Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Dia de Portugal sempre!

por João Távora, em 10.06.19

Bandeiras.jpg

Claramente uma improbabilidade geopolítica nascida há quase 900 anos, Portugal é um dos Estados Nação mais antigos da Europa, e concedo não padece de uma crise identitária ou careça de especial esforço de afirmação patriótica. Talvez o facto de sermos esse “dado adquirido” explique porque razão tratamos tão mal os nossos símbolos e a nossa História, a qual quase ninguém conhece, assim como os seus heróis, principalmente se não se distinguiram a jogar à bola e por azar morreram antes de haver televisão. Assim, como uns parolos de geração espontânea, autorizamo-nos a refazer a cada momento os nossos símbolos, de que a república de 1910 encarregou-se impiedosamente decapitar os principais, para simular uma revolucionária fraude a que chamaram “refundação”. Aqui chegados, importa que não desistamos de fazer do Dia de Portugal um sobressalto sobre aquilo que somos, de onde viemos, e principalmente o que, como comunidade, ambicionamos para os nossos netos. 

PS.: Há muitos anos que não ouvia integralmente um discurso das cerimónias do 10 de Junho como aconteceu hoje com o de João Miguel Tavares. Ouvi tudo. Se gostei? O que eu gostava que os meus filhos também o tivessem escutado...

O governo do Estado, não o governo do país

por henrique pereira dos santos, em 10.06.19

Há vários anos, quando foi feito um novo regime jurídico de conservação da natureza, eu estive no centro da elaboração desse diploma.

Digamos que embora o diploma tenha tido um grande discussão e o diploma resulte da participação de muita gente e de propostas que apareceram de muito lado, sendo a decisão final do Conselho de Ministros, se se procurasse saber quem foram as cinco pessoas mais influentes na sua redacção, eu estaria nesse grupo.

Não significa que me reveja integralmente no diploma, entre outras razões porque neste tipo de intervenções procuro sempre não confundir as minhas opiniões com o que me parece ser o maior consenso social possível para se atingirem os objectivos definidos: há dezenas de opiniões minhas que eu nunca poria em cima da mesa por serem inúteis ou por ter a absoluta consciência de que resultam essencialmente de convicções minhas que não consigo fundamentar objectivamente.

Mas há coisas que seguramente sei que foram num sentido e não noutro porque eu tinha margem para as propôr, a então presidência do ICNF tinha uma visão que permitia consolidar essas propostas, e o conselho de ministros não viu objecções de fundo que justificassem bloquear essas propostas.

Um exemplo muito concreto é o das áreas protegidas privadas e, sobretudo, o das áreas protegidas locais: há anos e anos que havia umas dezenas largas de propostas de classificação de áreas protegidas locais que nunca conseguiam ter uma decisão porque os técnicos do organismo que tutela as áreas protegidas nunca achavam suficientes as propostas feitas, pediam sempre mais elementos, tinham de verificar os elementos todos, tinham de duplicar o trabalho já feito, tinham de ver a proposta ideal que entendiam ser a que deveria basear uma área protegida, mesmo que nada disso estivesse na lei.

O que estava na lei era apenas que esse organismo poderia classificar áreas protegidas e os técnicos usavam essa prerrogativa para bloquear o avanço de dezenas de propostas de áreas protegidas, feitas por terceiros.

O que propuz (não foi o que foi aprovado) é que os proprietários poderiam fazer áreas protegidas privadas e, sobretudo, que as autarquias poderiam fazer áreas protegidas locais sem dar cavaco ao organismo de tutela das áreas protegidas, desde que a proposta fosse aprovada pela sua Assembleia Municipal e que fosse precedida de discussão pública. O organismo de tutela das áreas protegidas poderia desclassificar a área protegida se os objectivos da sua criação fossem desrespeitados. Ou seja, inverteu-se o processo.

Os centralistas habituais não desistiram, e como acham que a diferença entre o Estado e uma babby sitter é apenas o preço (o Estado é mais caro), acharam inconcebível andar-se a classificar áreas sem que eles, os detentores da verdade revelada, dissessem de sua justiça e portanto conseguiram, ainda no processo de aprovação da lei, enxertar uma norma idiota que diz que estas áreas classificadas, para integrarem a Rede Nacional de Áreas Protegidas, teriam de ter um parecer favorável deles próprios.

O resultado é que foram criadas muitas áreas protegidas locais (por exemplo, Vouzela criou um Parque Natural Local, que classifica quase 60% do concelho como área protegida, exclusivamente por iniciativa local), muitas das quais não fazem parte da Rede Nacional de Áreas Protegidas porque o organismo central de tutela continua a fazer o mesmo que fazia para não classificar áreas locais: complica a emissão de pareceres para integração na Rede Nacional de Áreas Protegidas, vedando o acesso a um conjunto de intrumentos que poderiam beneficiar as populações locais e o investimento nessa área.

