que não tem inteligência coletiva...é assi...

  • The Mole

    Esse "milagre" a que ela se refere, é também produ...

  • João Távora

    Há um pouco de ruído à volta que não ajuda, mas ai...

  • Anónimo

    "Será verdade que não se ouve, lê, nem vê uma notí...


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D