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Deixem-no trabalhar

por Pedro Picoito, em 11.01.19

Não sou propriamente um entusiasta de Rui Rio, mas a actual agitação no PSD não me parece nada saudável. Por princípio, defendo que os mandatos devem ir até ao fim, salvo em circunstâncias excepcionais. Ora, ao contrário do que hoje disse Luís Montenegro, não houve nenhuma "alteração brutal das circunstâncias" porque Rio está a fazer exactamente o tipo de oposição que prometeu fazer e que se sabia que ele faria.  Se todos gostam ou não é outra conversa, mas o verdadeiro teste devem ser as eleições nacionais e não as golpadas dos barões. 

De resto, e isto é que é deprimente, facilmente se percebe que isto não passa de uma questão de poder (ou da falta dele). O que leva Montenegro a desafiar Rio, e outros a apoiarem-no, é apenas o pânico de que o PSD não tenha um bom resultado - já nem digo a vitória - nas próximas eleições. Por outras palavras, que haja menos lugares para distribuir, o que deixa muita gente nervosa. Entre os descontentes, com honrosas excepções (o Miguel Morgado, por exemplo, e não o digo por ser ser meu amigo), ninguém tem uma ideia para o país, uma visão de futuro, política. Quando Montenegro enche o peito e declara não se resignar à derrota, vale a pena perguntar para que quer ele a vitória. O que é que defende? Em que é que acredita? O que é que quer para a justiça, a defesa, a saúde, a educação, o ambiente? Alguém sabe? 

Eu também não.

 

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Um amigo com 90 anos

por João Távora, em 11.01.19

tintin-si.jpg

A ler este belo ensaio do André Abrantes Amaral sobre oo 90º aniversário de um dos melhores amigos que tive na infância. Sim, também eu descobri os livros do Tintim antes de saber ler num armário do quarto dos meus tios na casa da Avenida e os folheava inebriado, na pele do meu herói. Lembro-me bem com seis anos quando saiu o Voo 714 para Sydney de devorar cada quadradinho, das fúrias do Capitão Haddock com o insuportável Senhor Carreidas, multimilionário dono daquele fascinante avião que antecipava a chegada do Concorde – e como me fascinavam aqueles carros e aviões desenhados por Hergé que pareciam verdadeiros modelos daqueles que se vendiam nas lojas de brinquedos para mim inacessíveis. O facto é que fui descobrindo as diferentes camadas narrativas de cada aventura à medida que fui ganhando habilidade na leitura. Ficámos mesmo amigos, e recordo-me de em pequeno estranhar o facto de Tintim se tratar apenas de uma personagem de ficção, tão vivo que parecia dentro da minha mente. Fui com ele à Lua, às florestas tropicais da Índia ou da América Latina, fui à China, mergulhei entre tubarões, corri pelas galerias de Moulinsart, entrei no Palácio do bondoso rei da Sildávia que enfrentava os revolucionários republicanos, foi na alvura dos Himalaias que mais me emocionei com o verdadeiro sentido da amizade e da nobreza de caracter dos meus heróis na busca do jovem Tchang capturado pelo descomunal Yeti. Como o André fiz questão de introduzir aos meus filhos todo o universo do Hergé, que para lá dos livros, há longos anos acompanha as rotinas da família na forma de um elegante calendário Tintim que a cada mês de Janeiro penduramos na cozinha. Na verdade, acreditem ou não, o Tintim não é apenas um ícone para a minha família, é nosso amigo mesmo - de longa data.

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Da irrelevância

por João Távora, em 10.01.19

A bem dizer João Quadros é um humorista falhado que se dá mal com a sua irrelevância. Para a maioria das pessoas é um desconhecido, mas eu relembro: foi aquele idiota que em tempos, a propósito da doença da mulher de Passos Coelho, gracejou que “pensava que só havia uma cabeça rapada em casa do Passos", um truque sujo para dar nas vistas.
Vem isto a propósito de um conjunto de imbecilidades que ele publicou ontem a respeito do Duque de Bragança, com o único intuito de chocar pela vulgaridade, sem qualquer esforço de fazer sorrir o interlocutor – escusado é divulgá-las.
O riso é uma expressão exclusivamente humana que exige inteligência e mais ainda o requer a irreverente arte de fazer rir, mesmo no uso grosseria. Já o chamar a atenção sobre si qualquer idiota consegue fazer, se não tiver escrúpulos. Percebo que João Quadros – de que já não ouvia falar há anos – queira palco. Mas tem de o saber merecer, e para já tem a irrelevância que merece.