Mas não contentes com isto, influenciam os instrumentos de financiamento da gestão destas áreas, ao ponto do combate a espécies invasoras, financiado pelo Fundo de Coesão através do Plano Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (cuja acrónimo deliciosamente irónico é POSEUR, para deixar bem claro que aquilo é mais para a fotografia que para resolver problemas reais), ser restringido à Rede Natura 2000 e às Áreas Protegidas de Âmbito Nacional, não vá algum município ou algum proprietário ou gestor de zonas fortíssimamente afectadas pela expansão das invasoras, nomeadamente na sequência dos fogos, conseguir fazer um projecto melhor que capte o financiamento e obrigue o Estado a ir ao Orçamento do Estado buscar recursos para gerir as áreas que tutela.

Não se pode dizer que seja este governo, porque esta oposição permanente à liberdade de terceiros fora da tutela do Estado tem acontecido com todos os governos (uns mais, outros menos, não tenho dúvidas de que o pendor mais liberal do regime jurídico de conservação seria impossível  com este conselho de ministros), o que temos, há demasiados anos em Portugal, são governos excessivamente preocupados em proteger o Estado da iniciativa e da liberdade das pessoas e das instituições livres e autónomas, ao ponto de proprietários que querem criar um ónus sobre as suas propriedades, classificando-as como áreas protegidas privadas, não só não terem qualquer benefício dessa atitude socialmente útil, como ainda dependerem da autorização do Estado para o fazer.

E isso é bem visível nos mecanismos de financiamento comunitário, cujos regulamentos são feitos à medida da necessidade do Estado assegurar a sua posição dominante na distribuição do acessos aos recursos.

E se ao menos, desta opção, resultassem áreas protegidas nacionais exemplarmente geridas, ainda se poderia admitir que se perdoaria o mal que sabe pelo bem que faz, mas para termos o que temos, qual é a utilidade de prescindir de outros, que talvez façam melhor?

Ainda as eleições: no distrito de Braga

por João-Afonso Machado, em 07.06.19

Salvo melhor opinião, os resultados eleitorais para o Parlamento europeu, no distrito bracarense, traduzem uma nova realidade, sobre a qual valerá a pena reflectir.

A abstenção foi da ordem dos 30%.

O PS o partido mais votado (33,5%) e o PSD o segundo (27,5%).

Seguem-se o BE (8,1%), o CDS (7,4%) e a CDU e o PAN (3,8% cada).

Os votos em branco atingiram o record de 5,6%, e os nulos ficaram nos 2,6%.

O mesmo significa a coligação brancos/nulos alcançou os 8,2% da votação. É, na realidade, pois, a terceira formação neste ranking.

Por isso, uma primeira conclusão, imediata: o eleitorado (com "apenas" 30% de abstencionistas) foi, apesar de tudo, participativo; e - segunda conclusão - pautou expressivamente a sua participação por um protesto (votos em branco e nulos) sem precedentes na estatística destas "corridas".

Posteriormente às eleições, mais dois autarcas socialistas (Santo Tirso e Barcelos) foram "de gancho", indiciados por corrupção. Ainda esta vez tais actividades de caracter egocentrico, tão frequentes no género PS, não produzirão efeitos nos próximos episódios eleitorais?

 

Subida dos mares.jpg

Há dias, no parque de estacionamento do ginásio que frequento, um automóvel cor-de-rosa, que exibia bem visível na traseira um autocolante contra a exploração de petróleo na costa portuguesa deixou-me a pensar…  Afinal os valores ecologistas da feliz proprietária (presumo que fosse uma senhora) daquela viatura acabavam nos limites da nossa fronteira, não prescindindo ela de se locomover num veículo com motor de explosão, com carburante importado de terras recônditas. É como aqueles que se insurgem contra a exploração de lítio na sua freguesia, mas que não prescindem de o usar no telemóvel de última geração, e quem sabe até ambicionam ter um carro de motor eléctrico. Este é o padrão adoptado pelas nossas crianças que, massacradas na escola com o aquecimento global, vêm para casa com intenções de deixar de beber leite e proteínas animais mas não prescindem de um duche de quinze minutos, e toda a sorte de artefactos electrónicos e viagens se possível de avião para os mais exóticos destinos. É difícil educar…
A maior parte dos fariseus do aquecimento global, talvez não saiba que os grandes alertas ecológicos acerca dos plásticos, da poluição e das suas consequências têm quase 50 anos (esta bela canção de Peter Gabriel sobre a subida dos níveis dos mares é de 1977). E para lá duns quantos excêntricos, poucos foram aqueles dispostos a prescindir das comodidades que consomem o nosso planeta, e desde então tem sido sempre a "piorar": aquecimento no inverno, ar condicionado no verão, no mínimo dois automóveis à porta de casa, sem contar com a interminável parafernália de objectos descartáveis que transbordam todos os dias nos caixotes de lixo da nossa rua. E dizem-me que há por aí uma criancinha em tournée a avisar-nos de que o mundo está em perigo. Ontem, uma notícia do Observador referia que talvez a civilização se venha a extinguir em 2050 por causa das alterações climáticas (que evidentemente são culpa de Donald Trump). Perante a incoerência que grassa na cabeça dos recém-convertidos ambientalistas, desconfio que o que eles querem é que seja o governo a obrigar-nos a mudar os hábitos de consumo, que nos proíba a todos de andar de automóvel, nos obrigue a andar de transportes públicos, a desligar os electrodomésticos, a não viajarmos para muito longe de casa (de preferencia de bicicleta), e a fazer a barba com a navalha do bisavô com cabo feito de osso.
Agora a sério, antes de exigirem tirânicas “políticas” milagrosas vindas do além (que ninguém vai querer pagar), o que é que cada um de nós está disposto a prescindir em favor da sustentabilidade da nossa Casa Comum?

