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Ceder na Madeira para ganhar o País? (I)

por Pedro Correia, em 06.08.07

Um dos aspectos mais interessantes da blogosfera é permitir-nos dialogar serenamente com interlocutores com boa capacidade argumentativa. Reedita-se aqui, por exemplo, o espírito das antigas polémicas que dominaram a idade de ouro dos jornais e que parecem irremediavelmente em crise, (mal) substituídas pela estridência televisiva que pouco ou nada favorece a reflexão. Vem isto a propósito da troca de argumentos que venho mantendo com o Paulo Gorjão, que não parece impressionado com os sucessivos desaires estratégicos de Marques Mendes - o maior dos quais levou o PSD a perder de forma humilhante a câmara de Lisboa. O que mais me chocou no comportamento político do líder social-democrata, lembro, foi o seu recente alinhamento com Alberto João Jardim no Chão da Lagoa, contrariando os princípios de regeneração que apregoou desde o início do mandato. Diz o Paulo que Mendes se limita a reproduzir o comportamento de líderes anteriores (excepto Cavaco Silva e Santana Lopes, por motivos diferentes). É certo. Mas parece-me que Mendes tinha a obrigação de se demarcar das anteriores lideranças precisamente no caso madeirense, que prejudica todo o discurso crítico que o partido vem desenvolvendo no continente, em denúncia sistemática da "claustrofobia democrática". A Madeira constitui a parcela do território nacional onde essa claustrofobia é mais evidente, o que enfraquece toda a lógica discursiva do presidente social-democrata, que chegou ao ponto de chamar "grande líder" a Jardim. Talvez esteja muito enganado, mas não creio que se possa ganhar o País com cedências deste género no Funchal.

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6 comentários

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De Anónimo a 07.08.2007 às 22:50

1)Ha varias formas de populismo, e não nego que Alberto J. Jardim o seja, mas uma coisa tem que admitir, é que o populismo de Alberto João Jardim, não é feito á custa do marketing Politico.

2)em relação ao baixo nivel,não sei qual é mais grave,se chamar Sr. Silva, quando este não era ainda Presidente, se enviar um mero secretario de estado, representando o Governo de Portugal,á tomada de posse do Governo de uma região autonoma de Portugal, democraticamente eleito!

3)Não acredito que só haja atropelos democraticos na Madeira, como muita gente quer fazer crer!e acho que esta campanha contra a Madeira, nos ultimos tempos é pura e simplesmente marketing politico (populismos) para depois vir o sr. Vital Moreira,afirmar que nunca houve um Governo que afronta-se o AJJ.
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De Pedro Correia a 07.08.2007 às 21:33

Meu caro, o meu ponto não é esse. O meu ponto é o seguinte: Marques Mendes ascendeu à liderança do partido prometendo combate a todos os populismos, excluiu Valentim e Isaltino, correu com Carmona. Mas na Madeira entrou fatalmente em contradição ao render-se a Jardim, tão populista ou mais do que os restantes. Só isto, o que já não me parece pouco. Quanto aos "atropelos", você é o primeiro a reconhecer que existem na Madeira. E o baixo nível também: basta lembrar as deselegantes alusões ao "Senhor Silva" feitas em 2005 por Jardim ao actual Presidente da República.
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De Anónimo a 07.08.2007 às 20:00

Pedro Correia disse...
Não estou nada a chamar burros aos madeirenses. Mas a democracia não se esgota no acto de votar. Quem critica as atrofias democráticas no continente, não pode esquecer-se do que se passa na Madeira. Foi isso que disse. E repito.

3:54 PM

Plenamente de acordo!
Mas quando você fala do Alberto João Jardim, fala como se ele tivesse peste! e que quem se aproximar dele fica automaticamente contagiado e marcado...

"Atropelos democraticos" existem em Portugal continental , Madeira e Açores,como bem disse, mas não sei porquê exsite muita gente que se foca apenas, nos atropelos que existentes na Madeira... é quase uma obcessão, que muitos dizem ser Democratica, mas que cada vez mais penso que é da Esquerda...
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De Pedro Correia a 07.08.2007 às 15:54

Não estou nada a chamar burros aos madeirenses. Mas a democracia não se esgota no acto de votar. Quem critica as atrofias democráticas no continente, não pode esquecer-se do que se passa na Madeira. Foi isso que disse. E repito.
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De Anónimo a 07.08.2007 às 15:39

n�o sei como voc� define democracia? mas dizer que existe "claustrofobia democratica" na Madeira � chamar aos quase 70% dos eleitores madeirenses BURROS!!
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De As setas a 07.08.2007 às 06:30

O Paulo Gorjão, que ´não perdoa uma a Sócrates, é extremamente condescendente com Marques Mendes. Porque será?

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