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Pode ser que me engane...

por henrique pereira dos santos, em 09.01.19

... mas suspeito que ainda venhamos a ouvir falar de um ou outro fogo lá para o fim da semana.

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Por um Portugal maior

por João Távora, em 08.01.19

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Há muito tempo que me confronto com o facto de haver muita gente, por norma pessoas simples duma faixa etária avançada, que sendo simpatizantes da monarquia - pelas razões mais improváveis (todas válidas, claro), confrontadas com o convite de se inscreverem na Causa, incrédulas, acham que isso é ilegal.

Para além desses casos, há toda uma multidão de pessoas letradas que, com as mesmas simpatias, têm receio de que um vínculo assumido prejudique os seus interesses económicos e ambições políticas.
A propaganda populista republicana (Salazar incluído) foi obra profissional.

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Portugal versus Irlanda.jpg

 

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Domingo (Epifania)

por João Távora, em 06.01.19

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Retábulo da Basílica de São Tiago em Valência (Séc. XVI)

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 


Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. 


Palavra da salvação. 

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Mudam-se os tempos...

por João Távora, em 05.01.19

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Numa pacífica manhã de sábado hoje passada com rituais nem sempre possíveis, logo depois do pequeno-almoço (em que ao fim-de-semana faço questão de comer torradas com manteiga) fui notificado no meu telemóvel da publicação da crónica do Alberto Gonçalves que li com gosto e divertido no telemóvel, já sentado na sala com boa música por companhia. Após me inteirar e responder a algumas mensagens no WhatsApp (aplicação culpada da vitória de Bolsonaro, dizem), pensei que estava na hora de ir comprar o Expresso, mas fiquei preso pelo artigo sobre o "Mata Sete", aquele hediondo crime ocorrido em 1987, no Observador. A manhã corria plácida, e ainda com o telemóvel na mão e o David Sylvian a tocar deliciosamente no gira-discos, inebriado pelo sol que entrava pela varanda, fui alertado por uma notificação dos e-mails do telefone da mensagem do "Macroscópio" do José Manuel Fernandes que li absorto, navegando por algumas ligações. Serviço público. Foi então que me lembrei de que ainda não tinha comprado o Expresso e que a tabacaria estava a fechar. Foi com algum esforço que contrariei o meu bem estar e fui à rua comprá-lo, agora que vem num inútil saco de papel. Resumindo, está minha tradição com décadas está por um fio. O Pedro Santos Guerreiro é um chato (para dizer o mínimo); e tirando o Pedro Mexia, os Henriques (Monteiro e Raposo) e a desconcertante Ana Cristina Pereira Leonardo, o tom geral do semanário é de uma snobismo bafiento - nós somos os maiores e a virtuosa ordem do mundo desmorona-se à nossa volta por culpa da internet e das redes sociais. Um conservador é um conservador, mas tem limites. E começo a sentir que este hábito se tornou num imposto à oligarquia. Nada de bom. 

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260 anos não apagam a memória

por João Távora, em 04.01.19

RR_Processo_Tavoras.jpg

Saiba mais aqui

 