 

* adágio que o meu pai usava para confrontar os filhos quando adiavam tarefas e deveres. 

O quê?! Como?! Qu`é que foi?! Onde?!

por José Mendonça da Cruz, em 05.06.19

Eu julgava que ia ler ou ver e ouvir alguma coisa sobre o acordo comercial preferencial que está a ser peparado entre EUA e Reino Unido - a «união dos povos de língua inglesa» de que outro personagem importante falava. Mas não. Foi só um boneco de plástico, o temperamento duma tal Meghan e do seu instável marido, e os «insultos» contra um mayor que começara por insultar. É assim. É a altura e dimensão intelectual e noticiosa dos media que se queixam da escassa audiência, e pedem «apoios» para esta espécie de informação que julgam vital para a democracia.

Efemérides e a mais nobre causa

por João Távora, em 04.06.19

Eu_RAL_2019_2.jpg

Reparei há dias que por esta altura faz dez anos que me envolvi nas lides monárquicas, a convite do saudoso João Mattos e Silva. Foi num almoço numa tarde destas nas Amoreiras que o João e o Nuno Pombo me desafiaram a passar das palavras aos actos, para se reerguer a Real Associação de Lisboa que vinha duma crise complicada. Poucos meses depois estávamos a publicar o 1º número do Correio Real e estreávamos um blogue. Então, estávamos a um ano do centenário da república, o apelo era desafiante. Nesta empresa, com mais turra ou menos turra, envolvido em diferentes direcções, o facto é que a minha vida nunca mais foi a mesma: alimentei enganos e ambições, ilusões e pretensões, ajustei.me, sempre ocupando aquele lugar onde se esconde o trabalho, muitos projectos por concretizar, só possíveis quando nos sabemos bem acompanhados. Durante este tempo, para casa nunca levei nada a não ser o orgulho de militar na mais nobre das causas, precisamente porque o que tem para nos oferecer é a noção de que fazemos falta (mal de nós quando não tivermos a quem servir), que este sonho de um Portugal que emerge dos confins da História e encarna em figura de gente, não morre.
Entretanto a Real Associação de Lisboa no passado sábado celebrou o seu 30º aniversário com uma inesquecível festa na Lourinhã. Gratos ficámos todos para com aquelas gentes pelo acolhimento, em especial os voluntários envolvidos na realização desta jornada que permanecerá para sempre na nossa memória. Venham de lá os anos que forem necessários para cumprirmos o desiderato do reconhecimento do rei dos portugueses. Para que, quando aí chegarmos, com a consciência tranquila fecharmos finalmente as portas e voltarmos para casa. 

Joe Berardo na Feira do Livro

por Vasco Mina, em 03.06.19

20190601_222058.jpg

O cartaz será resultado da dislexia?...

 

Domingo (Da ascensão do Senhor)

por João Távora, em 02.06.19

Leitura dos Actos dos Apóstolos 

No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?». Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu». 

Palavra do Senhor. 

A inclusão da bagunça e a envolvência com os espaços

por José Mendonça da Cruz, em 01.06.19

serralves-festa-17-08.jpg

 

Agora, durante 50 horas, Serralves abre as portas à multidão. É à vontade! É para todos! É gratuito!, proclamam eles. É um «espaço inclusivo da arte contemporânea e da cultura».

É um equívoco costumeiro neste paísinho cheio de parvoíces igualitárias e demagogia social. O resultado, revelador, é que mais uma vez, Serralves em festa não inclui porra nenhuma, senão a bagunça, o barulho e a boçalidade num espaço de beleza, serenidade e cultura.

Um coreógrafo que por lá anda a fazer apresentações ficou espantado, disse ele,  ao saber que há um ano a «grande parte das pessoas preferiu dar destaque aos momentos de fruição pessoal e à envolvência com o espaço em detrimento das próprias propostas artísticas».

É a mesma coisa: barulho, boçalidade, bagunça... ah, desculpem, «fruição pessoal».


Pág. 2/2



Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




Notícias

A Batalha
D. Notícias
D. Económico
Expresso
iOnline
J. Negócios
TVI24
JornalEconómico
Global
Público
SIC-Notícias
TSF
Observador

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes


Links

Muito nossos

  •  
  •  
  • Outros blogs

  •  
  • Links úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2008
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2007
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2006
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D


    subscrever feeds