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Simplesmente extraordinário...:

por Vasco Lobo Xavier, em 02.11.16

Ouvi distraidamente na SIC N uma das irmãs Mortáguas a discutir com Miguel Morgado e dizia ela que o PSD e o CDS não podiam criticar este OE, não tinham "autoridade moral" (seja lá o que ela entenda por isso) para criticar porquanto tinham feito a mesma coisa, cortes e aumentos de impostos.

Eu acho simplesmente extraordinário! Admite então Mortágua que este governo, com o apoio do BE e do PCP, está a fazer a mesma coisa que o anterior?!?... E aplaude e defende-o?!? É fabuloso...

O pânico do establishment

por José Mendonça da Cruz, em 02.11.16

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 Perca ou ganhe, Donald Trump conseguiu levar à cena na América a mesma lição que na Europa é Marine Le Pen que encena, e em Portugal é a abstenção que põe em palco: os eleitores estão fartos do discurso redondo e politicamente correcto que se obstina em negar medos e problemas, ignora com soberba as ambições da classe média, e se atém a proclamações vazias (e contra toda a evidência) de que tudo está bem e estará ainda melhor. O discurso de Hillary Clinton pode ser sereno e razoável; o problema é que já foi ouvido, igual, igualzinho, centenas de vezes (e papagueado mais ou menos raivosamente pelos media, lá como cá). Os resultados é que são insatisfatórios.

Veremos o que decidem os eleitores americanos, veremos o que decidem os eleitores franceses, e se alguma coisa foi aprendida. Por cá, veremos se os números crescentes da abstenção por fim acordam alguém.

Um tempo verdadeiramente novo

por henrique pereira dos santos, em 01.11.16

"A função pública começou a ver repostos os salários, o salário mínimo poderá aproximar-se dos 557 euros em 2017, os impostos aumentaram, mas por via indirecta, o que dá alguma margem de manobra aos consumidores. ... estas medidas bastaram, segundo o investigador Jorge Malheiros, para gerar "um certo capital de esperança" que fez diminuir o número de portugueses que todos os anos saem para trabalhar lá fora".

O Público, com certeza para ilustrar o meu post anterior sobre a forma como os jornais fazem a intermediação entre produtores e consumidores de informação e sobre a forma como boa parte da academia se demite do rigor académico no debate público, produziu esta pérola, reforçando a ideia no editorial:

o que explica os fluxos migratórios de 2015 são as decisões tomadas em 2016 e o capital de esperança criado por essas decisões.

Devo dizer que acho fascinante esta ideia da esperança retroactiva, é todo um mundo novo que se abre para mim.

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