«A aurora do dia 13 de janeiro de 1759 alvorejava uma luz azulada do eclipse d’aquelle dia por entre castellos pardacentos de nuvens esfumaradas, que a espaços saraivavam bategas de aguaceiros glaciaes. O cadafalso construido durante a noite, estava humido. As rodas e as aspas dos tormentos gottejavam sobre o pavimento de pinho. Ás vezes rajadas de vento do mar zuniam por entre as cruzes das aspas e sacudiam ligeiramente os postes. Uns homens que bebiam aguardente e tiritavam, cobriam com encerados urna falua carregada de lenha e barricas de alcateia, atracada ao caes defronte do tablado. Ás 6 horas e 42 minutos ainda mal se entrevia a facha escura com umas scintillações de espadas nuas, que se avisinhava do cadafalso. Era um esquadrão de dragões. O patear cadente dos cavallos fazia um ruído cavo na terra empapada pela chuva. Atraz do esquadrão seguiam os ministros criminaes, a cavallo, uns com as togas, outros de capa e volta, e o corregedor da côrte com grande magestade pavorosa. Depois urna caixa negra que se movia vagarosamente entre dois padres. Era a cadeirinha da Marqueza de Tavora, D. Leonor. Alas de tropa ladeavam o prestito, e á volta do tablado postaram-se os juizes do crime, aconchegando as capas das faces varejadas pelas cordas da chuva. Do lado da barra reboava o mugido das vagas que rolavam e vinham chofrar espumas no parapeito da caes. Havia uma escada que subia para o patíbulo. A marqueza apeou da cadeirinha, dispensando o amparo dos padres. Ajoelhou no primeiro degrau da escada, e confessou-se por espaço de 50 minutos. Entretanto rnartellava-se no cadafalso. Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se prégos necessarios á segurança dos postes, aparafuzavam-se as roscas das rodas. Recebida a absolvição. a padecente subiu, entre os dois padres, a escada, na sua natural attitude altiva, direita com os olhos fitos no espectaculo dos tormentos. Trajava de setim escuro, fitas nas madeixas grisalhas, diamantes nas orelhas e n’um laço dos cabellos, envolta em uma capa alvadia roçagante. Assim tinha sido presa um mez antes. Nunca lhe tinham consentido que mudasse camiza nem lenço do pescoço. Receberam-a tres algozes no topo da escada, e mandaram-a fazer um giro no cadafalso para ser bem vista e reconhecida. Depois mostraram-lhe um por um os instrumentos das execuções, e explicaram-lhe por miudo como haviam de morrer seu marido, seus filhos, e o marido de sua filha. Mostraram-lhe o masso de ferro que devia matar-lhe o marido a pancadas na arca do peito, as thesouras ou aspas em que se haviam de quebrar os ossos das pernas e dos braços ao marido e aos filhos, e explicaram-lhe como era que as rodas operavam no garrote, cuja corda lhe mostravam, e o modo como ella repuchava e estrangulava ao desandar do arrôcho. A marqueza então succumbiu, chorou muito anciada, e pediu que a matassem depressa. O algoz tirou-lhe a capa, e mandou-a sentar n’um banco de pinho, no centro do cadafalso, sobre a capa que dobrou devagar, horrendamente devagar. Ella sentou-se. Tinha as mãos amarradas, e não podia compôr o vestido que cahira mal. Ergueu-se, e com um movimento do pé consertou a orla da saia. O algoz vendou-a; e ao pôr-lhe a mão no pescoço, - não me descomponhas - disse ella, e inclinou a cabeça que lhe foi decepada pela nuca, de um só golpe.»

 

In "Perfil do Marquês de Pombal" de Camilo Castelo Branco em 1882, por ocasião do centenário da morte do minsitro de Dom José. 

 

 

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Para este próximo ano

por João-Afonso Machado, em 02.01.19

FIM DO DIA.jpg

A corvina, toda a vida, fora o mais formidável desempenho de barbatanas que o trazia preso à barra. Há quem diga, graças também ao exagero de algumas vozes mazinhas, a acrescentar-lhe o peso, a dignidade e a braveza do troféu, a delícia do pitéu. O certo é que empreendera na corvina.

E pontualíssimo, dia após dia, na foz, lançamento sobre lançamento, já não havia solha, cavala, sargo ou mesmo robalo (quando eles vêm em cardume, aos milhares, enormes), já nada sobrava para lhe satisfazer as aspirações. Senão a corvina.

