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Há mais vida para além das autárquicas

por João Távora, em 03.10.17

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"Porque sou Monárquico" é uma antologia de textos políticos dispersos do Arquitecto Ribeiro Telles compilados pelo Vasco Rosa, da lista monárquica a Lisboa de 1961, passando pela Convergência Monárquica de 1971 até à democracia, num livro publicado pela Real Associação de Lisboa. Uma história de resistência monárquica, um precioso documento histórico cujo lançamento está marcado para o próximo dia 4 de Outubro, quarta feira, pelas 18:30 no Centro Nacional de Cultura naquela que será uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico que contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador.

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As facas estavam de tal maneira afiadas contra Pedro Passos Coelho, que ninguém realizou que afinal a esmagadora vitória do PS nas eleições autárquicas de 1 de outubro foram menos três mandatos face a 2013, foi passar de 11 mandatos para 8. Já o CDS e o PSD tiveram 4 mandatos em 2013 e agora têm 6, e que afinal Fernando Medina não ganhou a maioria absoluta em Lisboa que tinha sido conquistada em 2013. O PS só elegeu 8 vereadores em vez dos 11 em 2013.
Total nacional: PS 39,1% dos votos; PSD 27,9%; CDU 9,5%; Independentes 6,8%; CDS 6,6% e BE 3,3%. Face a 2013 o PS aumenta 2,3 pontos percentuais, o PSD desce 1,2 pontos percentuais, a CDU desce 1,6 pontos percentuais, os Independentes baixam 0,1 pontos percentuais, o CDS sobe 0,9 pontos percentuais e o Bloco sobe 0,9 pontos percentuais. Resultado a tirar: o PCP/CDU perde em estar na geringonça enquanto o Bloco ganha.
Só quem vive a política como se fosse um derby de futebol pode estar hoje a pedir a cabeça de Pedro Passos Coelho, o homem que tirou Portugal do resgate financeiro e conseguiu reduzir o défice de 11% para 3%.
Assim como num jogo de futebol, quando o treinador não ganha querem despedi-lo. Assim estão alguns sociais-democratas a alinhar pelo diapasão da esquerda e dos opinion-makers, onde correr com Passos é uma missão. Interessa pouco as ideias que o líder do partido defende, interessa pouco que seja sério e coerente, que diga a verdade em vez de demagogia, que veja o país como uma missão. Isso até atrapalha os que estão sempre com os vencedores e que os abandonam quando deixam de o ser. Porque preferiam que o condenado lhes desse argumentos para a chacina.
Enfim, vale de pouco as palavras contra um movimento imparável de substituição do líder do PSD.
Eu pela minha parte sou fiel a princípios, valores e ideias, e estou com quem sinto que os defende, seja vencedor ou perdedor. O mundo está cheio de escroques vencedores (e a política portuguesa é especialmente rica neles).
P.S: Para substituir o Pedro Passos Coelho só um Miguel Poiares Maduro.

 

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Angolonizamo-nos ou Noroeguizamo-nos?

por Corta-fitas, em 02.10.17

Portugal tem nos próximos tempos de pensar muito bem na resposta a dar a si próprio sobre o estilo de classe dirigente que pretende promover. Nas últimas décadas desenvolvemos e promovemos caracteres muito pouco recomendáveis ao mais alto nível do nosso mundo político, económico e financeiro, muitos dos quais, aliás, a contas com a justiça. São inúmeros os casos e sobejamente conhecidos. Pena que, precisamente no momento em que aprofundámos e nossa relação com a UE deixássemos que o nosso perfil se angolanizasse ao invés de se noroeguizar.

É bom que Portugal mantenha boas relações com as ex-colónias, sendo seguramente uma oportunidade ímpar para todos os países envolvidos as oportunidades que essas relações podem proporcionar. Mas não são bons os termos que nos impuseram, que nos nortearam, e que marcaram o ritmo com que as relações se desenvolveram. O dinheiro, associado a pérfida subjugação da alma às suas directivas, inverteu os termos das relações. O bom juízo e o bom exemplo aconselhariam que os princípios seguidos por parte da nossa classe dirigente se tivesse aproximado mais daqueles adoptados pelos países do norte da Europa e que essa aproximação por arrasto tivesse servido como uma oportunidade de Angola elevar o seu padrão. Tudo com a finalidade de não permitir que o erro e o vício se sobrepusesse à razão e à virtude no uso do dinheiro de modo a melhor servir ambos os povos. Infelizmente assim não foi.

Chegados a este ponto, e com a fatal matéria judicial acumulada que o tempo e os perfis desarranjados e de alma corrompida sempre tratam de criar, resta-nos agora de uma forma apertada e meia encostada à parede ter de decidir se vendemos de vez a alma ou se, pelo contrário, juntamo-la de novo ao corpo e caminhamos de cabeça levantada em melhor direcção.

