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O último prego

por João Távora, em 07.05.18

Vamos ignorar tudo menos isto: um ex PM que tratava como insulto qualquer pergunta ou dúvida sobre a proveniência dos fundos que lhe permitiam viver desafogadamente; que recusou receber pela sua prestação como comentador na RTP de 2013 a 2014; que ostentou, na saída do governo, a rejeição da subvenção vitalícia a que tinha direito por ser deputado eleito desde 1987 (e que agora está a receber), não teve afinal, desde que abandonou o governo até janeiro de 2013, quando se anunciou consultor da Octapharma, outros meios de subsistência senão o dinheiro do amigo (à generosidade do qual terá continuado a apelar mesmo quando auferia um ordenado de mais de 12 mil euros brutos por mês). Ou seja, fingiu ante toda a gente que tinha fortuna de família, rejeitando até rendimentos a que tinha direito como alguém que deles não necessitava. Urdiu uma teia de enganos. Mentiu, mentiu e tornou a mentir.

Mentiu ao país, ao seu partido, aos correligionários, aos camaradas, aos amigos. E mentiu tanto e tão bem que conseguiu que muita gente séria não só acreditasse nele como o defendesse, em privado e em público, como alguém que consideravam perseguido e alvo de campanhas de notícias falsas, boatos e assassinato de caráter (que, de resto, para ajudar a mentira a ser segura e atingir profundidade, existiram mesmo). Ao fazê-lo, não podia ignorar que estava não só a abusar da boa-fé dessas pessoas como a expô-las ao perigo de, se um dia se descobrisse a verdade, serem consideradas suas cúmplices e alvo do odioso expectável. Não podia ignorar que o partido que liderara, os governos a que presidira, até as políticas e ideias pelas quais pugnara, seriam conspurcados, como por lama tóxica, pela desonra face a tal revelação.

Este comportamento, que o próprio admitiu na primeira entrevista que deu a partir da prisão, sem, frise-se, pelo engano e mentira fazer qualquer ato de contrição, dar qualquer satisfação - e qual seria possível ou passível de satisfazer, diga-se - chegaria para clarificar a absoluta ausência de respeito pela verdade, pelas pessoas e por isso a que se dá o nome de bem comum de que padece José Sócrates.

E chegaria, devia chegar, para que qualquer pessoa, seja ou não do seu partido, reconheça que esta total deslealdade e falta de seriedade é suficiente para fazer um juízo ético e político sobre a sua conduta. Não é preciso falar de responsabilidades criminais, mesmo se a conduta descrita implica questionar por que carga de água um empresário pagaria, durante tanto tempo e sem aparente limite, as despesas de um amigo que tivera tais responsabilidades políticas, e por que motivo, se se trata de algo que o próprio vê tão sem problemas, isso foi cuidadosamente escondido não só do país como dos próximos.

Fazer publicamente esse juízo ético, no clima de caça às bruxas que se instalou após a revelação das mentiras de José Sócrates e das acusações de que é alvo, não é fácil. Quem sinta esse impulso, se for pessoa de bem, não pode deixar de ter pudor em bater em quem está por terra e temer ser confundido com a turba que clama por linchamento.

E para o seu partido -- um partido no qual Sócrates foi tão importante, até por ter sido o primeiro líder a conquistar uma maioria absoluta, e no qual tem ainda apoiantes que pelos vistos não se sentiram traídos com as suas mentiras nem acham nada de errado em um dirigente partidário e ex governante viver secretamente às custas de um empresário -- não era fácil declarar o óbvio. A saber, que independentemente de qualquer responsabilidade criminal alguém que age assim tem de ser persona non grata.

O PS esperou muito para o fazer e na verdade nem o fez bem. A sequência de declarações de dirigentes foi confusa e falou de suspeitas criminais - que estão por provar -- em vez de se centrar no iniludível: a assunção do próprio de que andou deliberadamente a enganar toda a gente. Confusas ou não, porém, as declarações levaram o ex-líder a finalmente libertar o partido do terrível peso da sua presença simbólica.