Nunca a vira. Mas estudara-a, lera muito. Empenhou-se mesmo, para comprar a cana e o carreto adequados. Encheu o velho Opel Rekord de aparelhagens e iscos, cheques, sabão e víveres, o necessário para uma ausência prolongada. No carro dormia, no cais cozinhava e mirava o horizonte, conversava com as estrelas e as marés, com a lua... e infatigavelmente pescava.

Assim decorreu um ano todo. As gentes ribeirinhas segredavam entre si, aquilo ou enviuvara sem filhos, ou endoidecera. A criançada já esgotara a curiosidade de o espreitar, sempre igual.

Conheceu o fustigar das chuvas, as navalhadas do vento frio, o sol em brasa. Sem esmorecer. De coração posto na corvina, prateada, uma boca tubaranesca, para cima de uma arroba na balança... Assim ela entrasse no rio e se deixasse cativar pelos atractivos do seu anzol.

Está lá, neste exacto momento, o lutador. Viram-no receber a encomenda pesadíssima, um farto renovar do seu stock de apetrechos. E a um apiedado daquela fé, respondeu em vibrante entusiasmo - É já este ano!!!

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Fundo Florestal, dizem eles

por henrique pereira dos santos, em 02.01.19

Agora, porque várias pessoas o referiram a propósito do meu post sobre o Fundo Ambiental, aqui fica um exercício semelhante sobre o Fundo Florestal, um fundo criado em 2004, depois dos grandes fogos de 2003, e financiado em grande parte pelo consumo de combustíveis, que tinha como objectivos "apoiar a gestão florestal sustentável nas suas diferentes valências".

De acordo com o organismo que o gere, "Os principais objetivos do FFP são o de apoiar, de uma forma integrada, a estratégia de planeamento e gestão florestal, a viabilização de modelos sustentáveis de silvicultura e de ações de reestruturação fundiária, as ações de prevenção dos fogos florestais, a valorização e promoção das funções ecológicas, sociais e culturais dos espaços florestais, e ações específicas de investigação aplicada, demonstração e experimentação."  mas vejamos o que acontece na prática, lendo o Orçamento de Estado para 2019 e tendo em atenção que a floresta protuguesa é esmagadoramente gerida por privados, tem uma parte relevante gerida comunitariamente, e uma parte marginal gerida pelo Estado.

Artigo 169.º

Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.

O ICNF, I. P., enquanto autoridade florestal nacional, fica autorizado a transferir as dotações inscritas no seu orçamento, nos seguintes termos:

a) Para as autarquias locais, ao abrigo dos contratos celebrados ou a celebrar no âmbito do Fundo Florestal Permanente;

b) Para a GNR, com vista a suportar os encargos com a contratação de vigilantes florestais no âmbito do Fundo Florestal Permanente;

c) Para o Ministério da Defesa Nacional, com vista a suportar os encargos com ações de vigilância e gestão de combustível em áreas florestais sob gestão do Estado, ao abrigo de protocolo a celebrar no âmbito do Fundo Florestal Permanente.

...

26 - Transferência do Fundo Florestal Permanente para o orçamento do IFAP, I. P., até ao montante de 12 000 000 (euro), para o cofinanciamento nacional do apoio a projetos de investimento florestal, no âmbito do PDR 2020, proveniente de saldos de gerência, nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da agricultura. (a parte que é atribuída para as verdadeiras funções do Fundo Florestal)

27 - Transferência do Fundo Florestal Permanente para o orçamento do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), até ao montante de 20 000 000 (euro), para o financiamento de ações no domínio da defesa da floresta e da recuperação das áreas ardidas, proveniente de saldos de gerência, nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da agricultura.

28 - Transferência de verbas do Fundo Florestal Permanente para o orçamento do ICNF, I. P., até ao montante de 13 538 392 (euro), para ações de prevenção estrutural e recuperação de áreas ardidas sob a sua gestão, nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da agricultura.

...

58 - Transferência de verbas inscritas no orçamento do ICNF, I. P., no âmbito do Fundo Florestal Permanente, até ao limite de 3 716 675 (euro), para a GNR, com vista a suportar os encargos com a contratação de vigilantes florestais.

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