O processo não será fácil e muito argumento pragmático e descarado anda por aí ao virar de cada esquina. De Angola surgem reacções escandalizadas com o desplante da nossa justiça relativamente a um seu ex-vice-presidente. De Portugal Paulo Portas, ainda em 2016, no seu congresso de despedida apelou aos órgãos de soberania para evitarem "a tendência para a judicialização da relação entre Portugal e Angola", considerando-a "um caminho sem retorno" e procurarem "em todas as frentes o compromisso".

Espantoso o estado a que chegámos. Para além de se querer vender a ideia de que por imperativos económicos Portugal se deve agachar ao ponto de parquear a sociedade de direito sempre que a Realpolitik assim o decretar, passou ainda meio despercebido o facto de um ex-líder partidário fazer apelos explícitos ao poder judicial num congresso partidário. Como se vê o ajustamento de Portugal transcende em muito um mero ajustamento financeiro. Aparte do ajustamento partidário que anda a provar ser quase impossível de fazer e que tanta falta faz para consolidarmos a nossa frágil democracia, sobra ainda o mais importante de todos: o ajustamento do carácter.

 

Pedro Bazaliza

Convidado Especial

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Inquietação

por João Távora, em 02.10.17

O resultado histórico obtido pelo CDS em Lisboa – que tem bem mais actores que a surpreendente Assunção Cristas - a vitória de Rui Moreira e a perda de influência autárquica do jurássico PCP, não disfarçam a má notícia que é a derrota global da direita no país, vencida pela falsa sensação de prosperidade que a conjuntura económica internacional favorece num ambiente historicamente inédito de paz social que a domesticação das esquerdas radicais proporcionou. A verdade é que os grandes desafios de Portugal continuam adiados, e a direita condenada a renovar-se com novos protagonistas e bandeiras, e a preparar um discurso ambicioso, agregador e diferenciado capaz de agitar as consciências alheadas. Ou seja, temos razões para estar muito apreensivos. 

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A defesa do molho de bróculos

por henrique pereira dos santos, em 02.10.17

João Miguel Tavares tem um comentário sobre as eleições que é muito interessante por corresponder, no essencial, ao que pensam muitas pessoas, mas por raramente ser expresso de maneira tão clara.

"A partir do momento em que os resultados foram muito piores do que as mais baixas expectativas, Passos Coelho deixou de ter qualquer margem de manobra. A única saída é a demissão da liderança do PSD."

Até aqui, nada de novo, há vários anos que esta ideia é expressa de muitas maneiras diferentes e em muitas circunstâncias. O interessante vem depois, quando João Miguel Tavares exprime o que raramente é expresso como a consequência natural da premissa citada acima.

"Qualquer que seja o sucessor de Passos Coelho, aquilo que tem diante de si, com altíssima probabilidade, é uma via sacra de seis anos na oposição e de grandes convulsões internas ... A liderança do PSD é, desde a noite de Domingo, o emprego mais difícil do país."

Com uma cristalina candura, João Miguel Tavares põe-se do lado da cobardia de Guterres e de Durão Barroso, aconselhando Passos Coelho a tratar da vidinha, deixando atrás de si um molho de bróculos para que alguém resolva, em vez de exigir a Passo Coelho que, como qualquer general que se preze, fique com os seus homens nos momentos das derrotas, aprendendo o que tiver a aprender com essas derrotas.

E que, quem achar que faz melhor, que se apresente com outra visão que não a de um molho de bróculos, explicando tin-tin por tin-tin, o que quer, como quer e o que pretende fazer para lá chegar.

PS O erro tático de Passos Coelho não apoiar Cristas em Lisboa, que se saldou por um resultado miserável do PSD e por perda de 10% dos votos no lado da geringonça, fazendo Medina perder a maioria absoluta, tem sido considerado, justamente, um erro colossal de gestão das percepções públicas. Já o erro tático de António Costa ao romper com Rui Moreira no Porto, que se saldou por um resultado miserável do PSD, mas também por uma maioria absoluta de Rui Moreira e a perda total da forte influência do PS no governo da cidade, aparentemente, nem sequer um erro é, do ponto de vista das percepções públicas. Talvez a leitura pública que está a ser feita destes dois erros, esmagadoramente monolítica, explique muito mais os problemas de Passos Coelho que os seus próprios erros, e explique melhor o êxito mediático e eleitoral de António Costa, apesar dos seus próprios erros.

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Domingo

por João Távora, em 01.10.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 


Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

 
Palavra da salvação

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