Mas, claro, José Sócrates sai vitimizando-se, falando de "embaraço mútuo" e ameaçando, segundo o Expresso, "vingar-se" - aventa mesmo "um amigo" que poderá "usar escutas a que teve acesso como arguido". Chocante, porém não surpreendente. De alguém com uma tal ausência de noção do bem e do mal, que instrumentalizou os melhores sentimentos dos seus próximos e dos seus camaradas e fez da mentira forma de vida não se pode esperar vergonha. Novidade e surpresa seria pedir desculpa; reconhecer o mal que fez. Mas a tragédia dele, que fez nossa, é que é de todo incapaz de se ver.

 

Adivinhem lá quem escreveu isto?

Em louvor de Sócrates

por henrique pereira dos santos, em 06.05.18

Quem, como eu, em Janeiro de 2009 escreveu isto, não precisa com certeza de bater no peito e manifestar vergonha pelo que Sócrates fez ou deixou de fazer.

Sócrates é um politico de primeira água.

Sócrates é um político excepcionalmente dotado, com uma capacidade imensa de ler o mundo à sua volta, de perceber as relações de força nos diferentes grupos sociais, de se focar no que realmente toca os seus eleitores e, uma qualidade rara e preciosa num político, com uma grande capacidade para correr riscos, muito bem calculados, é certo, mas sem medo de os correr.

Sócrates não deixa cair os amigos. É certo que exige deles uma fidelidade canina, até é capaz de lhes ouvir críticas, desde que essas críticas não tenham qualquer efeito prático na sua reputação e imagem, mas cumprida esta condição, é um amigo sólido com quem se pode contar.

Em contrapartida, rompida a relação de confiança, é inimigo temível.

Por circunstâncias fortuitas, li o Príncipe na altura em que tive mais proximidade com Sócrates (uma proximidade relativa, nunca trabalhei directamente com Sócrates, mas estava no topo de um organismo público tutelado pelo Ministério em que Sócrates era Secretário de Estado, embora não exercese uma tutela directa sobre o organismo em causa) e isso ajudou-me a perceber que onde eu lia um livro profundamente moral sobre o poder, Sócrates provavelmente teria à cabeceira um livro sobre a mecânica do exercício poder sem moral, não porque o livro não tenha moral, mas porque Sócrates é, claramente, amoral.

Quando Vicente Jorge Silva escreve hoje "Como foi possível que pessoas como António Costa ..., Augusto Santos Silva ou Vieira da Silva tivessem posto uma venda nos olhos e seguido cegamente José Sócrates", Vicente Jorge Silva parte de um pressuposto errado, o que de que essas pessoas teriam uma venda nos olhos quando voluntariamente seguiram Sócrates.

Se hoje Sócrates anda às voltas com a justiça isso não é vergonha nenhuma para a Democracia, como sonsamente diz António Costa, pelo contrário, é mesmo o mais bonito da Democracia ser o único regime em que um antigo Primeiro-Ministro (como Sarkozy ou Craxi, para dar outros dois exemplos da superioridade democrática) está a contas com a justiça pelo que fez ou deixou de fazer, e não porque os seus inimigos o substituíram no poder, sem que isso provoque qualquer derramamente de sangue.

Se hoje Sócrates anda às voltas com a justiça é porque usou a mais completa ausência de critério moral no exercício do poder para acumular fortuna de forma ilegal.

O que o distingue de António Costa é o facto de, aparentemente, António Costa demonstrar a mesma ausência de critério moral, como demonstrou esta semana ao aproveitar a maior fragilidade de Sócrates para lhe dar um pontapé, como se dá um pontapé a quem já está caído, apenas para acumular poder, o que é legal, e não para acumular fortuna ilegalmente.

Esta diferença não é irrelevante, claro, por alguma razão uma coisa é legal e a outra ilegal, mas o que convém não esquecer é que do ponto de vista da amoralidade, Sócrates, Costa, Santos Silva, Vieira da Silva e muitos outros, têm demonstrado uma grande convergência, facilitada e alimentada pela profunda cultura sectária que está instalada em boa parte da militância do PS (existe em todos os partidos e outros grupos sociais) e das redacções dos jornais.

A chocante amoralidade de Sócrates, que sempre foi evidente e clara para qualquer pessoa com um mínimo de critério moral na avaliação do exercício do poder, afastou-me rapidamente de qualquer proximidade com Sócrates.

É a mesma chocante amoralidade que me mantém afastado, radicalmente afastado, de qualquer proximidade em relação a Costa e à forma como exerce e constroi poder para si e para o seu grupo: aquilo a que, na ausência de julgamento moral, tem sido apontado como uma grande capacidade negocial e habilidade política de Costa (de que a súbita vergonha da cúpula do PS resolveu manifestar esta semana é apenas um exemplo arrepiante) não é mais que um uso do poder sem o menor pingo de critério moral.

Domingo

por João Távora, em 06.05.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros». 


Palavra da salvação. 

Tem o que merece:

por Vasco Lobo Xavier, em 04.05.18

Se não considerasse José Sócrates personagem tão execrável quase que tinha pena do homem. Está o desgraçado sossegadamente em casa, espojado no sofá, quiçá de fato de treino avermelhado, provavelmente mirando as meias rotas e certamente sonhando com os tempos áureos em que as dificuldades financeiras se resolviam com um simples telefonema e uma fotocopiadora e as suas relações sociais chegavam às esposas de banqueiros…, e cai-lhe em cima um batalhão concertado de amigos socialistas aos berros: pimba!... Tau!... Toma!... Vai buscar!...



Ferra-lhe as canelas o Galamba, o tal que a inocente e crédula Câncio tanto tinha gabado e aconselhado o namorado a apoiar, enquanto discutiam a aquisição de casas de milhões e férias de milhares! Sai à liça o Carlos César, essa nulidade incomensurável cuja existência, por si só, deveria envergonhar qualquer país minimamente decente, e toca a desferir facada atrás de facada sobre o antigo estudante parisiense (“Tu quoque, Brutus?” – terá Sócrates pensado, em francês no original). O açoriano andou nisto dias a fio, até que um dia alguém o levou a sério ou percebeu o que ele andava a tentar dizer.



Com aquela organização maquiavélica em que o PS é exímio (nessa área e em comparação com os socialistas, os comunistas são uns menininhos de coro), aparece de seguida Medina a malhar-lhe também forte e feio. Porque isto das quotas é muito querido aos socialistas politicamente correctos, entra igualmente em cena Ana Cristina Mendes e põe-se a ferrar-lhe a jugular com toda violência, sem largar, a fazer sangue em barda, que espicha em todas as direcções. Augusto Santos Silva, com um animado e indisfarçável brilhozinho nos olhos, lança farpa sobre farpa sobre o desgraçado tombado.



Tudo isto devidamente concertado, tudo muito bem organizado, tudo por táctica política, tudo sem quaisquer escrúpulos, como só o PS sabe fazer e faz sempre tão bem. Nada tinha mudado relativamente ao Sócras, entretanto, e as imagens televisivas dos interrogatórios da semana passada ou a proximidade do congresso do PS não justificam nem a canalhice nem a inversão de comportamentos desta malta que se dizia tão amiga e esteve tão calada e quieta até agora. É só táctica e opção política.



E o desgraçado, de quem a mulher do amigo dizia que seria quem iria desgraçar o casal, estava por estes dias simplesmente na sua palhota, ao Parque das Nações, de comando na mão, embora a consciencializar-se de que já sem comando algum sobre as suas amotinadas tropas, sem guito, a viver pobre e preguiçosamente os seus ódios e taras a partir do rendimento proporcionado generosamente pelos contribuintes portugueses, sem imaginar que o mundo dos seus amigos lhe iria cair em cima. Tendo caído em si, cai também no erro de se demitir da agremiação socialista, o que vai abrir portas a que qualquer um lhe vá desferir a patada final enquanto é tempo (não tarda nada – todos nós precisamos de viver e alguns precisam do PS –, até o Paulo Campos, o Mário Lino ou o Silva Pereira opinarão com nojo sobre o homem e a sua "miserável" actuação).



Com o cinismo que se lhe conhece, António Costa mostra-se surpreendido com a demissão do seu antigo n.º 1.



Se não considerasse José Sócrates personagem tão execrável, quase que tinha pena do homem. Felizmente não tenho: ele tem o que merece.

A deputada Elza Pais, do Partido Socialista, reside em Lisboa, a 500 metros do Parlamento, o que lhe mereceria um subsídio de 422,82 euros a juntar ao vencimento. Mas como, felizmente, também mora em Mangualde, onde de vez em quando vai ver a mãe, recebe afinal 1255,42 euros em ajudas de custo e 864 euros em despesas de deslocação. Elza Pais, que mora em Lisboa, diz que enquanto a mãe for viva, a casa dela é em Mangualde. Mas não só, porque, explicou hoje, «Claro que tenho casa em Lisboa, claro que tenho casa no Algarve». Claro. E por isso mesmo me parece que os subsídios que leva para casa, perdão, para as três casas (claro) sendo justos, não o são completamente, pois não se vê por que razão Elza não recebe nada quando é obrigada a ir descansar para o sul, para, claro, a terceira casa.

Relações perigosas

por João Távora, em 04.05.18

António Costa poderá sempre dizer em seu abono que nunca desconfiou da conduta de José Sócrates porque era só ministro dele, não seu namorado. Já a namorada do antigo 1° Ministro pode reclamar em sua defesa que nunca desconfiou da conduta dele porque não chegou a fazer parte do governo.

E perguntas dos jornalistas?

por henrique pereira dos santos, em 04.05.18

""Se essas ilegalidades se vierem a confirmar, serão certamente uma desonra para a nossa democracia. Mas se não se vierem a confirmar é a demonstração que o nosso sistema de justiça funciona”, respondeu António Costa."

Eu não sei a que pergunta respondeu António Costa, sei que, mais uma vez, António Costa manteve as coisas no estrito plano legal (para além da esperteza de dizer que é a Democracia que se envergonha e não o partido que, com o seu forte apoio, elegeu Sócrates, em 2011, por 93,3% dos votos do congresso em que António Costa fez um entusiástico discurso de apoio a Sócrates, mesmo depois do pedido de resgate).

Que Costa funcione assim não me incomoda, nem me incomoda especialmente que as pessoas votem em quem funciona assim: a beleza da Democracia está em nos garantir a todos o direito à asneira.

O que me incomoda é não ouvir um único jornalista a perguntar-lhe, oportunidade sim, oportunidade sim, se, deixando de lado as questões legais, está ou não de acordo com a aplicação de um princípio ético básico: um político no activo não pode receber empréstimos não comerciais de privados (ou qualquer outra forma de acesso a recursos para uso próprio), sejam quem forem esses privados, e ocultá-los de toda a gente.

O drama ético do actual regime, o charco de corrupção, não resultam de termos pessoas sem princípios em cargos públicos, isso é da natureza das coisas e sempre será assim em qualquer parte do mundo, o nosso drama é esses cargos não serem suficientemente escrutinados e, em grande parte, essa é uma responsabilidade que cabe à imprensa.

Na verdade quem devia ter vergonha com isto tudo não era o PS, eram os jornalistas que não viram nada, não perguntaram nada e ainda têm tempo para se indignar com o não jornalismo de quem, bem ou mal, faz minimamente o trabalho de escrutínio que justifica o lugar central que a liberdade de expressão ocupa nas democracias maduras.

Fede como a peste

por João Távora, em 04.05.18

O Benfica ter criado um gabinete de crise para controlar os danos dos últimos casos e processos conhecidos é profissional. O Benfica ter pensado um modelo para ganhar espaço na comunicação social e influência nas várias instituições do futebol é legítimo. Já o Benfica ver os últimos 163 jogos investigados pelo Ministério Público levanta muitas dúvidas. O Benfica ser suspeito de resultados combinados com mensagens trocadas entre os investigados e telemóveis a serem analisados pelas autoridades é tremendo. E a tal task force do Benfica ter como conselheiro Almeida Ribeiro, antigo espião do SIS e ex-secretário adjunto de José Sócrates, e poder estar a fazer denúncias anónimas para confundir a investigação é assustador. Estaremos à beira de um Calciocaos, que despromoveu a Juventus, a Lazio ou a Fiorentina, ou manteremos a tónica dos Apitos Dourados?

 

Filomena Martins, no Observador.

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Estava eu a ouvir a Graça Franco, diretora de informação da RR, que comentava o salário mínimo numa altura em que a CGTP exige uma nova subida para os 650 euros (mais 70 euros face ao valor atual), quando achei que devia ficar registada uma análise verdadeiramente inteligente. É pouco comum um comentário jornalistico tão elucidativo.

Graça Franco começou por dizer que a proposta da CGTP não deve passar na Concertação Social. Mas, acredita Graça Franco, o salário mínimo alguma coisa vai aumentar, lembrando que o Governo pode impor o valor do salário mínimo da economia, legislando, mesmo apesar da Concertação Social. A comentadora acredita que ficará um salário mínimo entre a proposta da CGTP e a da UGT.

Mas quando falou do impacto na economia é que se revelou verdadeiramente elucidativo. "Nesta altura já cerca de 750 mil trabalhadores com o salário mínimo (mais de um quinto da população)", disse a comentadora. Portanto a subida do salário mínimo afecta hoje mais as finanças públicas do que no passado, pois há mais trabalhadores da função pública com o salário mínimo, disse.

Depois recorda que Centeno (no seu livro) defendia que um salário minimo demasiado elevado é desincentivador do emprego. O nosso salário mínimo é baixo. 

"O que existe na economia portuguesa é uma contração dos salários médios", disse Graça Franco. "Estamos a subir o salário mínimo, mas os outros salários não sobem na mesma proporção". Isto é, estamos a descer o salário médio da economia. Isso tem um efeito desincentivador do trabalho do ponto de vista dos quadros médios. Graça Franco diz que temos investigadores, engenheiros, jovens licenciados a ganhar pouco mais do que o salário mínimo, o que leva à emigração dos jovens. 

Do ponto de vista do consumo a subida do salário mínimo até teve um impacto positivo no crescimento económico, admitiu Graça Franco.

"No entanto hoje vieram más notícias da Europa, a primeira proposta de quadro orçamental é de redução de 6% dos fundos de coesão e de 5% da PAC. Portugal é muito beneficiado pelos fundos de coesão", lembrou.

A Comissão Europeia apresentou a proposta de orçamento para 2021/ 2027, que vai obrigar a uma maior contribuição dos Estados devido à saída do Reino Unido da UE e a cortes em políticas que favorecem Portugal, como os Fundos de Coesão e a Política Agrícola Comum.

 

De acordo com o DN, A Assembleia da República vai discutir a 29 de maio a eutanásia, nomeadamente os projetos do PS, BE, PEV e PAN, informou esta quarta-feira o lí­der parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares. Fica assim garantida, com toda a celeridade, esta prioridade política do BE. Em compensação, os bloquistas avançaram com a proposta de uma comissão de inquérito que será uma forma de branquear Manuel Pinho, como aqui bem salientou o jornalista da SIC Bernardo Ferrão. 


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